29.5.11

27.5.11

Falta de tempo: a desculpa da moda



Ei, você! Já usou essa desculpa hoje? E ontem? Tá, mas eu tenho certeza que você já ouviu alguém dizendo...

Porque hoje é assim. Uns falam que não dá para fazer tal coisa porque precisa estudar. Outros já acham que o trabalho ocupa todo o tempo. Quem faz as duas coisas, então, nossa! Mal tem tempo de respirar! Mas será que é assim mesmo?

Já parou para pensar que por mais que você ache que faz coisa demais, que seu tempo é curto, sempre tem alguém que faz mais atividades do que você?

Isso me faz lembrar uma frase,que uma das pessoas que eu mais admiro, disse-me: “O tempo é a gente que faz.”E não é que é exatamente isso?

Talvez devêssemos nos espelhar mais em quem “se vira nos trinta” durante um único dia, porque se afinal as 24 horas do dia são as mesmas para todos, porque uns dão conta e outros não?

Ok, não vou negar que ficar numa boa, despreocupado com tarefas é mesmo relaxante. Mas quem fica na ativa 24 horas por dia garante que o resultado pode ser satisfatório!

Para pensar num dia em que você passou o dia na ativa, ficou cansadérrimo no final das contas, mas fez tudo o que tinha que fazer. Não sentiu uma sensação boa de ter sido útil? De ter progredido, ajudado alguém, resolvido problemas? Esse também é um jeito de tirar o peso das costas, e aí sim ficar de pernas para o ar com a sensação de dever cumprido.

Acredito que é bem por aí. E passou da hora da gente pôr a mão na consciência, lembrar das 24 chances que temos todo santo dia, e querer ser mais útil pra alguém, pra uma causa, pra nós...

Não estou criticando ninguém, muito menos desmerecendo o seu esforço dia a dia, se você se esforça. Estou apenas chamando atenção pra desculpas que eu mesma uso!

Você é desses que além de ter que resolver os seus problemas, precisa resolver o dos outros, chega morto em casa, mas no fim acaba sentindo prazer nisso? Parabéns, eu me orgulho de você! E espero chegar lá!

Que assim seja, então... Que todos nós queiramos aproveitar melhor os 1440 minutos diários. E se a preguiça for maior que isso, que pelo menos tenhamos consciência da infinidade de coisas que podemos fazer com esse tempo. Aí quem sabe uma hora ou outra a gente consegue experimentar dessa sensação do fazer e acabamos nos apaixonando...

Fica a dica, então. Para você, para mim, pra nós!



21.5.11

WILLLSOON!

Olha onde o Wilson foi parar.


A limpeza do lago vai trazer muitas surpresas...

Contrastes...

Contraste do tempo: Do lado esquerdo uma aula inaugural da Unicentro, antiga FAFIG no ano de 1975. Já do lado direito, também uma aula inaugural, mas em fevereiro de 2011.

(Fonte: Arquivo Histórico da Unicentro e banco de imagens do site)


Realmente um contraste de aparências, de costumes, de modos... É interessante como uma geração se transforma tanto em tão pouco tempo (36 anos nem é tempo demais, vai...). E é assim que é. Hoje nos achamos moderninhos, antenados em tudo o que o mundo moderno pode nos oferecer, mas é daqui há alguns anos que a gente vai perceber que ainda dava pra melhorar muita coisa. Sempre vai dar.

Roupas, costumes, modos... tudo pode mudar, mas uma característica permanece a mesma: a vontade de estar em uma universidade em busca da formação acadêmica.

É, estamos aqui pra isso :)

16.5.11

É nosso meme!

Andy Kloster viu o indio no Museu Oscar Niemeyer


Literalmente! hehe!

Uma história de superação

Pés descalços, trabalho na roça, dificuldades financeiras. Isso foi apenas um pouco da infância humilde, daquele que não pode comprar seu primeiro tênis e ganhou de uma antiga professora, o famoso “chinesinho”, um calçado antigo. Durante a manhã estudar, a tarde trabalhar na roça e depois praticar esportes, essa foi a infância e adolescência de Rodrigo Lima, corredor de Guarapuava, que começou sua carreira com a força de vontade no interior de Guarapuava, na localidade de Paiquerê. Um local distante de tudo, mas que não fez com que os sonhos se perdessem. “Antes a gente esperava o ano todo pra correr a São Silvestre de Guarapuava, ou alguma prova que acontecia uma vez por ano na cidade” relembra Lima em meio aos treinos na pista municipal.
Como todos os dias de treino, na manhã da ultima quinta-feira (12), Rodrigo corria na pista ao lado do Ginásio Joaquim prestes, camisa suada, sol da manhã e uma determinação: se preparar para vencer uma maratona. Esse é o sonho de quem diariamente percorre de 10 a 20km e disputa neste fim de semana em Maringá, a Corrida Rústica, como forma de preparação para um anseio maior: A Maratona Internacional de Porto Alegre, a qual quer superar seu tempo ou ainda vencer e chegar ao ponto que tanto luta para conquistar.
Rodrigo tem um currículo admirável pra qualquer esportista, que superando as dificuldades, conseguiu disputar provas de nome nacional, ganhar destaque, como o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro em Brasília; o bi-campeonato da Meia Maratona de Florianópolis nos anos de 2002 e 2003, na categoria de 20 a 24 anos. Em 2003 também ficou com o terceiro lugar na 7ª Maratona Ecológica de Curitiba pela mesma categoria e em 2004 sagrou-se campeão da 8ª edição da Maratona Ecológica de Curitiba, na categoria de 20 a 24 anos.
Caminhando para sua sexta maratona ele se mostra confiante e com um sorriso lembra os últimos resultados. “Já estive muito perto de grandes nomes do atletismo, espero um dia vencer uma maratona, mas isso depende de mim, de Deus” conta Lima.


Um passado não tão distante...

Fonte: Jornal Folha do Oeste, 21 de setembro de 1975.

Esqueceu de viver?

*clique na imagem para ver em tamanho maior*


Texto publicado na Folha do Oeste, jornal de Guarapuava, em 21 de setembro de 1975.
36 anos depois, e essa reflexão ainda nos parece atual.
O mundo muda e as pessoas continuam as mesmas? Ou será que são as angústias que nunca mudam?
Mas e você, está vivendo ou simplesmente existindo?
"Pare... Pense... Analise"
Boa Semana!

14.5.11

Eu vi o índio tietando o Justin Bieber


Tem gosto pra tudo...

Secretário de Estado de Cultura Paulino Viapiana recebeu o ante-projeto de teatro de Guarapuava

Viapiana achou o projeto audacioso e importante para a cidade e prometeu criar um grupo de trabalho para viabilizar a obra.



Um sonho antigo de Guarapuava: a construção de um teatro municipal. Na tarde da última quarta-feira,11, um passo importante foi dado. Um ante-projeto da obra foi apresentado ao secretário Paulino Viapiana em uma reunião com diversas entidades da sociedade guarapuavana. A reunião aconteceu na sede da secretaria de Cultura do Paraná em Curitiba.
O secretário Viapiana usou o termo “agora a bola está com a gente”, comprometendo-se em criar um grupo de trabalho para viabilizar a construção. “Para uma obra tão grandiosa precisamos do envolvimento de todos. Prefeitura, Estado e União em a iniciativa privada, todos devem fazer a sua parte” afirmou o secretário.

O ante-projeto foi elaborado pela Alac (Academia de Letras, Artes e Ciência de Guarapuava). “ Apresentar este projeto ao secretário foi um passo importante. A causa é nobre e todos estão envolvidos em prol dela” afirmou Madalena Nerone, presidente da Alac.


O ante-projeto

Ainda não existe um local indicado para construção do teatro, que nos moldes do ante-projeto deve ocupar uma área de 8 mil metros quadrados e abrigar um público de 1040 espectadores. O projeto reserva um amplo espaço para estacionamento e toda estrutura técnica necessária para receber diversos espetáculos culturais. O custo para tirar o projeto do papel gira em torno de 10 milhões de reais.

Interaja!

Você acha importante Guarapuava ter um teatro? Esta é a principal demanda na área cultural de Guarapuava? A proposta apresentada é a ideal para cidade?
De sua opinião sobre a mobilização para construção do teatro em nossa cidade.

10.5.11

Fotografe o tempo

Arquivo pessoal.

Em uma tarde de segunda-feira, abro minha gaveta e retiro algumas fotos antigas. Entre elas, a de um casamento.

Meus olhos pararam por um instante enquanto eu sorria. A foto em preto e branco mostrava alguns convidados com calças largas, roupas simples, não como hoje, onde se gasta cem, duzentos reais entre aluguel de roupa e salão para ir a um casamento. O noivo de camisa branca, gravata listrada, paletó xadrez grande e calça xadrez pequeno, um look que hoje usaríamos em uma tradicional festa junina. A noiva com um vestido branco simples, véu e grinalda.

Depois de olhar todos os detalhes da foto, minha expressão congelou novamente. Naquela época, se tiravam-se fotos para eternizar momentos, contratava-se um fotógrafo para o casamento, aniversário, formatura e comprava-se um álbum no qual todas as fotos ficavam, algumas com uma legenda escrita a caneta do lado. Depois de anos, as fotos estavam lá, para os filhos, netos, bisnetos olharem e fazerem a mesma cara que estou fazendo e, talvez, até se perguntando a mesma coisa que eu me pergunto: “por que hoje não é mais assim?”

Antigamente, as pessoas faziam uma viagem e tiravam algumas fotos do lugar, depois apreciavam com seus olhos. Hoje, é mais importante ter uma foto em tal lugar do que ter vivido aquele momento. E não falo de ter uma foto apenas, são cem, duzentas fotos em poses diferentes, caras e bocas ilustrando a fotografia que depois vai para o orkut, facebook, twitter...

Fotografia é uma coisa tão maravilhosa, mas que já não sabem mais usar. O que antes servia para eternizar um momento, agora serve para vender uma imagem, publicar um rosto bonito. Se você possui uma câmera, tente usá-la da maneira correta. Fotografe o tempo! Fotografe um almoço em família, uma reunião de amigos, o nascimento de uma criança, as ruas da sua cidade, a sua casa.

Seus filhos não vão se importar em como você sabia se maquiar para ir a uma festa, mas eles com certeza vão adorar saber que você foi criança, adolescente, adulto, em mundo muito diferente do que será o dele.

8.5.11

No Limite da Razão

127 Horas (2010, dir. Danny Boyle) não foi o grande ganhador do Oscar, mas Danny Boyle acertou em cheio nesse filme. Foram as 127 horas mais certeiras de sua vida.
Além da história emocionante, aventureira, surpreendente, empolgante, um diferencial é o enquadramento. Boyle abusou de ângulos diferentes, como, por exemplo, a filmagem de dentro da garrafa de água. As cenas foram perfeitamente montadas e os mínimos detalhes ficam evidentes nas quedas, corredeiras de água e desmoronamentos.

Baseado em uma história real, o filme conta a aventura trágica do alpinista Aron Ralston que, em abril de 2003, colocou sua mochila nas costas e partiu sozinho para explorar uma área montanhosa no deserto de Utah (nos Estados Unidos). Acostumado a praticar esportes radicais, ele não poderia imaginar que um deslizamento o deixaria cinco dias com o braço preso embaixo de uma rocha. Uma atuação excelente de James Franco, que faz o espectador se colocar no lugar do personagem e compartilhar seus sentimentos e aflições.
Além disso, Boyle utiliza no filme mudanças repentinas de zoom, cortes rápidos, jogadas de câmera e recursos sonoros que retratam a dor e a intensidade do personagem.
127 horas é uma bela história de superação, que agrada e comove até mesmo aqueles que conhecem o angustiante desfecho. O filme nos faz refletir sobre a importância da vida e entender que somos capazes de vencer todos os obstáculos. Basta querer....

Ficha Técnica
Título original:127 Hours
Gênero:Drama
Duração: 93 min
Ano de lançamento: 2010
Estúdio: Pathé | Cloud Eight Films | Everest Entertainment | Darlow Smithson Productions
Distribuidora: Fox Searchlight Pictures (EUA) |
Direção: Danny Boyle
Roteiro: Danny Boyle e Simon Beaufoy, baseados em livro de Aron Ralston
Produção: Danny Boyle, Christian Colson e John Smithson
Música: A. R. Rahman
Fotografia: Enrique Chediak e Anthony Dod Mantle
Direção de arte: Christopher R. DeMuri
Figurino: Suttirat Larlarb
Edição: Jon Harris

Corinthians 0 x 0 Santos ! Eu vi o índio sendo expulso...



E você, viu o índio aonde?

5.5.11

Tiram casquinha de tudo, não vão tirar do Osama?

São muitos os palpites a respeito da morte de Osama Bin Laden. Algumas pessoas acham que ele já estava morto há algum tempo e tinha deixado todos os comandos para seus seguidores, outros acham que ele ainda está vivo e que os americanos encontraram o cara errado. E outros acham ainda, que a notícia da morte de Bin Laden foi uma jogada do Presidente dos Estados Unidos Barack Obama, para tentar dar um Up em sua popularidade que andava em baixa.


Se a morte do terrorista for de fato verdade, pode ser que Obama não suporte a pressão e dê um jeito de divulgar as provas, afinal, como bem sabemos nós e a platéia do Silvio Santos: "eu só acredito? vendo." E se abusar, deixa ver mesmo, afinal, não há imagem forte demais que não possa ser passada ao menos em cinco jornais televisivos diários. Deixa ver mesmo, não há imagem forte demais que não saia das nossas cabeças em pouco mais de semanas. As imagens das crianças ensanguentadas de Realengo ninguém se lembra mais.


Ou ainda, pode ser que Barack Obama sustente o argumento de que não é seu interesse exibir Osama Bin Laden morto como um troféu. Troféu que aparecendo na TV ou não, cá entre nós acabou dando uns pontinhos pra ele no medidor de popularidade, afinal, "Obama got Osama" como dizem os produtos que o comércio americano já está dando conta de vender.


Mas quem somos nós para julgar? Ninguém é de ferro, todo mundo acaba querendo tirar uma casquinha, um proveito de tudo, vezes virando herói mundial por derrotar o inimigo, vezes vendendo velas em frente a escola do Realengo, ou até mesmo puxando saco de presidente para pedir dinheiro emprestado e não deixar o Panamericano quebrar, é tudo a mesma coisa.

Janaina Carvalho

Eu vi o Índio na mão do Osama...




4.5.11

Não Me Abandone Jamais


Melancólico, intrigante, abrangente...Emocionante.

Não Me Abandone Jamais é um filme que nos faz pensar a vida, sobre escolhas e, porque não dizer, sobre o destino de uma maneira diferente.

Como você se sentiria se soubesse que viveria não mais que trinta anos?

Baseado no romance de mesmo título do escritor Ishiguro e dirigido por Mark Romanek, a produção traz à tona dilemas existenciais e representações metafóricas de uma vida limitada devido a impredimentos socias, religiosos, políticos e até mesmo culturais.

Como pouco se tem feito nos últimos anos, a obra é uma mistura de drama e ficção científica. E sua história é, de fato, envolvente.

Narrada por Khaty (Carey Mulligan), conta-se a trajetória de três amigos: Khaty, Tommy (Andrew Garfield) e Ruth (Keira Knightley), que se conheceram em uma escola onde os alunos são ensinados e criados exclusivamente para doar seus órgãos para o restante da humanidade.

A história é contada a partir do momento em que a personagem percebe, que em poucotempo, sua vida tomará um rumo diferente, e ela não pode fazer nada para evitar, mudar ou simplesmente questionar sobre seu destino.

Apesar de o título nos sugerir uma bela história de amor, com o desenrolar do filme percebemos que a abordagem é bem mais complexa.

A pitada de romance se concentra na relação quase que platônica de Khaty e Tommy. depois de algum tempo separados e depois de Tommy ter um caso com Ruth que era a melhor amiga dos dois, eles se reecontram e decidem lutar para que o amor que um sente pelo outro os salve do trágico destino que os aguarda.

A luta dos dois e a maneira como o filme traz suas explicações é realmente envolvente.

3.5.11

Eu vi o índio no casamento real


Osama is dead! Dead?


11 de setembro de 2001. Duvido que alguém com mais de 15 anos não lembre desta data e não saiba que assunto me refiro. A escalada do Jornal Nacional neste dia era assim: “11 de setembro de 2001. Uma terça-feira que vai marcar a história da humanidade. A maior potência do planeta é alvejada pelo terror (...)”. Neste dia, dois aviões seqüestrados colidiram com as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York.  Já outro avião chocou-se contra o Pentágono, em Washington, também nos Estados Unidos. Quase três mil pessoas morreram.
Líder da Al Qaeda e considerado o homem mais procurado do planeta, Osama Bin Laden conseguiu “sabe-se-lá-como” se ocultar da grande potência mundial por quase uma década. Era de se esperar que se escondesse em buracos onde só ratos se enfiam, mas ele foi além. Montanhas paquistanesas foram bombardeadas, fotos do terrorista foram digitalmente envelhecidas para tentar dar mais pistas, militares olhavam a população como se cada um tivesse um Osama dentro de si... enfim, o mundo ficou de cabeça para baixo e virado ao avesso atrás dele. De que adiantou? Ele parecia mágico fazendo coelho sumir.
No dia 1º de maio de 2011, à 0h27m pelo horário de Brasília, aquela vinheta que todo mundo detesta interrompeu o filme da madrugada. Opa! Coisa boa não vem por aí... ou vinha. Osama Bin Laden havia sido morto há poucos minutos em uma ação militar no Paquistão. “Isso aí é balela! Porque só depois de 10 anos o cara iria ser morto? Porque não antes?”, pensei comigo mesma.  Longe de teorias conspiratórias, é muito conveniente que o tal homem caia duro no chão a dezenove meses da próxima eleição norte-americana. Já dá pra começar a encomendar os panfletinhos...
Sabe o que também pode ser interessante? Para provar a veracidade da história contada, o governo diz que tem foto de Osama com a cabeça baleada. Mas não é muito moral divulgar, né? É uma coisa que jornalista nenhum faria. Também contaram pra população mundial que, como ele era muçulmano e nesta religião o corpo não pode ser enterrado mais de 24 hs depois da morte, fizeram o ritual embalando-o em faixas e depois embrulharam-no em um lençol branco. E jogaram o corpo no mar. Com pesos, é claro, para que ficasse bem quietinho “ardendo no fogo do mármore do inferno”, como já dizia o bom e velho Tio Abdul.
O tio Obama também foi esperto. Prometeu na última campanha presidencial que iria matar o Osama. E matou. Mas o Osama também foi. Tomou um chá-de-sumiço e deu dor de cabeça pro Obama. Ou será que o Obama deu chá-de-sumiço pro Osama? Sei lá, só sei que um deles faz a mágica do coelho. Espera aí, eu to falando do Obama ou do Osama? Os dois são Hussein. E eu não sei mais qual deles é o mais esperto.

Paula Fernandes

Vamos ler o mundo


Como todos devem saber, em uma ação “bem sucedida” das forças armadas americanas, foi morto Osama Bin Laden, o “terrorista” mais procurado pelos Estados Unidos da América.
Porque temos tanta dificuldade de entender o Oriente? Com nossa cultura extremamente Ocidental, o Oriente ainda é muito distante em nossas mentes do que geograficamente. Por nossa ignorância, assumimos um discurso nem sempre isento sobre toda esta guerra travada pelos Estados Unidos e países do Oriente Médio e cultivamos uma opinião equivocada sobre vários aspectos da cultura daquele povo.
“Os Estados Unidos estão combatendo o terrorismo” é o que mais se ouve por ai. Mas afinal, o que é terrorismo? Será que os intermináveis bombardeios americanos não podem ser considerados terrorismo? Com certeza, para que mora nas regiões atacadas deve ser um terror caminhar pelas ruas tomadas por forças estrangeiras. Assim com para os atingidos por ataques na América ou na Europa também se sentem “aterrorizados”.
Não quero aqui defender ninguém. Penso que falta bom senso de ambos os lados. O que quero chamar a atenção é para nossa cultura de ler. Isso mesmo, cultura de ler. Não a cultura de sempre ler o jornal, revista, livros... enfim, se manter informado,mais sim ler o mundo, como nos ensina o mestre Paulo Freire.
Se analisarmos o contexto vamos ver que as coisas são bem mais complexas do que imaginamos. Há um grande interesse principalmente econômico que motiva as ações. E o pior, isso vem de muitos anos, mesmo assim não conseguimos ter uma compreensão do que motiva os mútuos ataques.
Ler é um espetáculo. A leitura nos torna pessoas melhores, muito se fala sobre isso, e ninguém discorda. Mas o que quero propor neste texto é reafirmar o que nos ensina o grande Professor Paulo Freire. “A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto” A importância do ato de ler, Paulo Freire.
Portanto, proponho que todos nós façamos em nosso dia a dia um exercício diferente: ler criticamente. Ou como diz Freire, vamos ler o mundo.

imagem do blog: http://psieduart.blogspot.com

Eu vi o índio no anunciamento oficial da morte do Osama

2.5.11

O flamejante Cisne Negro


Dizem por aí que tem coisa que nem Freud explica, e olha que ele é o pai e deus-todo-poderoso-da-psicanálise.  Mas, Cisne Negro é o tipo de filme que só Michel Foucault explicaria com as suas teorias sobre loucura e sexualidade.
Cisne Negro conta a história de Nina Sayers, dançarina do New York City Ballet. Apenas mais uma na imensidão de ótimas bailarinas. Nina tenta se destacar e acaba conseguindo o papel principal na nova peça da companhia, O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky. Nessa encenação, ela deve interpretar o Cisne Branco, representação da delicadeza e do puro, e também o lado oposto deste cisne, o Cisne Negro, representação dos valores mais intrínsecos e selvagens.
Nos treinos para a apresentação final, fica claro que Nina não tinha problema nenhum em interpretar o Cisne Branco. Disciplinada como uma bailarina deve ser, e fazendo jus ao papel de filha de uma também ex-bailarina, Nina tenta encontrar a perfeição em passos cravados e milimetricamente calculados, mas só encontra este ponto na loucura que atormenta a sua mente e na desordem que causa nos passos do ballet negro.
Conforme o desenrolar da trama, fica cada vez mais evidente esta loucura e o desejo sexual de Nina, com cenas de masturbação feminina e beijos calientes entre sua amiga e ao mesmo tempo rival, Lily. Há, também cenas onde espinhos e asas saem da pele da bailarina, imagens onde o vermelho do sangue contrasta com a iluminação, passagens onde por ora o sonho vira realidade e vice-versa... Em mistos de cenas longas, ora com muita luz e espelhos (típicos de academias de dança), ora com jogos de sombra e baixa iluminação, o filme induz quem assiste à experiência sensorial única.
Cisne Negro concorreu a 5 indicações ao Oscar incluindo o de melhor atriz com Natalie Portman. É óbvio que levou este e mais outros dois prêmios, o do Globo de Ouro e o Sag Award pela mesma categoria. Pudera. É inimaginável outra pessoa fazendo o papel de Nina se não Natalie. Mesmo questionada sobre a autenticidade das cenas de dança, a atriz incorporou o papel da bailaria e rodopiou (com louvor!) em 90% do filme, deixando sua dublê à deriva de outras oportunidades em outros filmes...
A cena final, tão intensa quanto a personagem, foi o ápice do filme. Ela dança o Cisne Negro com a perfeição que encontrou no descontrole. Tambores batem, a luz abaixa, o foco é nos olhos vermelhos da ira do cisne, os espinhos na pele tornam-se asas e ela voa... voa tão alto que suga o último ar que consegue e cai. Olha diretamente nos olhos do treinador e diz: “Foi perfeito. Eu senti.” Era isso. Ela só precisava sentir. E conseguiu.


Ficha Técnica:
Título original: Black Swan
Realizado por: Darren Aronofsky
Escrito por: Mark Heyman (screenplay), Andres Heinz (stoy/screenplay), John J. McLaughlin (screenplay)
Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey, Winona Ryder
Género: Drama, Thriller, Fantasia
Duração: 108 minutos

Paula Fernandes

O índio sumiu...


Chegou o frio e o índio do trevo resolveu passear



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Certas Insertas

Fragmento do Jornal: Esquema Oeste

Guarapuava, 7 - 13 de junho de 1972

Coluna de Elias Farah


Fonte: Arquivo Histórico da Unicentro

FRAGMENTOS


Seleção de textos publicados em jornais antigos de Guarapuava.

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