30.8.11

Quando faltam palavras, apenas dance!

Duas mulheres que tem a mesma paixão, duas mulheres que dançam com o coração. Kryssia uma jovem menina de 17 anos, Bernadete uma jovem senhora com 62 anos e nenhum cabelo branco. Ambas esbanjam alegria e simpatia.Kryssia Kosmos começou cedo. Desde os seis anos de idade, já usava colan e sapatilhas para praticar o ballet. “A dança faz parte da minha vida, é algo que sempre fez parte do meu dia – a- dia”, ressalta sorrindo.

Já a Dona Bernadete Mariane, começou na terceira idade, além de artista plástica, há quase dez anos ela é coreógrafa e dançarina do grupo de dança “Outono Dourado”, formado por 14 senhoras com mais de sessenta anos da universidade aberta à terceira idade da Unicentro. “Desde menina eu queria ser bailarina, mas não tive oportunidade, mas hoje tenho a felicidade de dançar e ensinar em um grupo de dança”, completa.

A dança é uma das artes mais antigas e tem a capacidade de proporcionar um momento de equilíbrio entre o corpo e a mente. Desperta sorrisos, transmite emoção, independente do movimento ser delicado ou acelerado, no palco o que vemos é um show .” É uma sensação incrível você pensar que deixou o seu melhor ali no palco, foi aplaudida, você se sente em total sintonia”, comenta Kryssia. Independente da idade o sentimento é o mesmo. ”Depois de tanto trabalho,é maravilhoso a gente estar no palco, olhar para a plateia e ver todo mundo gostando e batendo palmas, essa é uma sensação única”, comenta dona Bernadette.

Ensaio, calos, bolhas, esparadrapos…. Isso tudo faz parte do dia – a – dia do dançarino. Para um bom espetáculo é preciso muita dedicação, superação e principalmente trabalho. Atrás das coxias o que vemos são pessoas que amam o que faz, e que precisam de muita resistência física como afirma Kryssia. “A resistência do nosso corpo vai aumento à medida que nos esforçamos, mas em vésperas de apresentações o corpo sofre bastante, principalmente os nossos pés”.

Para essa arte em movimento não existe idade, basta querer e se dedicar muito. Depois dos 60, o corpo já não consegue fazer todos os movimentos, o cansaço é mais evidente, mas o que não pode mudar é a alma. “É incrível, nunca imaginei que a dança tem toda essa capacidade, depois que comecei a dançar me sinto renovada, dançar é tudo de bom é um exercício completo”, conta dona Bernadette.

Para Kryssia, é contagiante ver os idosos dançando e se divertindo com isso. '' Tem tanto jovem que nem anda a pé, eles dão o exemplo, são minhas inspirações, quando estivar com essa idade, vou continuar dançando”.

27.8.11

Os missionários da música

A música, durante toda a existência da humanidade, é vista como algo que diverte, relaxa e tranquiliza. A partir da confecção de instrumentos e o nascimento de grandes vozes e talentos, surgem os mais diferentes estilos de músicas. É assim que se consagram grandes nomes e sensações como Elvis Plesley, Beatles, Michael Jackson, Madonna, Roberto Carlos e tantos outros. Hoje em dia os fenomenos continuam surgindo no potente mercado da música, no Brasil o sertanejo universitário é moda. Mas será que seria possível um estilo de música que fugisse a esses padrões? Seria sim, um estilo que deixa de lado os bares, as garagens e palcos para ganhar seguidores dentro das igrejas. Esse é o estilo da música gospel evangélica.


Gospel significa evangelho, as músicas são escritas para expressar os sentimento cristão de uma pessoa ou comunidade religiosa. É bom saber que a definição de música gospel, ou evangélica como é chamada atualmente, depende da cultura do local ou da comunidade onde está inserida. As influências religiosas também interferem na criação e composição das músicas, o gênero musical é produzido por diferentes motivos. Pode ser o gosto pelo estilo de música, o fator religioso e também o mercado musical, que nos últimos anos cresceu de maneira significativa. São pelos temas que essas musicas tratam, Deus, fé, salvação, etc. que fazem com que elas tenham grande aceitação com o público.


Mas o que faz com que as pessoas troquem estilos musicais com grande visibilidade pela música evangélica? Para Samuel Didur, 21 anos, a inspiração está em Deus. "Vejo Deus como a essência da música", comenta. Para ele, cantar música cristã não é ganhar visibilidade, vender cd's e conquistar fãs. É na verdade, através da música, chamar as pessoas para perto de Deus e para os ensinamentos cristãos. Na opinião de Didur, atualmente, a música gospel perdeu identidade. "O gospel de hoje foi transformado pela mídia, virou modinha", afirma. Por isso ele prefere se intitular como um cantor de música cristã.


Esse interesse do jovem pela música evangélica surgiu na infância. Desde criança ele já se interessava pelos instrumentos e pela música, aos 17 anos resolveu aprender bateria e violão. Pegou de um amigo apenas o básico das notas musicais. Daí em diante começou a ouvir as músicas e tirar as letras sozinho. O resultado foi que Samuel aprendeu a tocar os instrumentos sem ajuda profissional, além disso descobriu o seu talento para cantar. Como nasceu em berço cristão, com família que segue as tradições da igreja, ele resolveu que usaria esse talento para transmitir mensagens cristãs.


Mas como todo jovem Samuel também possui seus gostos musicais. Ele adora Metal Core, portanto, resolveu unir seu estilo de música com suas letras cristãs. A ambição deu certo, há seis anos ele canta e toca na igreja em que participa. Atualmente com um grupo de amigos pensa em criar uma banda, não com objetivo financeiro, mas para trazer seguidores através da música. Eles criam suas próprias composições e também traduzem musicas para interpretar. O único problema que muitas vezes incomoda é o preconceito, ele conta que as pessoas muitas vezes enxergam o grupo como coisa de outro mundo. "As pessoas nos olham diferente pelo estilo da música, pelas roupas", afirma. Mas para ele o que importa é a mensagem que está sendo passada.


Agora com a ideia da banda e com o estilo definido, aquilo que ele chama de Metal Core Christian, Samuel pretende continuar com sua empreitada. A banda deve passar de uma ideia para se tornar realidade, e assim, transmitir as ideias de ensinamento não só dentro da igreja, no palco do altar, mas em diversos locais para evangelizar e buscar seguidores.

26.8.11

Capoeira é arte, luta, cultura e vida



A Capoeira é uma expressão cultural brasileira que mistura arte-marcial, esporte, cultura popular e música. Ela foi desenvolvida no Brasil principalmente por descendentes de escravos africanos como esperança de liberdade e de sobrevivência, uma ferramenta para que o negro foragido, totalmente desequipado, pudesse sobreviver fora dos quilombos.

Uma arte marcial caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, como chutes, rasteiras e acrobacias e uma característica distinta: a musicalidade. Praticantes desta arte marcial brasileira aprendem não apenas a lutar e a jogar, mas também a tocar os instrumentos típicos e a cantar. Um capoeirista experiente que ignora a musicalidade é considerado incompleto.

Hoje, símbolo da cultura afro-brasileira, símbolo da miscigenação de etnias, de resistência à opressão, a capoeira mudou definitivamente sua imagem e se tornou fonte de orgulho para o povo brasileiro. Atualmente, é considerada patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e tem atraído dezenas alunos de todos os continentes, que se esforçam em aprender a língua portuguesa para melhor se envolver com a luta.

Com uma história de resistência, sonhos e liberdade, a capoeira nasceu, e hoje ela faz novos adeptos todos os dias de todos os cantos do mundo, ensinando não apenas uma arte marcial, mas um pouco da cultura do nosso país.

25.8.11

Relembrando um mito.


1º de maio de 1994: Um domingo, céu nublado, um Brasil em silêncio. Sem dúvidas, aquele dia ficaria marcado na lembrança e no coração de muita gente. A estrela que tanto brilhara nas pistas havia se apagado. O carro tombado, lágrimas que não se continham.


Se você acompanhou a década de 90, provavelmente ainda guarda na memória esse dia tão fatídico. No filme Senna, a mesma emoção vem à tona mais uma vez. O filme em forma de documentário de Asif Capadia é o primeiro a mostrar a vida de Ayrton Senna. Piloto brasileiro de Fórmula 1 que se consagrou nas pistas e ganhou o carinho e a admiração do público.


O documentário mostra a trajetória do piloto desde a sua estreia (1984) até o acidente, em 1994 durante o Grande Prêmio de San Marino. Na produção, que contou com o apoio da família Senna, podemos conferir imagens que mostram a atuação do piloto e os melhores momentos da sua carreira, como o GP de Mônaco em 1984, no qual havia largado em 13º lugar e, ultrapassando um a um, conquistou seu primeiro pódio com apenas seis meses de corrida.


A história é narrada pelo próprio piloto, passando por todas as fases da carreira até a fama internacional que o tornou conhecido em diversos países. A morte de Ayrton Senna não é o assunto principal do documentário, mas de certa forma, é mostrada de maneira a reforçar a ideia de que Senna muito se aproximava da perfeição não somente nas pistas.


O acidente, a princípio, é mostrado de maneira racional para depois mostrar toda a emoção de pilotos, fãs, amigos e de um público que não se conformava ao ver que aquele capacete amarelo que trouxe tanta alegria já não se movia, encerrando ali uma carreia brilhante.


Para o público, mesmo que a produção não se aprofunde nas técnicas e nos treinamentos do piloto, consegue deixar o sentimento de admiração e saudade de alguém que com toda simpatia, talento e simplicidade se tornou um mito do esporte automibilístico.



TPM - Tenham Paciência Meninos!


O mundo está cansado de ouvir falar dessa tal de TPM. É fato que as mulheres ficam mais choronas, têm vontade de devorar toneladas de chocolate, ficam mais sentimentais e daí isso pode, eu disse pode, acarretar discussões aqui e ali, entre outros sintomas.

Como todo mês, a tão temida TPM vai passar e depois disso a sua mulher vai voltar ao normal.

Os homens que não reclamem, pois eles, sim, fazem o maior escândalo por uma simples gripe, não passam por ela sem agonizar e deixar claro que estão quase “morrendo”, aí a mulher faz um chá, faz sopinha, mede a febre, lembra do horário que ELE tem que tomar remédio e por aí vai.

Sem contar que todo homem vem com um dispositivo que os faz nunca encontrarem nada. É mais ou menos assim: Amor, viu meu tênis de jogar futsal?” “Tá do lado da bola, lá na lavanderia!” e isso não é exagero, se você tem um homem em casa, seja pai, marido ou irmão, sabe que é exatamente assim.

Por isso, homens de todo o mundo, tenham paciência e saibam compreender as mulheres nesses dias difíceis, se ela quiser comer chocolate, compre. Se ela quiser assistir àquele filme dramático, assista. Se ela chorar porque quebrou a unha, console. Em três ou quatro dias isso vai passar, não se preocupe. Como todas as outras coisas, TPM não dura pra sempre.

E se mesmo assim você não entender a TPM, meu querido, case-se com outro homem!

10.8.11

A novela da vida irreal


Novela é sagrada para a família brasileira, tanto é que ocupa o chamado “horário nobre”. Já tentaram tirar a medalha de ouro da Rede Globo utilizando as mais variadas táticas, desde telejornais até exames de DNA (vide o lendário “Programa do Ratinho”). Mas, não adianta, não há nada melhor para assistir do que o drama do casal apaixonado vivendo um intenso amor proibido rodeado de vários inimigos malvadões.
O problema são os clichês. Quem não lembra do jargão “Quem matou Odete Roitman?” na novela Vale Tudo? Quem não se tornou detetive para descobrir o dilema “Quem matou Lineu” em Celebridade? Quem não suspeitava da Paula ter matado a própria irmã em Paraíso Tropical? E por último, mas não menos importante, “Quem matou Salomão Hayalla?” do remake de O Astro?
Dennis Carvalho parece ser o campeão. Dirigiu três das quatro novelas citadas acima, só deixando a cargo de Mauro Mendonça Filho a responsabilidade de O Astro. Porém, a briga não termina por aí. Dennis ainda dá o golpe final com a direção de “Insensato Coração”.  You win! Win?
Norma é nova Cruela Devil. Até matilha e canil ela já tem.
Léo sofre da Síndrome Assistida do Cachorro Órfão, ou seja, um SACO.
Pedro é o bebê de olhos azuis que todo pai quer ter só pra morrer de orgulho (mas só se for por ter casado com a Paola Oliveira).
Marina Drummond é tão feliz que parece viver em um eterno comercial de margarina.
        Podemos apostar que o último capítulo da novela terá cenas de uma fuga eletrizante, casais que nunca deram certo mas que agora se amam, filhos que nascem num período de “algum tempo depois...” e, para finalizar, prováveis explosões em um lugar muito propício, do tipo posto de combustível.
Realidade, a gente não vê por aqui. Plim plim

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Crônica inspirada na coluna escrita por Nina Lemos e publicada pelo jornal Folha de São Paulo dia 08/08/2011. http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/ninalemos/956168-cinco-misterios-bizarros-de-insensato-coracao.shtml

 
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