28.9.11

Legalizar o aborto. E aí, você é a favor ou contra?

Essa semana um tópico nos TT's, uma lista em tempo real dos nomes mais postados na rede de relacionamentos Twitter, chamou a atenção dos internautas. A hashtag #legalizaroaborto recebeu muitas críticas e elogios.

E você? É a favor ou contra a legalização do aborto?

Eu, segundo meus conceitos e minha opinião, sou contra. Eis aqui meus motivos: primeiramente, acredito que, legalizando esta prática a irresponsabilidade das pessoas vai ser ainda maior no quesito proteção contra gravidez, pois já que o aborto está legalizado, não faz mal se a menina engravidar. Falaram que seria bom legalizar porque as mulheres parariam de buscar clínicas clandestinas e, assim, poderiam ter sua saúde preservada. E eu questiono novamente: quem busca clínicas clandestinas são as adolescentes/crianças/mulheres que sofreram estupro, que correm risco de vida para com elas ou para com o feto ou quem busca clínicas clandestinas são justamente as meninas e mulheres que não querem, não podem ter ou contar aos pais que estão grávidas?

A lei ampara essas mulheres, crianças ou adolescentes que foram estupradas. Depois de avaliações, levando em conta o risco de vida da mãe, do feto ou de ambos, ela tem o direito de abortar, com profissionais e com segurança. Não precisam de clínicas clandestinas.

Você ainda é a favor da legalização do aborto?

Então, preste bastante atenção nos acontecimentos abaixo:

O pai é asmático, a mãe está tuberculosa. Têm quatro filhos. O primeiro é cego, o segundo é surdo, o terceiro morreu e o quarto tem tuberculose. A mãe está grávida de novo. Você recomendaria o aborto nesta situação?

Um homem branco viola uma menina negra de 13 anos que ficou grávida. Se você fosse o pai desta jovem, recomendaria o aborto?

Uma senhora está grávida; já tem muitos filhos e dois deles morreram, o seu esposo está na guerra e a ela resta pouco tempo de vida. Você recomendaria o aborto a esta senhora?

Um pastor e a sua esposa enfrentam problemas econômicos muito fortes, já têm 14 filhos, são realmente pobres. Considerando a sua extrema indigência, você recomendaria que a mulher abortasse o seu décimo quinto filho?

Uma jovem está grávida; não está casada e o seu noivo não é o pai do bebê que está esperando. Neste caso, você recomendaria que ela abortasse?

Se você respondeu que sim para todas as questões:

No primeiro caso, você teria ajudado a matar um dos músicos mais brilhantes do universo: Beethoven.

No segundo caso, você teria ajudado a matar uma das cantoras negras mais famosas do mundo: Ethel Walters

No terceiro caso, você teria ajudado a matar um homem que foi enviado por Deus para atuar na história da humanidade: Papa João Paulo II

No quarto caso, você teria ajudado a matar um dos grandes pregadores do século passado: John Wesley

E no quinto caso, sabe quem você teria ajudado a matar? Jesus Cristo.

Todos temos direito à vida. Enquanto um aborto acontece numa clínica clandestina, centenas de pais no mundo todo dariam tudo para ter um filho.


25.9.11

Tem um tempinho para ler?

Hoje, eu não tenho tempo! Atire a primeira pedra quem nunca disse isso. Costumamos nos queixar que o dia voa e que nós não temos tempo para fazer nada, nada mesmo.
A maioria das pessoas segue aquela rotina, dorme, acorda, come, trabalha, come, dorme e começa tudo de novo. Mas e o tempo? Já ouviram aquele ditado, que sempre dá tempo e na realidade é isso mesmo, sempre tempo de encontrar a felicidade.
Dá tempo de dizer bom dia para quem você encontrar no caminho, tempo de dizer eu te amo para o seu filho, seu amigo, seu grande amor, dá tempo de dar um abraço apertado e um beijo de bom dia em quem você tanto gosta, dá tempo de olhar ao seu lado e ver se tem alguém que precisa de ajuda, dá tempo de ser gentil no trânsito e de respeitar as pessoas, dá tempo de agradecer a Deus por você estar vivo, dá tempo de mandar uma mensagem e dizer que hoje você se lembrou daquele amigo que mora longe, dá tempo de viver a vida como se não houvesse amanhã, dá tempo de pedir desculpas, dá tempo de sonhar, dá tempo de ser feliz. E você, já teve tempo de fazer isso hoje?
Sempre dá tempo, pense,reflita e analise como você passa as 24 horas do dia. Agradeça por tudo que acontece na sua vida. E, por favor, não reclame da falta de tempo, afinal, você está vivo e sempre dá tempo de ser feliz.

24.9.11

Tempos modernos

O que é preciso para se tornar famoso no século XXI? Aparentemente o primeiro passo é criar uma conta no Youtube.

Admito que não  entendo o que acontece com essa rede, apesar de sempre visitá-la , não consigo pensar como é uma garota fica tão famosa depois que alguém começar o rumor de que o videoclipe dela  é o pior de todos os tempos.
Como é que alguém fica mundialmente famoso e milionário por essa rede ao ponto de garotas venderem sua virgindade para assistir um show dessa pessoa?
Um vídeo de um filhote de gato que acorda e se espreguiça tem milhares de acessos e é divulgado em um dos maiores portais de notícias brasileiro. Publicitários também aproveitam essa forma gratuita de divulgação e conseguem com que as pessoas não parem de comentar sobre sua propaganda.
 Se tivessem falado para os meus avós que um dia existiria algo como o Youtube, que modificaria o meio cultural, jornalístico, publicitário e tudo mais que existe nessa rede, eles não acreditariam. Eu com 20 anos, ainda estou tentando acreditar.

23.9.11

NHÔ TERÊNCIO

Semana passada contei aqui no blog a lenda da Serpente da Lagoa.
Uma das minhas fontes, foi Murilo Walter Teixeira, personagem ilustre de Guarapuava.
Ele me cedeu uma crônica de sua autoria sobre a lenda, que foi publicada no livro “O Alferes e seu Cavalo Gateado”.

Resolvi compartilhar com vocês!


Domingo passado, encontrei-me com Nhô Terêncio em frente do Hospital São Vicente de Paula. Logo fui indagando a razão daquela postura carrancuda e inquieta e acrescentei se havia algum doente da família ali hospitalizado. Imediatamente contestou.

Não, não meu filho. Estou preocupado com a serpente aí da lagoa. Ouvi falar que a Prefeitura está ultimando projeto para esvaziá-la, limpar os entulhos e construir alguma ilhota bem no meio. Vai dar um rebuliço danado. Irão aviventá-la e os resultados serão funestos e imprevisíveis. Esta serpente que em lenda já azucrinou meio mundo com suas diabruras, quando dizem ter engolido algumas criancinhas, ter feito um estrago danado na Catedral, razão da mudança do campanário, e outras coisas mais. Agora podem alegar e talvez imputá-la como causa de alguma discórdia política. Veja aquele edifício em construção. A caixa d’água foi colocada ao lado para equilibrar o prédio numa eventual vibração. É um magnífico trabalho de engenharia, frente à possível movimentação do solo.
Não desejando demonstrar minha estupefação, comecei a tossir, tapeando com a movimentação dos pés e mãos como desculpa em esquentá-los frente ao friozinho reinante.
Ele percebeu minha atitude e meu ceticismo, e logo me convidou para encarar os fatos.
Vamos até a beirada da lagoa.
Cuidadoso, ele não cortou caminho pela grama, mas, seguiu a via pavimentada.
Veja as borbulhas que saem do meio do lago. Perceba que é um local circunscrito. É o lugar mais profundo. Vou prová-lo mais uma coisa. Deixe-me achar uma pedra.
Nhô Terêncio saiu a procura pela redondeza, só encontrando um pedaço de tijolo na construção do prédio. Demorou um pouco. Acompanhei seu deslocamento, mas também continuei a perceber as bolinhas formadas na superfície do lago. Deduzi serem gases que afloram frente ao movimento de algum peixe, e até mesmo da decomposição de resíduos orgânicos. Aproximou-se e disse: “Vou jogar esta pedra bem naquele local. Vamos ver se consigo acertar”.
Atingiu bem nas bolhas. E aí acontece um fato surpreendente. Ocorre uma movimentação da água, borbulhas gigantes se formam, respingos espalhados ao longe e uma barulheira esquisita, e acreditem, aquele pedaço de tijolo retornou próximo a nós, tal qual um bumerangue. Vi claramente quando caiu na grama perto de um cedro, zunindo no meu ouvido.
Até estou vendo o leitor com riso sardônico e amorfo, achando que perdeu tempo na leitura deste causo. Mas lenda que é lenda, para um bairrista incorrigível, tem que ter encenação.
No entanto, se desejar melhores esclarecimentos, ou mesmo apreciar um acontecimento semelhante é só procurar Nhô Terêncio e talvez algum motorista dos táxis ali estacionados, que certamente confirmarão. Outro indivíduo que pode dar pormenores deste e de outros fatos surpreendentes acontecidos nas cercanias da lagoa, é o Demétrio, que por longos anos foi enfermeiro do hospital.
Seria bom prevenir os operários que trabalharão nessa obra. Reportagens, nem pensar. A serpente odeia fotografias. Os curiosos devem ficar bem distantes. Não vamos perturbá-la. Nossa Catedral está tão bonitinha, podem até deixarem de construir a nova.
Concluiu Nhô Terêncio bastante temeroso.




























22.9.11

O festival que virou moda
















A iniciativa da Unicentro, em comemorar seus 21 anos com a organização de um festival, é uma questão que merece muitos elogios. A universidade contribui não só com a cultura, mas também reacende o costume dos festivais de música. O Festival Universitário da Canção tem 42 candidatos na disputa, entre composição própria e interpretação. Mas para quem acha que o festival da Unicentro é o único de nossa região, aconselho que leia esse texto pois apresentarei aqui o Fecades, festival de uma comunidade religiosa da cidade.

Um festival de música sertaneja sediado em um dos bairros de Guarapuava. Não teria nada de anormal se fosse uma festa que atingisse apenas uma comunidade. Mas na verdade esse evento tornou-se grande a ponto de pessoas de outras regiões participarem. Ele é realizado pela paróquia Divino Espírito Santo, na Vila Bela.


Festival da Canção do Divino Espírito Santo, o Fecades como é chamado, foi criado no ano de 2004. A partir daí começou a ser realizado todos os anos, já são oito edições. No inicio os organizadores não pensavam em ter resultados expressivos, mas como o resultado surpreendeu logo na primeira edição, a Paróquia resolveu continuar com a principal atração da festa.


Todos os anos sobem ao palco pessoas de diferentes cidades, inclusive da capital paranaense, e até mesmo de outros estados como Santa Catarina, por exemplo. Sílvia Oliveira, organizadora do evento, acredita que não é apenas a premiação que chama atenção das pessoas, mas também o respeito e prestigio que o festival adquiriu nesses sete anos. Ela conta que pessoas que participaram do festival, hoje seguem carreira profissional. "A dupla Dinei e Alex que hoje nos presta serviço com a banda, começaram aqui no Fecades", comenta. Os dois músicos já se apresentaram no festival e foram vencedores em duas edições.



Sílvia, que há anos organiza o evento, acredita que ele se tornou parte da cultura da comunidade. Ela considera o evento como uma contribuição social. "É um evento que traz entretenimento e diversão para as pessoas", opina. Segundo ela, todos os anos, a equipe organizadora que conta com dez integrantes, todos voluntários, ao final de uma edição começa a pensar na próxima que está por vir. A ideia é trazer novas atrações, sempre inovando para que o Fecades continue caindo no gosto das pessoas, fazendo parte da cultura do local.

18.9.11

Nosso super-herói inventado




Pode ser jovem ou um pouco mais maduro. Pode ter o rosto lisinho ou aquela barba que espinha. Pode ser saradão e bem conservado para a idade... Ou também, pode carregar o peso dos anos na pochete da barriga.
Pode ser descolado, fazendo o tipo de “tiozão” da galera. Pode ser mais sério, ter aquela cara de poucos amigos com a testa franzida. Pode ser alto, baixo, loiro, moreno...
O fato é que nenhuma dessas características podem realmente descrever quem é ele. Um dia, aquele que te pegou no colo, que te fez dormir, que acalmou teu choro... No outro quem levanta no meio da madrugada para te buscar na balada, quem não esquece de dizer “Olha, olha, cuidado!” toda vez que você vai sair, e que mesmo depois de muito tempo, vez ou outra, ainda, acalma teu choro.
Existem dias que ele é a fonte do teu estrese, em outros ele é a companhia perfeita para assistir a um filme de faroeste. Ele pode não rir muito, e quando o faz, se o faz, você tem certeza de que poderia ficar ali durante horas sentindo aquela sensação boa de vê-lo sorrir.
Às vezes ele é meio atrapalhado, às vezes tem dificuldades para expressar seus sentimentos, às vezes o carinho dele machuca. No fundo, você sabe que ele não leva jeito para super-herói e nem por isso deixa de considerá-lo como tal.
Você conhece todos os seus defeitos, não concorda com muitas coisas que ele fala, acha que ele deveria se preocupar menos e que você pode se virar bem sozinha. Mas a verdade é que, apesar de todos os contras, você precisa dele.
Você sabe que a presença dele ao seu lado é indispensável e que a importância que ele tem em sua vida é indiscutível.
Você sabe que se ficam juntos muito tempo logo, logo as brigas começam, mas que se ficam longe a saudade não demora a se manifestar. E, então, quando ela chega, você busca um espelho, olha-se e tem a impressão de estar o vendo.
Você muda de opinião constantemente, faz escolhas novas todos os dias, trilha caminhos diferentes do que ele havia imaginado, mas no final, tudo o que você quer é fazê-lo sentir orgulho de quem você se tornou.

17.9.11

Cinco anos sem Cavalhadas

O que são Cavalhadas?
As Cavalhadas são representações teatrais com base na tradição européia da Idade Média. Instituídas pela rainha Isabel, de Portugal, motivadas por conflitos religiosos, as Cavalhadas representam a luta entre os cavaleiros vestidos de azul (cristão) ou vermelho (mouros), armados de lanças ou espadas. A nobreza é representada por reis, príncipes, embaixadores, etc... todos muito bem fantasiados com roupa de época. Os outros personagens mascarados representam o povo. As representações duram três dias, sendo que em cada um deles, há uma nova batalha. No final, os cristãos vencem os mouros, que se convertem ao cristianismo.



O que Guarapuava tem a ver com isso?
Guarapuava até pouco tempo sediava esse que era considerado o maior  espetáculo épico do sul brasileiro encenado a céu aberto do Sul do país. Pois é... mas infelizmente a tradição se perdeu. Desde 2006 o município deixou de celebrar esse evento, devido à dividas e a falta de patrocínio. Rita Felchack, uma das coordenadoras das Cavalhadas alega que as pessoas estão sempre questionando se o evento um dia irá voltar. “O que dizemos é que torcemos para que volte”, completa Rita.

Murillo Walter Teixeira, personagem ilustre de Guarapuava também fala sobre o assunto. "As Cavalhadas eram uma maneira de divulgar Guarapuava, mas houve uma inferência nas últimas representações que tiraram a essência do evento. Ele também sente falta da encenação, mas tem uma opinião diferente da de Rita:  "Se a população não está se mobilizando, é porque não acha importante que o evento volte a ser encenado."

Cada qual com sua opinião, a verdade é que as Cavalhadas fazem parte da cultura de Guarapuava. E sempre que uma característica como essa é deixada de lado, um pedacinho da história regional se perde, ou quase morre...

Modos de falar

As origens dos sotaques brasileiros estão na colonização do país feita por vários povos em diferentes momentos históricos. O português, como se sabe, imperou sobre os outros idiomas que chegaram aqui, mas sofreu influências do holandês, do espanhol, do alemão, do italiano, entre outros.

            A partir do século XIX, houve uma grande transformação no cenário de imigração brasileiro. Dom Pedro II cedeu um aval para a entrada de estrangeiros no país, visando o povoamento do Brasil, a partir dai houve grande imigração de europeus e asiáticos que temperaram a base portuguesa, surgindo o atual conjunto de sotaques.

É só reparar o sotaque e a região para lembrar os vários imigrantes que contribuíram para a história do país. No Sul, os alemães, italianos e outros povos vindos do leste europeu. No Rio Grande do Sul, acrescenta-se a estes a influência dos países de fronteira, de língua espanhola. São Paulo e sua grande comunidade italiana, misturada a pessoas vindas de várias partes do Brasil e do mundo; Pernambuco e os holandeses dos tempos de Mauricio de Nassau. Os exemplos são muitos e provam que os sotaques são parte da história da formação do país.

15.9.11

Quem tem medo da Serpente?

Reza a lenda que debaixo do solo Guarapuavano existe uma enorme serpente cujo corpo começa com a cabeça na Catedral e termina com sua cauda na Lagoa das Lágrimas.

A estória começou a ser contada em meados do século XX, por mães e professores que queriam meter medo nas criancinhas que cabulavam as aulas na escola que ficava entre a Catedral e a Lagoa (onde hoje é o Fórum) as fazendo ficar desmotivadas a continuar faltando à escola.

Essa lenda pode até não ter convencido as crianças da época, mas não se pode negar que hoje é uma das mais conhecidas da cidade, e certamente faz parte do lado cultural histórico de Guarapuava.

Como toda lenda que se preze, a lenda da Serpente da Lagoa das Lágrimas correu o tempo de boca em boca, aumentando um ponto aqui, diminuindo um ali, até que se criaram diversas versões dessa estória.

Há quem diga que sua cabeça estaria embaixo da Catedral, seu corpo sob o cemitério (que ficava entre a Catedral e a Lagoa) e seu corpo terminava com a cauda na Lagoa. Quem conta essa versão da história diz que durante a noite a cobra se alimentava de crianças que eram sepultadas sem serem batizadas, e que quem as oferecia ao animal era um pároco da igreja.
O conto é tão bizarro que, segundo essa versão, a cobra era alimentada enquanto dormia, e que o dia em que ela despertasse, com apenas um movimento a igreja seria demolida. Sem a igreja, a cidade acabaria. Isto porque eram tempos em que a religião católica ainda exercia grande poder perante à sociedade, e suas igrejas eram os pontos mais importantes de um município.

Outra versão dá conta de que o bichano despertaria é com o apito do primeiro trem que chegasse à cidade, já que a espera por ele já passara de quarenta anos. Como tal fato não aconteceu, tiveram de inventar outra continuação para que a lenda não se perdesse.
Foi aí que começaram a dizer que se a Catedral fosse demolida para a construção de uma nova, aí sim a Serpente iria despertar enfurecida, acabando com tudo o que cruzasse seu caminho. Guarapuavanos que acreditavam na lenda e temiam a cobra, impediram a demolição da igreja que estava prestes a acontecer, acreditando-se assim que finalmente a serpente adormeceu para sempre, Guarapuava estava a salvo, e seus restos foram encontrados no cemitério antigo por volta do ano de 2005.
Mas ainda há quem acredite que a cobra está adormecida apenas aguardando o término da construção da primeira estação de trem da cidade, e que assim que o apito do trem soar, ela despertará enfurecida destruindo tudo o que tiver pela frente.

Bem que a cobrona poderia estar debaixo do cavalão do Diogo Portugal, não é mesmo? Quem sabe assim ela resolvesse despertar e acabar com um dos principais motivos de deboche de Guarapuava, a “cidade do futuro”...
Arte criada para ilustrar a crônica da Serpente escrita por Murillo Walter Teixeira, personagem ilustre de Guarapuava.

14.9.11

É preciso saber viver

Arquivo pessoal. Na foto: Giulia I. B. Pederssetti.


As pessoas reclamam do frio, do calor, do vento, da chuva, das horas não passarem, dos anos voarem, do sabor, do aroma.
Sabe aquela expressão: “Reclamar de barriga cheia” ? Pois bem, todos fazemos isso. E todos significa todo mundo mesmo. E é triste porque enquanto a gente
fica por aí reclamando da vida, poderia muito bem estar fazendo algo útil, ou que pelo menos servisse de bom exemplo para alguém.
E falando em bom exemplo, eu queria citar algumas pessoas que serviram de inspiração para esse texto: Minha mãe, meu vizinho e uma moça que eu nem conheço pessoalmente. O que elas tem em comum? O Câncer.
Minha mãe, há muitos anos, descobriu que tinha câncer de pele. Fez várias cirurgias, ficou com cicatrizes no rosto, nos braços, no ombro. Ficou com uma cicatriz ainda maior lá por dentro, no coração. Essa, é uma doença que deixa muitas marcas.
Hoje, minha mãe está curada, mas vive à base de protetor solar, não pode usar blusinhas que não protejam seus ombros e braços. Ir pra praia? Poucos minutos e embaixo do guarda-sol.
Você acha que ela é uma pessoa triste por isso? NÃO! A alegria que se vê nos lindos olhos azuis dela não se vê tão fácil por aí.
Recentemente descobri através das redes sociais que o pai de uma vizinha minha está com câncer também. Toda vez que ela posta no facebook que ele está indo enfrentar quimioterapia, conhecidos e amigos depositam a sua confiança em que ele vai superar tudo isso. E é bonito ver o quanto as pessoas tem fé, oram e torcem por alguém que, muitas vezes, nem conhecem direito. O câncer faz as pessoas ficarem assim, mais humanas.
E a última, porém não menos importante, é a moça dona de um
blog onde escreve sobre como vem vencendo bonito essa doença. Ela sim, tem um sorriso que ilumina qualquer “fundo de poço”, tem uma determinação que é rara de se ver, tem mais força do que esses lutadores da UFC. Ela tem umas palavras, um jeito de escrever que emociona a gente e nos faz perceber o quão longe a gente pode ir depois de pensar que não podia mais. E você deve estar pensando como eu sei de tudo isso sem nem conhecê-la. Meu amigo, essas coisas estão estampadas nas fotos que ela coloca, nas palavras que ela escreve e nas histórias que ela conta.
E com tudo isso, essas três histórias resumidas que você leu, eu quero dizer pra mim mesma e pra todo mundo: vamos parar de reclamar tanto e começar a agradecer mais.
Agradecer mais por cada dia, por cada momento alegre, pelas pessoas boas que nos rodeiam, pela saúde que, embora incomode as vezes, nós ainda temos. Agradecer mais por existirem pessoas assim, como essas três que foram citadas, que nos inspiram a viver melhor. Agradecer por, do nosso jeito e no nosso tempo, conquistar o que queremos.
Lembre-se sempre que há muito mais motivos para agradecer e para sorrir. Pedro Bial estava mais certo do que nunca ao dizer “Mas pode crer, daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito que você nem desconfia, hoje em dia, quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente”. Filtro Solar.

13.9.11

O temor dos 27


                Live fast, die young. Para alguns, uma filosofia de vida. Para outros, a imediata associação ao temor dos 27. Amy Winehouse, Janes Joplin, Kurt Cobain, Jimi Hendrix. Até que ponto a procura pelo prazer pode ser julgada?
                Dizem que é na juventude que temos o poder (Yes, we can!) de mudar o mundo, viajar para lugares com o mínimo de conforto sem se importar com isso e fazer festa simplesmente por ser segunda-feira. Também dizem que esta juventude é desenfreada e que ainda entendem muito bem sobre sexo, drogas e rock n’ roll.
                Amy, como já citada no primeiro parágrafo, passou de mera desconhecida para rainha da dor de cotovelo com seu blues chafurdado à bebida alcóolica e cocaína. Viu sua ascensão à fama, sentiu sua vida atingir pontos altíssimos e baixíssimos em curto prazo e viveu descontroladamente sem se importar com a imagem que a mídia divulgava.
                Tudo bem, ela realmente estava com resquícios de pó branco no nariz, dormiu em uma calçada após uma noite daquelas em Londres e por inúmeras vezes não conseguia lembrar da letra de suas próprias músicas devido ao alto teor alcoólico em seu sangue. Verdade seja dita: Amy não era o exemplo perfeito de conduta para a próxima geração.
                Porém, viveu e morreu como quis. Veículos midiáticos abordavam o assunto como “a cantora londrina que tinha sérios problemas com álcool e drogas”. A questão é: quem pode julgar e determinar o que é certo ou errado? O que é bom ou ruim?
                O que existe é um senso comum entre assuntos. Obviamente, não sou a favor de vícios e acho terrível quem vivencia uma dependência química. Falo mais precisamente sobre o consenso que existe sobre como as pessoas devem viver.
                A procura pelo prazer vai muito além de conhecimento ou cultura. Pode-se relaxar praticando ioga ou fumando maconha, pode-se divertir-se ingerindo bebidas alcoólicas ou tomando água, pode-se viver desse ou daquele jeito. Sempre haverá preconceitos e pré-julgamentos sobre as escolhas individuais.
                O que coloco em questão é o preconceito por quem escolheu seguir por um caminho diferente daquele que é considerado bom e a resguarda que outras pessoas têm por sentirem medo de julgamentos.
Uni-vos pelo orgulho da opção, pela vontade de sentir-se vivo, pela felicidade, pela eterna busca do hedonismo!

9.9.11

Filme a Fogo

Exposição de quadros acontece na Unicentro


A pirogravura consiste em desenhar sobre a madeira, queimando a sua superfície o artista usa a criatividade para dar forma aos seus trabalhos. José Henrique Bueno, autor dos quadros, conta que começou a utilizar está técnica desde cedo. “Morava no interior, comecei a desenvolver está habilidade usando o próprio ferro de passar roupa, com o passar do tempo fui me aperfeiçoando”.

Além de uma boa técnica, o artista precisa ser talentoso. “Dependendo do grau de dificuldade, eu demoro de 5 a 18 h para terminar um quadro, sem dúvidas é um trabalho difícil”, completa.

Os quadros vão permanecer até o dia 16 de setembro no Centro de Exposições do Campus Santa Cruz da Unicentro.

8.9.11

A Noviça Rebelde: filme vencedor de cinco Oscars

Com essa informação não precisaria nem escrever o quanto o filme é bom


O filme The Sound of Music ou a Noviça Rebelde (título no Brasil) é um belíssimo filme dirigido por ninguém menos que Robert Wise, diretor do fabuloso longa Cidadão Kane.

O filme foi indicado para 10 Oscars, ganhando cinco deles. O resto dos indicados do Academy Awards de 1965 não tiveram chance perto desse maravilhoso filme que teve uma trilha sonora simplesmente perfeita e Julie Andrews como protagonista.



Em minha opinião a Noviça Rebelde é um dos filmes que não deveria faltar em nenhuma lista dos melhores filmes já feitos, e para quem está curioso em saber o porquê ele está sendo tão elogiado aqui no Gorpa Cult, explico o enredo:
Na Áustria de 1930, uma jovem mulher chamada Maria está para fracassar em sua tentativa de se tornar freira. Quando o capitão da Marinha Georg Von Trapp escreve ao convento solicitando uma governanta que pode lidar com seus sete filhos travessos, Maria é enviada. A mulher do capitão está morta, e as crianças são infelizes pela frequente ausência do pai. Quando Maria chega, ela é inicialmente recebida com desgosto, mas sua bondade, compressão e senso de humor logo fazem com que as crianças mudem seu comportamento com relação a ela, deixando que a alegria faça parte dos seus dias.

Eventualmente, o capitão e Maria se apaixonam, apesar de Georg já está noivo de uma baronesa e Maria ainda ser uma postulante. O romance faz com que os dois começam a questionar as decisões que eles fizeram. E daí para frente, nem tudo na vida da família será fácil, pois quando os nazistas dominam a Áustria, o capitão é convocado para servir na marinha alemã. A família decide então, fugir através da fronteira para não se aliar ao nazismo.

Quem ficou curioso e quer assistir A Noviça Rebelde, garanto que não vai se arrepender.

Quando eu era jovem






Querido Diário,


Hoje é dia 10 de setembro de 2061, e eu estou com 70 anos. Sentada sobre uma cadeira de balanço na varanda da minha casa, comecei a olhar algumas fotografias antigas de quando eu era jovem.
Meus olhos se fartaram de água quando lembrei-me da minha infância.

Sem computador, eu costumava brincar com minhas amigas no meio da rua, jogávamos futebol, vôlei, esconde-esconde. Roubávamos as frutas do vizinho da esquina e elas pareciam ter o melhor sabor do mundo. Minha mãe chamava “Filha, vem pra casa!” quando já era tarde da noite, e era assim, gritado mesmo e não por celular ou afins. Depois quando ganhei meu primeiro computador achei maravilhoso, mas continuava dando mais importância ao convívio pessoal e não virtual. Mais velha, eu ia a casa das minhas amigas para conversar sobre a aula, sobre os meninos, sobre outras meninas.
Eu vivi numa época em que se sujar fazia bem, eu gravava as músicas que tocavam no rádio num objeto chamado fita cassete. Eu fazia bolo de barro, assistia a desenhos na TV.
Hoje, ah, hoje está uma bagunça. Com essa tecnologia, as crianças não brincam mais na rua, mas sabem tudo sobre internet. Não fazem bolo de barro, elas comem essas comidas enlatadas e porcarias o tempo todo. Não se sujam, não dançam na chuva. Estudam desde pequenas para serem o mais inteligente possível e conseguirem um bom emprego fazendo alguma coisa pra mudar o planeta que, a propósito, começou a dar sinais de falência já na minha época, mas o número de pessoas que realmente fazia algo pra mudar a situação não foi suficiente.
Hoje, é mais fácil ver robôs do que pessoas nas empresas. Sentimento é algo que não se vê muito por aqui. Todos foram ficando automáticos, sistêmicos.
Eu vivia numa época em que se casava por amor, não por conveniência. Eu sabia o valor de cada pessoa, de cada gesto. Dava importância pras pequenas coisas. Dançava muito, sorria muito, tomava muito sorvete e comia muito chocolate.
Hoje, nada disso importa mais. Pra falar com alguém você aperta uma tecla, pra fazer tal coisa ativa tal comando.
Se essas pessoas soubessem o que estavam fazendo, não teriam permitido que tanta evolução acontecesse. Ninguém mais assiste à novela junto ou conversa tomando uma cervejinha e vendo futebol, ninguém mais tem aquele afeto que se via estampado no rosto.
Meu filho, preferiu não se casar. Só tinha olhos para a carreira e continua assim.
Não tenho netos para contar essas histórias, Davi é meu único filho e optou sucesso no lugar de família e eu não pude fazer nada.
O que me resta é aproveitar o que falta da minha vida com o meu velho companheiro, que está me servindo o chimarrão e ficar pensando que se eu pudesse voltar no tempo eu iria aproveitar bem mais os dias de sol, de chuva, ia dançar muito mais, beber muita água, conhecer os lugares deslumbrantes que existiam.
Se eu tivesse a chance de voltar, quando eu era jovem, teria dado ainda mais vida a minha vida.

7.9.11

Construindo romances

Corpo e mãos cansadas, o suor escorrendo pelo rosto, essas são apenas algumas pequenas características de quem trabalha na construção civil. Os mestres Pedreiros, que aprenderam com a vida a trabalhar, expõe sua arte no dia a dia com construções que muitos duvidam ser de uma pessoa que não tem o estudo de um engenheiro, mas que consegue com o trabalho e o suor erguer o sonho da moradia. Essa arte pode se comparar a arte de escrever, de contar historias, romances e construir cultura. Enival Francisco Ribeiro foi contemplado com as duas, a de escrever e construir. Pedreiro e leitor apaixonado, Enival escreveu Alma de Herói, inspirado nos contos da Avó, que morreu quando ele tinha apenas 14 anos. “Ela me contava muitas coisas sobre os horrores da Guerra. Durante um bom tempo, estudei e analisei os documentos sobre as duas guerras e depois decidi criar um romance, procurando respeitar as datas, os fatos e também os locais dos acontecidos” conta Ribeiro.

O romance é inspirado na história do Avo que lutou na primeira guerra, como fuzileiro, Paul Limberger, que também dá nome ao personagem. A Alemanha, país natal de Paul vive um período muito complicado de sua história durante as duas Grandes Guerras. A violência dos conflitos e os horrores nazistas impuseram medo e um entorpecimento de valores como a lealdade, o amor e a amizade. É nesse ambiente que PAUL, um menino de origem humilde, é exposto à perda de seus pais, amigos, dignidade, e esperança por um futuro melhor. Em meio a todo sofrimento causado pelas grandes Guerras, um menino descobre o significado do amor e amizade. Após a morte de seus pais e amigos, Paul se vê ameaçado de perder o amor de sua vida, pela ação de oficiais do alto comando do exército nazista. Decidido a resistir, Paul luta por seus valores e sentimentos, mesmo indo contra todo o aparato de guerra do Reich. Disposto a resistir, fiel a seus princípios, ele jura vingança e acaba se envolvendo numa luta dramática pela sobrevivência no caos da guerra. Alma de Herói é um livro construído aos poucos e em suas 461 páginas, o autor consegue repensar conceitos de sentimentos do ser humano, como os valores que o jovem aprendeu a superar na guerra.

4.9.11

O que você precisa pra viver?


Passei o dia todo pensando que assunto iria abordar nesse texto, durante a tarde quase escrevi, mas sem inspiração o suficiente, desisti.

Há pouco mais de meia hora descobri sobre o que escreveria. Meu namorado me deu umas moedas e eu fui comprar um lanche pro menino parado na frente da faculdade num dia relativamente frio, de chinelos remendados e pouco agasalhado. Agora, além de ter comido, ele deve estar com os pés quentes, pois o all star que eu não usava mais está com ele, John Lennon.

Perguntei se ele sabia que tinha o nome de um cantor famoso, ele sorriu e não respondeu. Imaginei que o menino, de aproximadamente 10 anos, não sabia de quem eu estava falando.

No Brasil, existem cerca de 16,27 milhões de pessoas em extrema pobreza, que precisam tanto de roupa como nós, calçados como nós, alimentos como nós. Agora eu lhe pergunto: o que você precisa pra viver?

Todo dia, as pessoas falam que precisam de um carro melhor, de um sapato novo pra sair, de um vestido novo pra festa, de brincos, camisas etc. Tudo porque elas “precisam” disso, senão ninguém vai notá-las, admirá-los, invejar eles e elas.

E essas 16,27 milhões de pessoas querem somente uma oportunidade. Um emprego, de qualquer coisa, em qualquer lugar, elas querem a chance de provar pra si e pra família que podem. Elas só precisam disso. E elas não vão ligar se não tiverem um adidas, Calvin Klein para ir pedir emprego, porque elas querem mostrar o que elas sabem e o quanto estão dispostas a dar de seu melhor pra merecer aquela vaga.

E eu tenho pleno conhecimento de que esse texto não vai mudar o mundo nem tão pouco promover a paz mundial. Quero apenas desabafar e fazer com que cada um que leu esse texto possa refletir mais sobre o que é realmente importante para viver.

E para encerrar eu deixo uma frase, de um autor desconhecido: “Sempre tive pena de mim mesmo por não ter sapatos, até que encontrei um homem que não tinha pés.”


1.9.11

Eu tenho medo é de gente!

Hoje ouvi uma música do Lenine e da Julieta Venegas. Desde que prestei atenção na letra, senti uma vontade imensa de falar sobre o assunto. Medo. Tem gente que adora dizer que isso é coisa para os fracos e que não tem medo de nada. Aposto que morre de medo de dizer que tem medo. Isso sim!
Eu não tenho vergonha nenhuma em admitir que sempre fui medrosa e vou confessar que sinto saudade de quando o maior medo era o de apagar a luz e aparecer alma penada.
Depois que a gente cresce, até os medos mudam. E não é porque descobrimos que o fantasma não vem nos pegar durante a noite ou porque a noiva do espelho não existe.
Hoje, por exemplo, eu tenho medo de não ter um bom trabalho depois que terminar a faculdade, de errar, de decepcionar as pessoas. Tenho medo de colocar muito sal no arroz, de queimar uma peça de roupa enquanto estou passando... Tenho medo de fazer escolhas erradas e muito (mas muito) medo perder as pessoas que amo. Tenho medo de não ser uma boa mãe ou de não poder ter filhos, mas o que mais me dá medo são as pessoas. Como existem pessoas más nessa nossa vida. E o pior de tudo, é que quando elas o são, não vêm com uma plaquinha de “Mantenha Distância” ou “Cuidado. Perigo!”.
Medo de gente ruim deveria ser igual ter medo de fantasma: a gente acende a luz e pronto! Passou!
Quantos que andam por aí, com cara bom moço, com jeito de querida, com carinha de boneca, mas que no fundo são pessoas feias, vazias, que se alegram com a desgraça dos outros ou pior, que provocam a desgraça dos outros.
Tenho medo de pessoas que perdem o respeito por si mesmas. Consequentemente já perderam também o respeito pelos outros, e sem respeito, tudo perece. As pessoas me assustam, porque não consigo entender como pode um ser humano sentir e praticar coisas tão
desprezíveis. Depois de ler isso, tenho certeza que concordará comigo.



http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,mulher-gravida-de-sete-meses-e-espancada-por-adolescentes-no-ms,766624,0.htm

Não precisamos chegar a esses extremos para saber que a maldade está em todos os lugares, em milhares e milhares de pessoas e que ter medo de gente não é coisa de maluco, não.
Alma penada ainda me dá muito medo. Tenho calafrios só de imaginar. Mas pra isso eu ainda posso acender a luz que elas vão embora.

...E com gente...a gente faz o quê?!

Miedo- Lenine e Julieta Venegas


http://www.youtube.com/watch?v=a6Y2JBIWr7I

 
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