29.6.11

O nosso pinhão

Independente da maneira de preparo, o pinhão é muito apreciado pela população do sul do Brasil. Além de ser delicioso, o fruto da Araucária- ou Pinheiro do Paraná como é mais conhecido, é um integrante da cultura do estado.
O pinheiro é uma árvore alta, pode atingir até 50 metros de altura e um diâmetro de até 2,5. Além do sul do Brasil, a araucária pode ser encontrada em algumas regiões do Paraguai e Argentina. No século XIX, a árvore símbolo do Paraná foi intensamente extraída, devido seu alto valor econômico. Hoje, apesar de ainda acontecer, existe uma forte fiscalização para coibir a extração da mata nativa.
Uma lenda envolve o pinheiro com uma ave, a gralha Azul. Segundo a lenda, foi uma gralha, com penas negras que salvou a mata das Araucárias no Paraná.


LENDAS

Reza a lenda que, esta gralha negra, estava no alto de um pinheiro repousando em um galho. O silêncio da mata foi quebrado e a gralha despertou, pelo som dos golpes de um machado.
Para não presenciar a morte do pinheiro, a ave voou o mais alto que pode, alcançando a altura das nuvens. Lá no céu, ouviu uma voz divina:
“Gralha negra, retorne aos pinheirais. Se assim fizeres serás revestida com penas azuis da cor do céu e sua missão será de recolher as sementes e plantar pinheiros”
A gralha voltou e foi recoberta por penas Azuis Celeste, exceto ao redor da cabeça onde permaneceu com penas pretas. Ela então retornou aos pinheirais e passou a espalhar a semente da araucária, conforme o desejo divino.

VERDADES

A lenda tem origem no comportamento da gralha Azul. A ave, que se alimenta do pinhão, tem o hábito de enterrar as sementes e conseqüentemente plantar pinheiros.
Na época em que o pinheiro frutifica a gralha recolhe o pinhão e enterra no intuito de se alimentar do fruto posteriormente. O local em que a gralha “guarda” o pinhão é propicio para sua germinação, ou seja, o nascimento de uma nova arvore. Como faz isso com várias sementes, muitas são esquecidas pela ave e se tornam novos pinheiros.

26.6.11

Super Poderes Femininos



O que significa a expectativa acerca da ocupação por mulheres de cargos importantes no governo brasileiro? Será a maior sensibilidade? Nós temos o poder da visão para casos de necessidade pública e o poder de ajudar as causas dos mais fracos e dos oprimidos?
Quando pudemos e escolhemos o nosso primeiro representante, em tese isso tudo já era de se esperar dele (homem). O que acontece é que historicamente vemos escândalos, injustiça, falta de comprometimento e impunidade na política dos homens (gênero), talvez toda essa ética e moral supostamente impregnadas no gênero mulher-política venha de uma lembrança de tempos de caminhada e lutas por direitos de liberdade e igualdade femininas.
Hoje dentro do Palácio, além da chegada de Gleisi e Ideli a dois dos mais poderosos postos do governo, temos mulheres para Comunicação Social, de Direitos Humanos, Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Cultura e Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
Mas o importante não é o fato de termos mulheres ocupando esses cargos, o fato de serem de um gênero ou outro não significa que sua gestão será munido de ética e moral, isso remete à outras questões que também não envolvem gênero.
A vantagem é que isso demonstra um avanço na democracia no país, com menos de 80 anos da conquista do direito de voto feminino, já mudamos o quadro político e temos todas essas representantes.
A esperança de que teremos um Brasil melhor baseado no fato de que mulheres no comando tenderão à políticas de apoio às dificuldades e carências que temos é muito interessante se aliada a uma força de cobrança.
Não devemos colocar nenhum representante no governo com o pensamento de que a partir disso o país está em boas mãos e poderemos confiar cegamente. Mais que uma definição de gênero ocupando os comandos de um país, ele precisa de pessoas que sejam avaliadas em grau de acerto de decisões e comportamento ético.





Eu quero música boa

Vivem falando por aí da tal música boa, me enchem a cabeça de dúvida, apesar da minha singela desconfiança e tendência para certo tipo. Até ousei perguntar ao nosso amigo Google o que ele achava desse conceito que está na boca do povo. Não deu outra, disparado o Rock nas listas, mas não faltaram comentários relutantes questionando o respeito e consideração por outros estilos de música. “E o nosso samba?” “E o axé?” “Está faltando música brasileira aí!”.
Falam de música boa, mas música boa para quê? Boa pra ouvir, boa pra animar? Para refletir, relaxar? Qual é a exigência para que certa música seja enquadrada nesse perfil?
Outro dia cheguei em casa e a Cidinha estava com fones de ouvido varrendo o chão da sala, ela cantarolava de um jeito contagiante. E aí me perguntei, que tipo de música ela estava ouvindo? Estaria embalada ao som de Elliot Smith ou curtindo o som ensurdecedor de alguma banda?
Quem sabe Cidinha estivesse relembrando dos velhos tempos de Amado Batista ou aproveitando os HITS do momento na rádio local, aqueles que incessantemente são reproduzidas até que grudem na nossa cabeça. HIT do momento, o tipo de música que nos colocam goela abaixo e que vira padrão de música boa de um dia pro outro.
Na minha opinião, toda e qualquer forma de impor gostos e costumes é repugnante. Refiro-me não só à mídia com sua exaustiva divulgação do sertanejo universitário, por exemplo, mas também aos arrogantes que se acham superiores por gostar de Rock e música clássica e nem mesmo consideram música aquilo que não gostam.
Estranha é a profissão de “crítico musical”, pessoa considerada lei em “qualidade” musical. Mas eu me pergunto, baseado em que essa pessoa pode ser considerada tão “iluminada” para poder falar de “música de qualidade”? É a cultura? São os pensamentos? A forma de se portar? Existe mesmo um padrão de pessoa certa pra falar de algo? Precisamos disso realmente?
Acho que Cidinha não concordaria, enquanto varria a sala o único estilo de música que ela queria saber era o que embalava seu ânimo para fazer o serviço, era o que a fazia se sentir bem. E por tanto, para mim, o conceito de “música boa” se dá aquela que me faz bem, ao que me faz ficar como Cidinha, cantarolando e sorrindo.





25.6.11

"Liberdade de expressão! Deixa eu falar, filho da ****! Expressão!”

            15 de agosto de 1969. Nascia o símbolo da contracultura, o Woodstock.  Lemas como paz e amor, sexo, drogas & rock n’ roll foram implantados. Roupas foram, por vezes, abolidas e a música do The Who, Janis Joplin e de tantos outros artistas embalou 500.000 pessoas.
 
            22 de junho de 2011. O Festival de Glastonbury completa 41 anos e abre os portões da Fazenda  Worthy esperando 150.000 pessoas ao som de Thom Yorke, Coldplay, Beyoncé e mais 300 e tantas outras apresentações não necessariamente musicais.
 
            26 de junho de 2011, parada Gay de São Paulo. Com um itinerário que prevê dez horas de música eletrônica, feira cultural e ciclo de debates, o público estimado será de cerca de 3 mil pessoas.
 
             Penso em palavras-chave para decifrar esse mundo de diversidade e o que me vem de imediato à cabeça é aceitação e coragem. Acho engraçado falar em “aceitar” pessoas. “Aceitar” que eu goste mais do Keith do que do Mick, ou “aceitar” que eu prefiro ficar deitada a ter que fazer exercício físico, “aceitar” que todos temos diferenças e “blábláblá whiskas sachê”.
 
            Também acho que aqueles que participam da Parada Gay, por exemplo, têm muita coragem. Coragem para gritar pro mundo inteiro que não há vergonha nenhuma em ser homossexual e que ser feliz deveria estar na Constituição Federal. Ah, isso sim deveria ser lei.
 
            Citei exemplos como o Woodstock, o Glastonbury e a Parada Gay por motivos óbvios. Não sejamos hipócritas: somos 7 bilhões de pessoas no mundo que buscam aceitação, seja lá de quem for. Dos pais, dos filhos, dos amigos, do chefe. Participar de um evento desses é falar um palavrão bem alto e avisar que sim, você é feliz sendo quem é.
 
            Buscamos expressar que não somos de uma geração ovelha negra, e sim, de uma geração que preferiu fazer as próprias escolhas ao invés de viver amordaçado. Passamos o tempo de ditaduras, passamos o tempo em que optar não era opção, passamos o tempo em que a obrigação falava mais alto que o sentimento.
 
Hoje nós estamos aqui, firmes, fortes, jogando glitter, com a bota suja de lama ou cantando Imagine como mantra. Nós estamos aqui vestindo aquilo que você não aprova, fazendo o que você acha fora da lei, ouvindo quem você não gosta e tentando exercer a minha liberdade de expressão. A minha, a sua, e a de todo mundo que não considera a palavra diversidade como ofensa, e sim, como diferenças humanas livres de preconceitos.

_______
Crônica inspirada na sessão de fotos da Folha de São Paulo divulgada dia 22/06/2011
http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/3364-glastonbury-2011#foto-66574

21.6.11

Uma viagem pelos sonhos...

Quantas vezes você já acordou no meio da noite com a cabeça confusa e se perguntando se sonhou ou se determinada coisa aconteceu mesmo? Ou ainda... Quantas vezes você já "sonhou que estava sonhando"?

Pois bem, depois de assistir ao filme A Origem, acredite, seus questionamentos irão muito além.

Apesar de o filme ser classificado no gênero ficção científica, engana-se quem pensa que ao assisti-lo encontrará criaturas bizarras, extraterrestres, mundos e planetas distantes em tempo e espaço, ou ainda, coisas com as quais não estamos acostumados. Pelo contrário, a trama se baseia em histórias de pessoas comuns num estado que é peculiar a todos: o sonho.
No filme do produtor, diretor e roteirista Christopher Nolan, Dom Cobb (Leonardo Di Caprio) é uma espécie de ladrão, que tem a capacidade de ir além dos limites da realidade e conseguir informações valiosas da mente das pessoas durante o sonho, quando o inconsciente se torna mais vulnerável.
Para isso, toda uma equipe fica responsável por reproduzir impecavelmente o palco de ação, criando toda a arquitetura necessária para que a pessoa não descubra que, na verdade, está num sonho forjado.
Roubar informações, para Cobb e sua equipe já virou rotina e fazem isso com nenhuma ou quase nenhuma dificuldade. Mas agora, sua tarefa se tornou um tanto quanto mais complexa. A equipe foi contratada para inserir uma ideia e fazer com que ela passe a influenciar o subconsciente ao invés de extraí-la.
O plano é minuciosamente montado, com todas as arquiteturas necessárias, todos cientes do papel que precisam desempenhar até que surgem os imprevistos, e dentro do sonho, eles precisam tomar decisões essenciais para cumprir a tarefa e poder voltar para a realidade.
Contar aqui mais detalhes e o encaminhamento da trama seria privar o espectador da emoção de entender e, de certa forma, se sentir integrante da trama.
Como é recorrente nas produções de Nolan, a narrativa requer maior atençao de quem a assiste e não se preocupa em manter os padrões, ao contrário, o desenrolar da história segue bem os moldes de um sonho, cheio de surpresas e acontecimentos que se desenvolvem ao mesmo tempo- um sonho dentro de outro sonho- onde o subconsciente e a realidade se encontram. A compreensão exige que o espectador fique atento a todas as informações fornecidas ao longo da trama.
Ainda como característica do diretor, vemos claramente a intenção de inserir em sua produção, uma pitada de mistério e a tentativa de despertar no espectador sua capacidade intelectual. Como podemos conferir também no filme Amnésia, lançado em 2000, em que Nolan conta a história de trás para frente.
Em A Origem, vemo-nos em uma narrativa que mexe com nossos instintos emocionais e racionais ao mesmo tempo, numa viagem onde realidade e sobconsciente por vezes se misturam.


Ficha Técnica:
Diretor: Christopher Nolan
Elenco: Leonardo Di Caprio, Ellen Page, Marion Cotillard, Michael Caine, Tom Berenger...
Produção: Christopher Nolan, Emma Thomas
Roteiro: Christopher Nolan
Duração: 148 minutos
Ano: 2010
País: EUA/ Reuino Unido
Gênero: Ficção científica
Estúdio: Warner Bros
Classificação: 14 anos

Outono Dourado!


Senhoras com jeito de meninas, simpáticas, alegres, verdadeiras molecas com mais de 60 anos.... Esse é o Grupo Outono Dourado, nome dado por elas mesmas, pois mesmo na flor da idade essas folhas antes de cair encantam a todos com a cor do ouro.

O Grupo é formado por 14 senhoras da Universidade Aberta a Terceira Idade- a UNATI da Unicentro, há quase dez anos elas viajam o Brasil apresentando 12 coreografias, entre elas, o fandango paranaense e o carimbó de amazonas.

Bernadette Mariane, além de artista plástica é dançarina, é coreógrafa do grupo há nove anos para ela a dança faz muito bem para as senhoras que participam. “A idade traz barreira, problemas para a saúde com a dança tudo melhora ela faz bem para o corpo e para a alma”.

Dona Eli Brezezinski é um exemplo disso, aos 74 anos ela faz parte do grupo e por meio da dança consegue vencer suas dificuldade físicas. “A dança pra mim é como um sol, ela ilumina a minha vida, tenho mais saúde, mais disposição, mais amigas”, ressalta.

Mais do que um conjunto de coreografias, a dança é um espetáculo de cores, sons, ritmos e muito superação principalmente na terceira idade.

A jovem dançarina Kryssia Kosmos destaca o trabalho desenvolvido por essas senhoras.'' Acho maravilhoso! É contagiante. Tem tanto jovem que nem anda apé, elas dão o exemplo, são minhas inspirações, quando estiver com essa idade, vou continuar dançando”, completa.

17.6.11

Apenas mais uma de amor...

Depois do almoço, sentei na calçada para tomar sol. Por volta do meio dia, ali é o lugar mais quente da casa e nos dias frios não tem nada melhor. Como sempre acontece, ao ficar sozinha começo a pensar. Recolhi-me, fechei os olhos, pensei em amor.
Percebi que me aqueci rapidamente. Acho que amor faz isso com a gente. Aquece.
Eu me dei conta, então, de que temos uma capacidade impressionante de amar.
Amamos nossos pais, amamos nossos amigos, nossos irmãos, nossos animais... Amamos nossos namorados e mais inúmeras coisinhas que, muitas vezes, só fazem sentido para nós.
Eu entendi que o amor é o sentimento que mais assume faces. Amor de amigo não é o mesmo amor entre namorados. Mães amam seus filhos antes mesmo de conhecê-los, é o amor que ultrapassa qualquer barreira de entendimento.
Um sentimento que, de tão intenso, torna-se até contraditório. Aquele amor que faz a gente chorar, passar noites em claro, esperar demais das pessoas e se decepcionar é o mesmo amor que nos leva ao céu, que nos faz sonhar mesmo sem dormir.
O amor que faz a gente jurar que nunca mais vai amar, que faz a gente escrever poesias e cartas mesmo que nunca as envie é exatamente o mesmo amor que nos faz olhar no relógio de três em três segundos, esperando que o tempo passe rápido o bastante para vermos a pessoa amada o quanto antes possível.
O amor que faz a gente morrer e voltar a viver num segundo é o mesmo amor que nos faz chorar com palavras - ainda que desajeitadamente escritas ou quase que sussurradas - que nos faz passar mil horas em frente ao espelho escolhendo a roupa que mais se ajeita...
É o mesmo amor que faz nosso coração bater tão forte a ponto de quase sair pela boca e que deixa nossa barriga dolorida do tanto que nos diverte.É o mesmo amor que nos faz perceber que no final de tudo, o que fica é a parte boa das coisas.
Amor é o sentimento mais grandioso que pode existir, é o sentimento que compensa qualquer momento ruim, qualquer outra coisa. É o que nos impulsiona a querer tudo de novo...
...E quantas vezes forem necessárias.

16.6.11

Polícia para quem precisa de Polícia


Como acontece todos os dias, por volta das 6 da tarde, comecei a arrumar minhas coisas, organizar minha sala, desligar os computadores para, então, poder ir para casa. Achei que seria um fim de tarde comum. Eu sairia, meus pais estariam com o carro parado do outro lado da rua, me esperando. O carro estava lá. Minha mãe também. Até aí nada de estranho, se não fosse o fato de minha mãe - que está sempre corada e com um sorriso no rosto - estar pálida e trêmula. Preocupei-me, quis logo saber o que a havia deixado naquele estado. Ela começa a contar, ainda um pouco assustada. Há menos de vinte minutos, depois de sair do trabalho e antes de vir até a Unicentro me buscar, ela havia passado em uma papelaria, perto do terminal de ônibus no centro da cidade. Um lugar movimentado, onde principalmente naquele horário, ainda muitas crianças e trabalhadores aguardam seus ônibus para voltarem para suas casas depois de mais um dia de labuta. Tudo parecia estar como de costume, até que ela se surpreende com um moço de boa aparência, bem vestido, estatura média, cabelos loiros e olhos claros. O rapaz que a primeira vista parecia ser somente mais um trabalhador que acabara de sair de seu expediente, aproximou-se de uma "pampinha", aquele modelo de carro antigo da marca Ford, onde estavam um senhor de meia idade e um menino de 13 anos. Com um soco, ele tentou quebrar o vidro do lado do motorista, sem sucesso. Não foi o bastante para intimidá-lo. Pegou, então, uma pedra e atirou-a no para-brisa, trincando-o inteiro. Como não obteve resultado em nenhuma das duas tentativas, o rapaz forçou até conseguir abrir a porta, e quando conseguiu, tirou o motorista de dentro do veículo pelo pescoço. Nesse momento, o menino que estava junto saiu do carro e começou a gritar por ajuda. Para surpresa- e desespero- de quem assistia a cena, o agressor ainda tirou de dentro da blusa um facão e começou a golpear o senhor, que nada podia fazer para se defender. Deu-lhe dois golpes no rosto e um na nuca, enquanto aos prantos, o menino gritava por socorro e pedia pela vida do pai.
Muito prestativos, os funcionários da farmácia tiraram o menino da rua, a fim de que ele não presenciasse mais aquela cena, ligaram para a polícia, colocaram o menino ao telefone para que pedisse por ajuda. Nada podiam fazer a não ser chamar pessoas aptas a controlar esse tipo de situação.
Minha mãe que a essas alturas, ajudava a acalmar o menino dentro da farmácia, também tentou pedir a ajuda da polícia. Todas as tentativas em vão, pois o agressor cessou os golpes, fugiu levando uma caixa de ferramentas, o senhor teve seus curativos feitos pelos rapazes da farmácia e a polícia... nem sombra!
Nos quinze minutos seguintes em que minha mãe esteve lá, a polícia não havia dado nenhum sinal.
Muito me revolta a displicência dessas pessoas que são ditas responsáveis pela segurança da população. Em lugares de bastante movimento como é o caso dos arredores de um terminal de transporte coletivo, era papel da polícia estar fazendo ronda durante todo o dia.
Garantir a segurança das pessoas não é só "passear"nas redondezas de escolas em horário de entrada e saída dos alunos.
Garantir a segurança das pessoas é atender seu chamado quando necessário. É ter profissionais comprometidos.
É claro que não podemos generalizar e que sabemos que existem profissionais que realmente se empenham e se importam com seu trabalho... Mas são nessas situações que eles precisam mostrar eficiência.

Tudo contra o sistema


O sistema capitalista torna o ser humano ambicioso, em busca de garantir suas necessidades básicas e também consumir, precisa ir além daquilo que necessita e fazer parte de uma aldeia global que vive para comprar e consumir. Num mundo competitivo e ambicioso, ter tudo não é o máximo, pois nossa subjetividade, nossa vida ou o medo de encarar o futuro são sentimentos que rodeiam nossa vida.


O Clube da Luta expõe esse mundo a todos, de forma filosófica coloca à mostra os conflitos existentes no indivíduo. O filme é baseado num livro de Chuck Palahniuk, que foi publicado em 1996 e conta a historia de Jack (Edward Norton) que faz parte da geração que navega na internet, tem um bom emprego, oportunidades financeira, mas não se liga a tudo isso. Com isso seus conflitos internos criam Tyler Durden (Brad Pitt), um personagem desapegado das necessidades consumistas. Com a rebeldia de Tyler, Jack vê nele um exemplo . Os dois criam o Clube da Luta, com regaras, uma verdadeira sociedade secreta na qual as pessoas podem tirar suas frustrações, com isso as pessoas aderem ao clube, onde não importa quem vença, mas sim sua luta, que é quase uma sessão de terapia. O grupo cresce, ameaça a estabilidade e os dois se apaixonam pela mesma mulher, a Marla Singer (Helena Bonham Carter). Acima de tudo, jack representa um homem em decadência, que se perde dentro de si e não consegue dar significado com suas ideologias. Seus problemas psicológico levam a guerra social, depredações de seguidores que vêem nele um líder.


O filme tem uma mensagem extraordinária, uma avalanche de ideias que não são percebidas numa primeira olhada, é preciso em alguns casos uma análise aguçada. Faz uma crítica contundente ao sistema capitalista em que vivemos hoje, no qual não somos vistos pelo que somos, mas pelo que temos. Jack se vê manipulado por este “mundinho de sonhos e fantasias superficiais”. A violência e o terrorismo não podem ser maneiras para mudar, mas se analisar por outro lado, a violência exposta é resultado da loucura de Jack. Além de mensagens anti-consumismo claras. O diretor David Fincher coloca muito bem a genialidade da historia, com ousadia para mexer na ferida da sociedade pós-moderna, usufruindo de elementos nunca vistos.

12.6.11

Soo last week...

            O assunto de hoje, na verdade, não é bem de hoje. É de alguns meses... Talvez, até mesmo, de alguns anos, mas  todo mundo fala e não se cansa! Seja pelas fotos em momentos... ahn... digamos, descontraídos, seja pelas fotos com aquele ar inglês (literalmente falando).
            A realeza britânica existe há muito, mas com a imagem um tanto desagastada,  para a sociedade do espetáculo virou notícia novamente após o primogênito de Lady Di e o Príncipe Charles entrar para a faculdade. Foi lá que ele conheceu Kate Middleton, sua futura esposa.
            Após um acordo com a imprensa da Inglaterra, poucas fotos foram tiradas do casal durante o período em que estiveram na universidade. Não que não tivesse interesse. Algumas imagens chegaram a ser publicadas, como aquelas em que Willliam aparece bebendo em uma festa, ou aquela, onde ele aparece com a mão no seio de uma brasileira.
            Kate também não escapou. Até chegou a pedir segurança 24 horas por dia depois que a fachada da sua casa foi publicada em um tablóide.  Mas de que adiantaria? Após 7 anos namorando, o segundo na sucessão pelo trono inglês, é de se suspeitar que não houvesse especulação da mídia.
            O problema é justamente esse: o excesso de importância a um assunto que em suma, não tem importância nenhuma. O mundo parou para ver o casamento da “Leidi Queiti” assim como parou para ver o que se passava no dia dos atentados às Torres Gêmeas, em Nova York. “Qual estilista vai assinar o vestido dela? Será Valentino? Vera Wang? Eu quero ver a decoração da igreja! Ai, bem que esse príncipe poderia casar comigo...”
            O conto de fadas estava escrito em Monotype Corsiva, pronto para a impressão do convite do casamento. O príncipe que conhece a plebéia, se apaixona e se casa, apesar dos suspiros das mulheres ao redor do mundo. Deve ser por isso a atenção da população mundial: ficou provado que contos de fada existem, mas só acontecem na família real britânica, que, devido à conjuntura social do mundo, na verdade, não existe.
            Mulheres do mundo, uni-vos!

9.6.11

Super-heróis existem


Enquanto catástrofes naturais destroem lares, vidas, esperanças... vinte e seis estudantes raspam seus cabelos em homenagem ao seu amigo com o diagnóstico de um tumor raro na cabeça.

Os dois são acontecimentos que comovem, mas vou dar ênfase ao segundo, porque o que está faltando mesmo é a solidariedade.

“Não queríamos que ele se sentisse diferente de nós” disseram os alunos do terceiro ano da escola Governador Valadares em Minas Gerais.

Então, um deles tomou a iniciativa e, logo, professores, diretores, todos estavam sem cabelo exatamente como Arthur.

A iniciativa de se mostrarem solidários rendeu muito mais que sorrisos. O médico explicou que se Arthur estiver feliz, com a autoestima elevada e de bom humor, fará muito bem ao tratamento.

E esse pode ser só mais um bom exemplo. Amanhã, as pessoas vão trabalhar, reclamar que não têm mais tempo, que está chovendo bem na hora de sair da aula, que o computador está lento e vão deixar para lá a solidariedade.Mas, na hora em acontece o problema com a gente é que nós vemos como é complicado.Então talvez essa seja a hora para ajudar quem precisa.

Os bancos de sangue vivem pedindo doadores, as campanhas de inverno vivem pedindo aquele casaco quentinho que você enjoou de usar, no dia das crianças chovem projetos pedindo que você doe um brinquedo.

São atitudes simples como essas, como raspar o cabelo, que farão das pessoas seres humanos de verdade.

_____________________

*Estudantes raspam a cabeça para homenagear amigo com câncer raro. Reportagem exibida no Jornal Hoje da Rede Globo.


6.6.11

Qual o nome do filme?


Dessa vez a bruxa foi má mesmo com ela, rs

O filme da minha vida

Quem ouve falar em Audrey Hepburn quase imediatamente associa a atriz ao seu personagem mais famoso como se ela fosse a própria “Bonequinha de Luxo”. O filme estadunidense, datado de 1961, até hoje causa furor no público feminino graças às cenas gravadas em frente à joalheria TIffany. Até entendo por que. Não conheço mulher – com grandes sonhos ou uma grande conta bancária – que não deseje o conteúdo daquela caixinha azul turquesa.
Ok, então vamos viver num mundo de fantasias e desejos. Você está andando pela Champs- Élysées com o seu Louboutin recém comprado, seu tailleur Armani e a tradicional bolsa Chanel. Para a esmagadora maioria de mulheres, que parcelam aquele casaco in-crí-vel em 12 vezes no crediário, esta cena descrita acima acontecerá só em sonho mesmo. Mas, não para Kelly Samara Carvalho dos Santos.
Kelly Tranchesi foi acusada de furto por fazer compras com cheques roubados e também foi acusada de estelionato por ter aplicado golpes numa idosa no bairro Jardins. Utilizava este nome fictício não por acaso. Tranchesi é o sobrenome da dona da luxuosa Daslu, em São Paulo.
Sempre relacionada à high society paulistana, Kelly é a personificação da Bonequinha de Luxo, ainda que com padrões brasileiros. Porém, hoje com 22 anos, possui uma ficha criminal desde os 13 e que passa por, no mínimo, três estados do país: Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
No filme, Holly Golightly é a “Bonequinha de Luxo” que vislumbra um futuro economicamente viável, por assim dizer. Kelly também. E, para isso, precisou passar em cada loja luxuosa da Oscar Freire para que pudesse se sentir de fato, “de luxo”.
E não é que deu certo? Quando foi presa vestia uma camiseta da Calvin Klein, blusa de lã da Lacoste, calça da Ellus e tênis da Reebok. E quer saber o que mais? Duvido que tudo isso tenha sido parcelado em 12 vezes no crediário. Agora aí vai a pergunta: o nome desse filme deveria ser “Bonequinha de Luxo” ou algo como “O diabo veste Prada, Lacoste, Ellus...”?


 * Crônica embasada na matéria "O mundo mágico de Kelly", publicada dia 29 de maio de 2011 pela Folha de São Paulo; caderno Cotidiano

1.6.11

Pequenas telas... Pequenos pintores...

Quando pensamos em obras de arte logo surge em nossas mentes pintores famosos como Leonardo da Vinci, Van Gogh, Pablo Picasso, e tantos outros. É claro que existe aquela questão do que pode ou não ser considerado arte, algumas obras são unanimidade, outras nem tanto assim. Mas, afinal definir o que é arte ou não depende do ponto de vista, da bagagem, da opinião de cada um.


O SESC, em Guarapuava, expõe em seu salão cultural telas de artistas paranaenses e guarapuavanos. No mês de maio quem passou pelo local pôde apreciar uma exposição um pouco diferente. ao invés de obras de pintores famosos ou artistas de renome no estado, o espaço da lugar a vinte telas pintados por crianças. Os artistas são alunos dos jardins I, II e III do Centro Municipal de Educação Infantil do bairro Santa Cruz. As crianças têm entre quatro e cinco anos e participam de um projeto pedagógico em que o objetivo é fazer com que elas tenham o contato direto com a arte.



Para pintar as telas elas conheceram as técnicas de dois artistas brasileiros já consagrados, Tarsila do Amaral e Cândido Portinari. Desse modo, não faltou inspiração para a produção das telas. E se você não visitou a exposição, pode conferir uma amostra aqui no Gorpa Cult!


Meninos Brincando, tela pintada pelos alunos do CEMEI Santa Cruz













Tela inspirada em Abapuru, de Tarsila do Amaral














Natureza morta - Jardim II











Tela Inspirada em o Espantalho, de Cândido Portinari












Paisagem pintada pelos alunos










 
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