29.4.11

Dessa vez não é só blá blá blá

Felipe Neto, famoso principalmente na internet por ser autor de vídeos críticos e sem censura, está sendo alvo de mais uma polêmica. Essa semana ele resolveu criar um protesto contra a cobrança abusiva de impostos no Brasil, em cima de produtos importados.

Ele mais uma vez rasga o verbo contra políticos, e dessa vez lançou um protesto sério que já conta com a participação de mais de 144 mil pessoas.
O começo da manifestação (pra não perder o costume) foi em seu mais novo vídeo, que inclusive está listado no Youtube como um dos mais populares da semana.
Dá só uma olhada na revolta do garoto:

A maioria tem achado a iniciativa legal e tudo mais, mas é claro que há quem seja contra. Na verdade não contra a ideia, mas algumas pessoas tem indagado o próprio Felipe Neto, que vende em seu site camisetas temáticas a 40 reais cada. (Não é todo mundo que tem 40 pila pra dar numa camiseta, né?!)
Outros criticam o fato de ele estar citando itens que não são de primeira necessidade. Os videogames, Ipads e afins.
É fato que os produtos citados são de interesse de parte da população brasileira hoje em dia, mas não chega nem perto de ser o que realmente a MAIORIA carece. Certamente há pessoas que nem sabem o que é um Ipad.

Ok, todas essas críticas são válidas, mas é importante considerar a essência desse protesto. Felipe Neto está começando uma mobilização que há muito tempo não se via no Brasil. O comodismo tomou conta da população que acha ruim, reclama mas não quer dar a cara a tapa.
Quem sabe começando assim, principalmente os jovens tenham mais vontade de ir à luta por seus direitos e pelo que é certo. Quem sabe com iniciativas como essa, “amanhã” estaremos nas ruas reivindicando salários mais justos para parlamentares e políticos.

Enfim, se você gostou da ideia, é simples: acesse esse link http://www.precojustoja.com.br/ , escreva seu nome, cpf e e-mail, e faça parte da mobilização.
Vale lembrar que não adianta somente ver o vídeo. É importante se cadastrar para que o número de assinaturas seja digno de chegar até às mãos da presidente.


E você, o que acha do protesto?

28.4.11

Uma trilogia que não sai de moda




Envolvente e cativante são apenas duas entre tantas qualidades que podem definir a trilogia do Poderoso Chefão, dirigido por Francis Ford Coppola, a mais premiada de todos os tempos, que nunca foge das locadores, dos lançamentos e relançamentos em DVD e agora em Blue Ray. Os três filmes são baseados num livro de Mario Puzo, The Goddather, que no Brasil ficou mais conhecido como O Poderoso Chefão, em vez da tradução que quer dizer padrinho.

A trilogia começa com a história da mais poderosa família da máfia de Nova Iorque e Nova Jersey, os “Corleone”, que, liderados por Vito Corleone (Marlon Brando), se desentendem com outros clãs, dando início a uma guerra entre os mafiosos. Quando o chefe Colerone fica debilitado, Michael Corleone (Al Pacino), seu filho mais novo, assume o controle. Após o falecimento de seu pai, Michael trama o assassinato dos líderes das principais organizações mafiosas, para que os Corleone voltem a ter o controle do crime organizado.

Na sequência, o filme mostra a saga de Michael à frente da família, que passa por situações delicadas devido a traições de pessoas muito próximas, incluindo seu próprio irmão, Fredo. Mas o ponto alto do filme é a história de Vito Corleone, que é contada em paralelo ao desenrolar da era de Michael, mostrando desde sua dramática infância em Corleone, na Sicília, até seu início como chefão da máfia em Little Italy, Nova Iorque.

Já no último episódio da trilogia, Michael tenta legalizar os negócios da família Corleone e passar o controle para seu sobrinho, Vincent Mancini. Porém, as coisas não saem como o esperado, devido a divergências com outro chefe do crime, Joey Zaza, e a negócios suspeitos com a alta cúpula da Igreja Católica, o que obriga a Vincent, a armar mais uma série de atentados contra os inimigos dos Corleone.

O primeiro filme foi lançado em 1972, nos EUA, e concorreu ao Oscar de 1973 nas seguintes categorias: melhor ator coadjuvante, com James Caan, Robert Duvall e Al Pacino, melhor figurino, direção, montagem, som, trilha sonora, roteiro adaptado, melhor ator principal, com Marlon Brando, e melhor filme, ganhando nas três últimas categorias. O segundo filme, de 1974, foi o mais longo, com mais de 3 horas de duração, e o mais premiado pela Academia em 1975: melhor direção de arte, trilha sonora, roteiro adaptado, ator coadjuvante, com Robert De Niro, diretor, com Francis Ford Coppola, e sagrou-se como a única sequência a ganhar o Oscar de melhor filme. Além disso, o filme concorreu ao melhor figurino, melhor atriz coadjuvante, com Talia Shire, ator coadjuvante, com Michael V. Gazzo e Lee Strasberg, e ator principal, com Al Pacino. A última seqüência foi lançada em 1990, e foi o único dos três filmes que não recebeu nenhum prêmio da Academia, embora tenha concorrido nas categorias de melhor filme, diretor, ator coadjuvante, com Andy Garcia, melhor canção, montagem, direção de arte e fotografia.

São diversas as curiosidades sobre a produção, uma dela é que o autor do livro que inspirou o filme, Mario Puzo, participou da elaboração do roteiro juntamente com Coppola; outra é que o personagem de Vito Corleone foi o único a dar dois Oscar a atores diferentes, Marlon Brando e Robert De Niro; quando Brando ganhou o Oscar em 73, ele se recusou a participar da premiação, por causa de atitudes racistas do governo americano e de Hollywood contra os índios. Em seu lugar ele mandou uma atriz que se fez passar por índia americana, de nome Sacheen Littlefeather.

Os tres filmes podem ser encontrados nas locadoras numa bela embalagem e quatro discos, a saga da famiglia Corleone está muito bem representada em DVD. Todos os filmes possuem trilha de áudio comentada por Coppola (legendada). O grande diferencial para os colecionadores está mesmo no disco de extras. São quase quatro horas de material que inclui cenas removidas, árvore genealógica da família, fichas dos gangsters, anotações sobre a trilha sonora, desenhos de produção e muito mais, vale a pena conferir.

Hábito ou prazer?

Falando em “aprender” a ler, a psicóloga Roseli Sayão questionou ontem no caderno Equilíbrio, da Folha de São Paulo, sobre o tal do hábito da leitura. Afinal, queremos que as crianças leiam por prazer ou por costume?

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'Criar o hábito da leitura' já perdeu o sentido. Queremos
que as crianças leiam por prazer ou por costume?
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ROSELY SAYÃO


CRIANÇA PODE adorar livros e histórias, desde que os adultos não atrapalhem. E como temos atrapalhado o que poderia ser uma verdadeira paixão pelos livros!

Ler é bom, precisamos formar leitores, a vida sem a literatura não teria graça, temos de incentivar o hábito da leitura nas crianças e nos jovens etc. Afirmações como essas brotam da boca de pais e de professores assim, sem mais nem menos.

Temos gosto em pegar frases e repeti-las muito, até que elas percam seu sentido, não é verdade? Assim aconteceu com essas e outras afirmações que tratam da importância da leitura na vida dos mais novos: tanto fizemos que conseguimos esvaziar o que elas dizem.

Primeiramente quero falar dessa expressão horrorosa: "Criar o hábito da leitura". Ah! Vamos aproveitar e lembrar outra semelhante: "Criar hábito de estudo".

Nós queremos que as crianças tenham prazer com livros e histórias ou queremos que adquiram um hábito?

Leitura, tanto quanto estudo, não deve ser tratada assim. Um hábito se instala e pouco -quase nada- acrescenta à vida de uma pessoa.

Já o amor, o prazer, o gosto verdadeiro pela leitura ou pelo estudo são capazes de mudar a nossa vida. Ler e estudar devem ser uma escolha, uma vontade, uma busca por algo que não se tem.

O bebê já pode ser introduzido ao mundo dos livros e da leitura. Pais e professores podem começar contando histórias e oferecendo livros para que ele manuseie, explore, se entretenha com esse objeto. E não precisa ser livro de plástico, que produza som ou coisa semelhante. Livro de verdade mesmo, de papel, com figuras bonitas e letras, encanta o bebê.


O escritor Ilan Brenman, apaixonado pela literatura, afirma que um requisito importante para iniciar as crianças no universo da leitura é a beleza do livro. Sim: uma capa bonita já chama a atenção da criança, tanto quanto as ilustrações. Aliás, muitos livros sem palavras são lidos pelas crianças com a maior atenção.

Ainda falando de bebês e crianças muito pequenas: o papel do livro, suas diferentes texturas, odores e cores também já são alvo da curiosidade delas e objeto de pesquisa concentrada.

E o que dizer de livros de histórias que crianças já conhecem e adoram -"Peter Pan" e "Alice no País das Maravilhas", por exemplo- com adaptação em "pop-up"? Imperdíveis, já que encantam crianças e adultos.

Não devemos menosprezar as crianças quando o assunto é história: elas não gostam apenas daquelas que foram escritas para as crianças. Toda a literatura, principalmente a clássica, pode ser oferecida, sem censura.

Tornar a leitura um ato obrigatório é uma dessas manias que nós adotamos com as crianças que prejudicam a descoberta que elas poderiam fazer do prazer da leitura. Tudo bem: isso pode ser feito como tarefa escolar, mas depois, bem depois de oferecer a elas a oportunidade de ler por gosto e não por obrigação, no fim do ensino fundamental, por exemplo.

Finalmente: a literatura não deve servir para moralizar a vida dos mais novos.

Nada de contar histórias que só servem para tentar "ensinar" a criança a ter bons modos, escovar os dentes etc. A educação moral e para a higiene, por exemplo, deve usar outros recursos.

Que tal um programa com seu filho? Visitar uma biblioteca ou uma livraria para procurar um livro bonito e gostoso de ler e de ouvir?

Certamente você e seus filhos irão aprender muito sobre a vida e sobre vocês mesmos nesse programa. E boa viagem!




27.4.11

O que seria de nós mulheres sem os homens?


Já imaginaram a vida sem um pai, um irmão, um tio engraçado, um avô que conta histórias, um namorado, um melhor amigo?

Qual seria a graça em não discutir pra tirar do jogo de futebol e colocar na novela?

Pra quem você se arrumaria, ligaria, por quem você correria e choraria?

De quem você ia sentir aquele perfume marcante, aquele beijo inesquecível, aquele abraço que faz você se sentir como uma criança perdida nas nuvens?

Ao contrário do que todas nós vivemos dizendo, nós precisamos dos homens sim! Ora, muitas das coisas que fazemos são por eles, são pra eles! Não tem porque negar, precisamos deles tanto quanto eles precisam de nós.

Aí vem aquela regrinha básica: é o jeito! É claro que sempre haverá uma briguinha aqui, outra ali, mas isso é o que há de mais normal e há quem diga que uma briguinha é sempre bom.

A verdade é que as mulheres sempre vão se encantar pelo jeito dos homens, seja o jeito atrapalhado de cozinhar, o jeito sério como se vestem e agem no trabalho, o jeito pai de família, moleque, amigão, conselheiro, brincalhão, desastrado, por aí vai. E os homens sempre vão gostar do jeito detalhista, meigo e organizado das mulheres, por mais que eles encham o saco quando você demora no salão, pra escolher uma roupa ou pra se arrumar, no final eles sempre vão gostar!

Nós precisamos de um cara que nos elogie, nos critique, nos proteja, nos faça companhia na hora do filme, da chuva, do temporal, do domingo de sol, alguém com quem planejar os finais de semana, as férias, a vida! Alguém pra construir um sonho e pra nos ajudar a realizar. Precisamos daquele cara que vai acordar mal-humorado num dia, mal te dizendo “oi” e precisamos do cara que vai comprar flores e bombons.

Precisamos entender que esse cara também tem dias difíceis como nós, que eles são menos românticos do que nós em muitos momentos, que eles esquecem de aniversários de namoro, mas que tudo isso não significa que eles não nos amem com todas as forças.

Aprenda a entender os homens como eles são e nunca tente mudar nada para que ele fique do seu jeito, porque a partir daí ele não será mais aquele por quem você se encantou.

Você tem fome de quê?

Todas as pessoas, em sã consciência, ficam indignadas com a fome que assola o mundo e também o Brasil. Estatísticas dão conta de que um terço da população brasileira é mal nutrida, 9% das crianças morrem antes de completar um ano de vida. Herbert de Souza, o Betinho, afirmou que “Quando uma pessoa chega a não ter o que comer é porque tudo o mais já lhe foi negado .” É a morte em vida. Instaura-se, dessa forma, uma grande contradição, pois sendo o Brasil o quinto país em extensão territorial com 8,5 milhões de hectares de terras e que produz 70 milhões de toneladas de grãos, é de se escandalizar com o número crescente e gigantesco de miseráveis famintos.

Por outro lado, surgem as “fomes” geradas no seio da modernidade, a fome de conhecimento, de carinho, de justiça, de prazer. Esse tipo de fome vem mascarado, por isso é tão perigoso. Não que a carência de alimentos não seja, mas ela está diante dos olhos de todos que veem e enxergam.
A fome a que se refere é a que nasce da angústia do homem moderno, que no afã de querer ser super-homem, esquece-se de que além de alimentar o físico, é essencial que se sacie a alma.
Quantos se esquecem de se abastecerem com conhecimento, que é , sem dúvida, o passaporte para a cidadania efetiva, que não lêem por não ter tempo, que não se aprimoram porque já sabem tudo, que ignoram o que semelhante diz, porque se satisfazem com o universo limitado do próprio conhecimento...
Já a fome de carinho é visível se for feita uma análise do crescimento da agressividade, do nepotismo, da falta de solidariedade, e a raiz de tudo isso é a carência de afetividade que surge independente da classe social, da idade, do sexo...
Sem falar na fome de Justiça que sofrem milhares de cidadãos que se sentem ultrajados por não terem seus direitos colocados em prática, é como se o muro do poder impedisse que a Justiça chegasse a todos sem distinção...
É assustador perceber com que naturalidade fomos virando um país de “famintos”, com que rapidez fomos produzindo “indigentes” em todos níveis. Nesse momento, é que se crê que a fome que destrói qualquer tipo de progresso, é a fome de prazer, pois só com vontade, com gosto pelo que se faz é que se consegue acabar com as “fomes “ que levam à degradação humana, porque é com a indiferença que se construí esse cenário dantesco. E somente com a fome saciada é que se será incorporado, novamente, ao mapa da cidadania plena, geral e irrestrita, enfim democrática e, por que não, prazerosa.
E você tem fome de quê?
Nincia Cecília Ribas Borges Teixeira

Há coisas que não se pode esquecer



Há tanto o que se falar sobre literatura... grandes obras, grandes autores, e é nesse mesmo contexto que dedico esse texto ao excelente livro de Kim Edwards, O Guardião de Memórias, essa magnífica obra apesar de se tratar de uma ficção é tão rica em detalhes que é difícil não mergulhar nela e visualizar seus personagens, imaginando se alguma vez tal história realmente não aconteceu.

O livro conta sobre a vida do médico, dr. Henry, que após sua esposa dar a luz a gêmeos, um menino saudável e uma menina com Síndrome de Down, resolve entregar a menina a adoção motivado pela dor e sofrimento que guardava do seu passado, mas a ausência da filha cercada de mentiras por ele criadas acabou por destruir sua vida e sua família.

A história começa a ser contada no ano de 1964, o desconhecimento e ignorância da doença ainda existia. O livro conta sobre duas famílias paralelas, a de Henry e de Caroline, mãe adotiva de Phoebe: de um lado o desprezo, amargura e vazio de uma vida que a mentira corroeu, de outro luta e perseverança por uma filha que lhe deu de novo a vida.

O Guardião de Memórias é uma obra que mostra que para se tornar um best seller não é preciso criar seres mitológicos ou desvendar uma sociedade secreta, uma simples vida do jeito que ela é, já é uma grande história.

Ao nosso redor

Meu desejo é viajar pelo mundo e conhecer os lugares que marcaram nossa história.

Viajaria a Jerusalém, e conheceria o lugar em que Jesus Cristo caminhou para entregar sua vida para salvar a humanidade. Iria ao Iraque e abraçaria os filhos da guerra. Em Boston, sentiria a poder e tensão à procura de soluções. No Haiti, veria nos rostos um pedido de ajuda, sem mais tanta esperança. No Japão sentiria a força de um povo lutando para se reerguer.

No Brasil, encontraria a hospitalidade e uma felicidade sem explicação, num povo lutador e amante da vida, nele visitaria as favelas do Rio e veria a esperança começando a brotar, visitaria a escola de Realengo, pararia a sua frente, respiraria fundo tentando entender o inexplicável.

Cada rosto, cada sorriso, uma marca, uma lembrança impregnada na nossa mente nos lembrando de onde viemos, quem somos, o que fizemos e o que ainda está nas nossas mãos.

Eu falo é de saudade...

Aquela que chega de repente quando você apaga a luz antes de dormir, que faz parar o olhar no nada e cria uma imagem inexistente. Aquela saudade que abre um buraco no peito, que molha os olhos.

Saudade existe aos montes; saudade de uma fruta de estação, de dançar na chuva, de ouvir aquela música que você ouviu na trilha sonora de um filme e não sabia nem o nome da música, nem do cantor, saudade da casa na árvore que nunca foi feita, de uma viagem pra praia, das férias na casa da avó brincando o dia inteiro, daquele cachorrinho lindo que você ganhou no aniversário e ele morreu dois anos depois, lembra-se de quanto você chorou?

Estas saudades doem não da mesma forma que bater o dedinho do pé no canto da mesa ou cair de bicicleta. Saudade dói, mas não se sabe aonde, se soubéssemos com certeza já teriam inventado uma pomada pra passar no local.

Sentir saudade dessas coisas pode-se dizer que é suportável, porque todos sabemos que a infância não pode voltar, mas sentir saudade de alguém, aí sim tem que trabalhar o dobro pra ocupar a mente, fazer exercícios físicos nunca feitos, vale de tudo pra não ficar lembrando o tempo todo daquele alguém que te deixa um nó na garganta.

Saudade de um amigo que você teve que deixar, da mãe, do pai, do irmão mais velho, dos sobrinhos, primos, tios, avós, saudade de quem fez algo inesquecível por você, saudade de alguém que foi pra longe.

É meu amigo, sentir saudade dói demais, mas tem seu lado bom: só quem realmente ama, sente saudade, é como se o amor precisasse da saudade pra existir e vice-versa.

Você pode fingir que não quer um presente, que não está com dor de cabeça, que não quer ir a alguma festa, mas não pode fingir que não sente saudade. Os olhos falam, o corpo fala e a boca, sem querer, acaba falando também.

Sentir saudade, no fundo, é bom. Sinta saudade de todas as coisas que lhe fizeram ou fazem bem, de todas as pessoas que você ama e aprenda que em algum lugar, alguém está sentindo saudade de você agora.

Quando o coração apertar, a respiração ficar difícil, quando você sentir um vazio doído por dentro e não conseguir frear as lágrimas, chore, sinta e viva isso. Eu falo é de saudade.

25.4.11

O inimigo agora é a corrupção


Mais maduro e estratégico, um novo Capitão Nascimento volta as telas para combater o crime organizado, agora como Subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Mais uma vez, a luta contra o sistema é o principal objetivo de Nascimento e dentro do Estado fortalece o BOPE que afasta o trafico de muitas favelas e impede que policiais corruptos faturem com as milícias. No primeiro longa de Tropa de Elite, a luta era contra os bandidos e policiais corruptos, agora se transforma numa batalha contra as milícias, em que policiais tomam a favela dos traficantes e enriquecem as custas dos moradores. O filme conta com cenas emocionantes da atuação do BOPE dentro e fora das favelas. A suposta morte de Nascimento, no início do filme, dá um clima de suspense que leva qualquer pessoa esperar atenciosamente pelo desenrolar da historia. Mas quem pensa que o alvo são traficantes e policiais corruptos está enganado. José Padilha consegue o inesperado, atacar a todos, a estrutura política que facilita o sistema de mortes, tráficos e inclusive aqueles que alimentam a política brasileira, inclusive nós, eleitores. Esse é o novo longa, “Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro” que foi sucesso nos cinemas e já está disponível em DVD e Blue Ray.

O diretor José Padilha e o roteirista Braulio Mantovani construíram uma história atual, baseando-se nas milícias existentes no Rio que assombram famílias oferecendo proteção. O outro lado, fictício é a historia da vida de Capitão Nascimento, sua solidão e os problemas que enfrenta dentro de casa, como a cena em que o filho é preso com maconha.

Inspirado no livro A Elite da Tropa 2, de Rodrigo Pimentel, Tropa de Elite 2 mostra um novo desafio e um novo sistema que se reiventa e descobre como lucrar sem o intermédio do tráfico. Em perseguição a isso, o público acompanha Nascimento indo além dos limites do quartel, revelando as ligações das milícias com o Estado. E o preço por essa descoberta é alto. 

Mais do que um filme de ação, o novo longa de José Padilha é fundamental para se entender os problemas não só da segurança pública, mas de todas as mazelas sociais. O sentimento de revolta é resultado do filme que mostra a corrupção que gera mortes e atrasos a nossa sociedade. Quando Nascimento, na tribuna da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, contesta os deputados e diz que os problemas estão na política, todos sentimos culpados por eleger corruptos e contribuir para um sistema que favorece o lucro pessoal, a corrupção os problemas de nossa sociedade.




ELENCO:

Wagner Moura, Irandhir Santos, André Ramiro, Pedro Van Held, Maria Ribeiro, Sandro Rocha, Milhem Cortaz, Tainá Müller, Seu Jorge, André Mattos, Fabrício Boliveira, Emílio, Orcillo Netto, Jovem Cerebral, Bruno D´Elia.

FICHA TÉCNICA:

Direção: José Padilha
Roteiro: José Padilha e Bráulio Mantovani
Argumento: José Padilha, Bráulio Mantovani e Rodrigo Pimentel
Produção: José Padilha e Marcos Prado
Produção Executiva: James D’Arcy e Leonardo Edde
Direção de Produção: Katiuscha Melo e Edu Pacheco
Preparação de Elenco: Fátima Toledo
Direção de Fotografia e Câmera: Lula Carvalho
Direção de Arte: Tiago Marques Teixeira
Figurino: Claudia Kopke
Maquiagem: Martin Macías Trujillo
Efeitos Especiais: Bruno Van Zeebroeck, Keith Woulard, Rene Diamante e William Boggs
Som direto: Leandro Lima
Montagem: Daniel Rezende
Edição de som: Alessandro Laroca
Mixagem: Armando Torres Jr.
Trilha sonora: Pedro Bromfman
Empresa produtora: Zazen Produções Audiovisuais LTDA
Coprodutores: Wagner Moura e Bráulio Mantovani
Coprodução: Globo Filmes, Feijão Filmes e RioFilme
Patrocínio: Claro, Net, CSN, Brahma, Riachuelo, Samsung, Unimed, Cinpal, Hotéis
Marina, Rede D´OR e Governo do Estado do RJ
Apoio: ANCINE, Prefeitura do RJ, Pólo Cinematográfico de Paulínia e Telecine
Assessoria de Imprensa e Redes Sociais: Belém Com

19.4.11

Vai um mate aí?

Muitos pensam que não, mas Guarapuava tem seus costumes e culturas. O guarapuavano tem do que se orgulhar e dizer: Essa é a nossa cultura! Uma delas é a cultura do chimarrão, um tipo de bebida servida em um recipiente, a cuia, que mistura água quente e erva natural.



O chimarrão é popular em todo o sul do país, em outras regiões a quem nem saiba o que é, ele também é consumido em outros países da América do Sul, mais precisamente na Argentina, Paraguai e Uruguai. Porém, o produto é consumido de diversas maneiras, cada comunidade tem suas particularidades de tomar o seu chimarrão. Existem pessoas que gostam de tomá-lo sozinhas enquanto refletem, outras preferem degustá-lo no trabalho ao invés do tradicional cafézinho, e claro, há uma grande parcela que prefere compartilhar em grupos chamados "roda de prosa".



Em Guarapuava, essas questões também aparecem, mas com suas maneiras particulares. É comum pela manhã ver as pessoas na janela ou em frente as casas com uma cuia na mão e ao lado a garrafa térmica ou uma chaleira, esse é o chimarrão não compartilhado. Durante a tarde, é o momento do mate ser consumido em grupo, as famílias se reúnem para tomar o chimarrão e colocar as conversas em dia. Outro momento em que o chimarrão figura entre as famílias é quando chegam as visitas. Faz parte de cortesia e boa recepção, independente da hora do dia, oferecer o tradicional chimarrão.



É bom lembrar que apesar de ser uma bebida tomada com água quente, o chimarrão não faz parte apenas no inverno da cultura dessas pessoas. Em muitas famílias, ele pode ser chamado de ritual, seguido todos os dias, inclusive nas tardes de forte verão. Isso sim pode ser chamado de costume, uma cultura que deve prevalecer por muito tempo, afinal é comum ver as crianças em volta pedindo para saborear o famoso mate.



... E o livro levou

Eu ainda não sabia, mas aquele seria um dia inesquecível.
Andando pela rua, deparei com um senhor de pele enrugada, baixinho, sorridente, que levava uma revista na mão. Com uma voz animada e imponente, me cumprimentou: “Olá, bom-dia!”.
Tinha o rosto familiar, sabia que o conhecia de algum lugar, talvez dos corredores da universidade onde estudo jornalismo, mas nunca reparara nos olhos dele, escondidos atrás de uma lente de vidro.
Conversando com aquele velhinho simpático, em um banco qualquer, a primeira coisa que me mostrou foi a revista de uma famosa biblioteca de São Paulo, que visitara havia alguns dias. Aos poucos, foi me contando sua história, seu amor pelos mais variados livros.
Seu nome é Carlos Wirthman, morador do bairro Cascavel em Guarapuava, município paranaense localizado a 247 quilômetros de Curitiba, personagem de capa e espada, de moinhos de vento.


Perto dos 80 anos, Seu Carlos reconheceu um novo amor, que o acompanha por onde vá.

Vários mundos

Aos 77 anos, conhecido pelos amigos como Seu Carlos, tem boa vontade, paciência, “jeitinho” e muita inteligência. E se orgulha sempre de dizer: “Amo ler, a leitura nos faz viver em vários mundos”.
Humilde, bem-humorado, disposto, culto, simpático, guerreiro, educado. Posso garantir que, em trinta minutos de bate-papo, passei por diversos lugares do mundo, aprendi que Buenos Aires tem um acervo de livros incrível, que a leitura faz bem para a alma e, principalmente, que idade não faz diferença alguma; pelo contrário, digo que ele está melhor que todos os jovens que conheço.
Com um bonito sorriso no rosto, conta que se dedicou mais à leitura depois da aposentadoria. É impressionante, Seu Carlos conhece diversos livros, autores e até mesmo línguas.


O livro a gente cheira, acaricia, cuida, como da mulher que se ama.

Para ele, a leitura é o melhor momento do dia. Quando o assunto é literatura, o livro ...E o Vento Levou, de Margaret Mitchell, está na lista dos preferidos. Sabiamente, sorrindo sempre, explica: “Tratou sobre a Guerra da Secessão [a Guerra Civil Americana, entre os anos de 1861 e 1865, opondo o norte, mais rico e industrializado, ao sul, mais rural, nos Estados Unidos], não era apenas um romance, tem todo um contexto histórico nele”.
Além disso, sua maior vontade é a de propagar a leitura, mostrar para crianças, jovens, adultos e idosos que leitura é como um espetáculo de magia: tem ilusionismo, criatividade e coelhos na cartola.

Compartilhando livros

Inspirado em projeto de São Paulo, teve a ideia de esquecer o seu livro. Seu Carlos chegou ao banco da praça do bairro Santa Cruz, sentou, leu o livro e deixou um bilhetinho na contracapa: “Esqueça o livro você também”. Fez essa experiência com três livros e, para a sua felicidade, em uma tarde qualquer, caminhando pela mesma praça onde deixava os livros, encontrou um deles. “Sinceramente, pensei que nunca mais iria encontrar um dos livros. Me enganei, alguém esqueceu o livro também”, aprova.
Seu Carlos participa da Universidade da Terceira Idade; estuda matemática, viaja e lê muito. Mas de leitura não tem preferência, não: lê bula de remédio, receita de bolo, enciclopédia, dicionário, gibi. “Não vivo sem a leitura, leio o que aparecer”, diverte-se.
Histórias como a de Seu Carlos estão sempre prontas a ser folheadas, na biblioteca aberta da vida. Ele é mesmo um exemplo a ser seguido, um senhor encantador que mora no interior do Paraná, mas conhece o mundo inteiro por meio da leitura.
Não tenho a menor dúvida de que poderia passar a tarde toda contando um pouco de tudo que sabe dos romances policiais, históricos, de amor, que qualquer um iria adorar.
Pois se posso dar um conselho a você, leitor, na próxima oportunidade que vir Seu Carlos passar por aí, esse e muitos outros Seu Carlos que existem e ainda vão existir, pare e aproveite.

No caminho para o Palácio do Planalto

Era uma vez, três jovens que se chamavam Dilma, Serra e Marina, eles caminhavam pelo longo, assustador e traiçoeiro caminho da floresta que chegava ao Palácio do Planalto.

Dilma estava com mais pressa, porque seu companheiro a esperava, ele estava tão ansioso pela chegada de Dilma que até esqueceu as suas responsabilidades de comandar o Palácio.

Com toda sua força Dilma foi deixando Serra a alguns passos de distância e Marina ficou ainda mais atrás. Também estavam mais cinco jovens e um nem tão jovem assim fazendo o mesmo percurso, mas eles estavam tão atrasados que ninguém ligou ou se importou com eles.

Mas o caminho era tão denso e difícil de trilhar que Marina e os outros seis, se perderam, Marina não se conformou, pois, onde já se viu uma jovem como ela, que conhece tanto o “verde” se perder? E jurou com todas as suas forças que ela faria o mesmo caminho da próxima vez e nada a impediria se chegar ao seu destino.

E enquanto isso, Dilma e Serra competiam para ver quem chegava primeiro, Dilma foi mais rápida e cada vez mais foi se afastando de Serra, mas ela cometeu um erro: no caminho foi deixando pistas do que ela estava fazendo para poder vencer, e Serra tirou proveito disso, e assim conseguiu chegar mais perto de Dilma, mas não foi o suficiente.

Dilma chegou primeiro, e seu companheiro não poderia ter ficado mais contente com isso. Alguns aldeões que acompanharam o trajeto dos jovens dizem que Dilma usou estratégias não muito corretas para vencer, mas mesmo cortando caminho pela estrada “Lula”, não há como julga-La, pois nunca houve regras certas para decidir quem ganhasse essa competição, ela venceu, agora só resta saber se ela continuará com tanta disposição quanto ela teve para chegar no Palácio. Até agora...tudo bem...

18.4.11

Olha os gringos aí geennnte!




- Vó... Pai... Mãe... Vai começar o jornal...

(jornal) - Rio de Janeiro está atraindo cineastas de todo mundo a virem filmar aqui.

-Olha só vó, o Brasil tá ficando famoso, só tá vindo gente famosa fazer filme aqui.

(avó) - Pois é, deve ser o fim dos tempos mesmo...

(pai) – Para de falar besteira dona Maria, o Brasil tá crescendo!

(continua o jornal)- Artistas e diretores filmam no país e dizem querer mostrar um Brasil que nunca foi mostrado.

(mãe- brasileira fanática) – Que emocionante... Ah, eu vou assistir... Esse filme deve ser bom!

(continua o jornal- trecho do filme): Aqui não é os Estados Unidos não... Aqui é Brasil! (tiros)

(mãe) - Ai que HORROR!

(pai)- Pelo menos dessa vez ninguém disse que nós dávamos macaco para os outros.

(avó) – Mais faltou pouco pra isso...

Cúmulo da Empregabilidade

Dizer que nos dias de hoje,não existe mais preconceito, é redundante. Principalmente quando chegam até nós, uma pesquisa da Universidade de Flórida a qual mostra que as mulheres ganham conforme o peso. É isso mesmo, nada adianta curso superior, especialização, preparação para o mercado de trabalho se você usa um manequim maior que 44.
A que ponto chegamos? A ditadura dos padrões de beleza é predominante em todos os aspectos, até mesmo no salário. Daqui uns dias nas agências de empregos, encontraremos além dos questionários, uma balança e uma fita métrica, facilitando assim a vida dos empregadores.
Uma boa saída para os empregadores de plantão é balancear suas escolhas, se a empresa puder investir aposte nas magrinhas, se o financeiro estiver sofrendo uma baixa, as gordinhas são a solução, serviço de qualidade e mão de obra barata.
Evidências como essa chegam a ser um filme de comédia, mas infelizmente, a realidade é essa, cada dia que passa noticias e pesquisas surpreendem mais. Homens e mulheres ganharem conforme o corpo, isso era o que faltava. Pelo jeito a ignorância e falta de respeito com o ser humano está virando moda.

17.4.11

Sem controle




Havia uma espécie que se achava superior as demais, ela era tão astuta que enganava sua própria raça. Um dia, há muito tempo, ela descobriu que poderia ser dona de tudo e de todos, usando somente sua mente, isso mesmo!

Ela começou a inventar, criar, desenvolver formas que a poria no topo do mundo, e assim, começou a história que destruiria ela própria.

Começaram a inventar coisas maravilhosas, e diziam:

- Isso vai fazer a vida de todos muito mais simples.

Inventaram uma coisa chamada carro e outra muito mais brilhante chamada avião, vocês já devem ter ouvido falar! Mas, acontece que tudo isso foi para o seu próprio mal, eles só pensavam em si mesmos e, Poder! Poder! Poder!

Um dia, dois Estados brilhantes- os chamarei aqui de “O Primeiro” e o outro “Quero ser o Primeiro”- resolveram medir suas forças, o vencedor, é claro, teria posse de todas as riquezas do outro e ainda poderia manipular aqueles mais fracos. E eles começaram a usar o “raciocínio” como assim chamavam.

E começou a batalha. Inventaram uma arma tão poderosa que poderia destruir milhares de vidas; e assim aconteceu, começaram a matar sua própria espécie, para que pergunto eu? Mas eles achavam que tinham razão no que faziam.

“O Primeiro” foi a vencedor, e continuou manipulando os fracos por muito tempo, sem que ninguém o tocasse, mas daí – BUM! Milhares de vidas perdidas novamente! E dessa vez usaram o avião: aquela invenção que eu comentei anteriormente.

E daí, bla bla bla, todos caíram em si que não pensavam mais do que uma galinha. Mas, já era tarde demais pra voltar, tarde porque demoraria muito tempo para colocar na sua pequena massa cinzenta, que ela deveria agir de maneira diferente. Isso demoraria séculos, e eles não tinham mais todo esse tempo. A sua espécie já estava comprometida.

- Paz, Paz -gritavam aos surdos.

No entanto a terra não perdoou, ela estava destruída por aquele ser que se achava tão especial, e não aguentou mais, tudo o que o homem fez começou a voltar contra ele.

Deixe-me abrir um parênteses aqui, você ainda lembra da arma poderosa? Eles a chamavam de bomba atômica, depois de destruir várias vidas, ele ainda continuou a usá-la. Pois é, virou um tipo de energia que fazia a vida deles continuarem boas e coisa assim.

E um dia o Estado “Quero ser o Primeiro”, olha só que ironia, ele sofreu mais uma vez com a tal invenção , não foi sua intenção, longe disso eu dizer isso aqui, mas foi mais uma, dos vários erros que o humano cometeu e, que não conseguiram contornar a situação, às vezes eu penso que mais da metade deles não ligavam para o que estava acontecendo, eles só aproveitavam a vida, como algum maluco deixou escrito pra eles.

- Carpe diem- diziam eles.

Eles inventavam um monte de coisa, celular, computador e um tal de IPad. As atenções do mundo viviam voltadas para esse tipo de coisas. E se esqueceram de falar sobre o oxigênio, uma coisa de duas moléculas, tão simples e tão vital, esqueceram da água, do sol, da terra, eles estragaram tudo... Nós estragamos tudo.

Desculpe-me se fiz vocês lerem ate aqui pra dizer que eu também sou um deles, uma das pessoas que destruiu sua própria historia, eu senti vergonha, e sabia que se vocês adivinhassem não leriam até o fim.

Para os sobreviventes de sua própria espécie eu lhe peço que nos desculpe, o erro foi nosso, não façam a mesma coisa, poderia ser tão diferente se nós soubéssemos nos controlar.

15.4.11

A casa de um Visconde

Um Casarão localizado na quase bicentenária Guarapuava, nada de anormal se não fosse a única construção colonial em torno da Praça 9 De Dezembro. Este é o museu Visconde de Guarapuava que durante décadas preserva a cultura guarapuavana, além de guardar ilustres objetos da cultura europeia.




O monumento preserva traços de um Brasil imperial, foi construído por volta de 1841, por mãos de escravos. Nele viveu Antônio de Sá Camargo, o Visconde de Guarapuava, que comprou o casarão depois de deixar suas terras "Fazenda da Boa Cria" que se localiza no municipio de Pinhão, região de Guarapuava. Atualmente, essas terras pertencem a uma família da região, como conta Rosana Ferreira, professora de História e funcionária do museu.



Antônio de Sá Camargo recebeu seu título de Visconde das mãos de D. Pedro II, isso por sua bravura na Guerra do Paraguai e pelos serviços prestados ao Império. No casarão de sua nova cidade, castigou escravos dentro de uma pequena senzala, que ainda hoje resiste em ruínas. Depois da morte do Visconde, o casarão foi deixado para seus sobrinhos, ja que ele não deixou filhos, conta a historiadora. A Residência foi alugada e se tornou uma pensão, depois residência de duas senhoras, sala de aula e até uma biblioteca. No ano de 1948 foi comprado pela prefeitura de Guarapuava e transformado em museu.


A casa grande não preserva a sua arquitetura original, a cozinha que ficava ao lado da senzala foi demolida, o terreno que se estendia até ao calçadão foi reduzido, mas a construção ainda preserva grande parte da sua originalidade, porém dos objetos que podem ser apreciados pelos visitantes e turistas nada pertenceu ao lendário Visconde.


Esses objetos foram doados pelas mais importantes famílias guarapuavanas, todos pertenciam aos seus antepassados, a maioria de origem europeia. Existem objetos simples como lamparinas, lampiões, e ferros de passar a brasa. Também podem ser encontradas as tradicionais panelas de ferro e talheres, existe também uma finíssima sopeira em porcelana inglesa, datada de 1888, e um relógio alemão de 1930.


Objetos que eram usados pelos escravos, mas que não pertenceram ao visconde, como ressalta Rosana, são encontrados também, e podem gerar na cabeça dos visitantes uma ideia de como era o trabalho. São Manjolos, forno de torrar farinha, além da palmatória usada para os castigos. A arte também aparece retratada em esculturas, tanto de madeira como de argila e nos quadros retratados por artistas guarapuavanos e paranaenses, inclusive o retrato do Visconde de Guarapuava.


O casarão resiste ao tempo, hoje se destaca entre as construções gigantes e modernas. De fora vemos um passado que com o tempo foi cercado pelo presente, mas que não perdeu a elegância e nobreza. Dentro vemos objetos que ilustram o passado das famílias e da cidade, um passado que ajudou a escrever e estruturar o presente e o futuro.

Para começar a ler

Um pouco de cultura nunca é demais, não é mesmo? Se tratando de literatura então, nem se fala! A geração “rede social” que hoje se formou por todos os cantos do mundo está com uma certa dificuldade em sentar num cantinho que seja, e prender sua atenção a textos impressos. Principalmente se forem textos longos como os de livros. Então, se você faz parte desse grupo, nós separamos algumas leituras interessantes, leves e descontraídas, para ver se dessa vez você finalmente pega gosto pela leitura! Se já era fanático por livros, esperamos que nossas dicas aumentem o seu leque de obras já lidas.
E bom, já que a nossa intenção é fazer você se interessar a ler, vamos começar com títulos que lhes sejam familiares. Fizemos uma seleção de obras que deram origem a filmes. Até porque, é daí que muita gente realmente aprende a gostar de ler.

Se a sua praia é uma uma história mais picante, “O Doce Veneno do Escorpião”. Nesse livro, Raquel Pacheco, conhecida como Bruna Surfistinha, narra a vida que levou enquanto ainda era prostituta. Desde os conflitos familiares que a levaram a essa escolha, até a descrição de seus programas. O livro é escrito numa linguagem informal e com pouca censura. Além das histórias, o leitor poderá encontrar muitas dicas de seu interesse, mas é de responsabilidade de vocês o que farão com elas depois! Rsrs. A leitura propicia vários tipos de emoções, dentre elas: riso, comoção, aflição, e por aí vai. Como complemento desse primeiro, existem dois outros livros: “O que Aprendi com Bruna Surfistinha” e Na Cama com Bruna Surfistinha, mas a resenha desses fica pra depois ;)
(Editora: Panda Books; R$ 33,90)


Para os amantes de aventura, Dan Brown vem trazer em “Anjos e Demônios”, a história de Robert Langdon, um historiador que se envolve no rastro dos Iluminati** para desvendar uma série de assassinatos de religiosos que está acontecendo em Londres. Robert Langdon precisa então correr contra o tempo para salvar quatro cardeais que concorrem ao papado, e também salvar o Vaticano, que está na iminência de ser explodido por uma bomba chamada “antimatéria”, o roubo que deu início à sequencia de assassinatos. Aventura, suspense, drama e romance compõem a trama. (Editora: Arqueiro; R$ 29,90)

**(Uma antiga seita de cientistas que tinham de se reunir às escondidas para fugir da censura da Igreja)


Uma leitura mais light e engraçada: “Marley e Eu”. Essse livro conta a história de uma família diferente: um casal e seu cachorro. A ideia de Jenny (esposa) era descobrir seus dons maternos antes de ter de fato o seu bebê, cuidando de um cãozinho (Marley) que até então lhe parecia dócil e fácil de domar. Mas quanto mais crescia, mais estragos Marley fazia por onde passava. O casal passará por maus bocados ao lado do cachorro, mas terá a certeza de que não poderiam ter passado por experiência parecida com nenhum outro ser, já que Marley apesar das estripulias ainda vai emocionar e ajudar muito a família a superar a perda do primeiro bebê de Jenny, e o assassinato da vizinha do casal. A história de Marley é realmente apaixonante. (Editora: Prestígio; R$ 19,90)


Nosso Lar” é recomendado para espíritas, espiritualistas, ou curiosos sobre “o que há depois da vida”. A leitura de Nosso Lar requer um pouco mais de imaginação, já que a obra descreve como seria o pós morte na visão da Doutrina Espírita Kardecista. Livro recomendado para quem tem a mente aberta. De caráter espiritualista, pode esclarecer a mente de quem o lê, da mesma forma com que desperta mais e mais questionamentos sobre o porquê das coisas. É preciso um certo cuidado na compreensão desse título. Há um vocabulário um pouco mais incrementado e formal, mas pra quem gosta de aprender expressões novas de uma leitura mais séria, é um prato cheio! (Editora: FEB; R$ 25,00)


Então é isso. Acreditamos que começando assim você tenha mais vontade (e paciência, rsrs) para acompanhar as nossas próximas postagens sobre obras mais complexas (ou não). Não deixe de fazer a sua crítica, e também queremos saber o que é importante na literatura pra você. Colabore :)

 
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