28.10.11

Nas vésperas do dia das bruxas, "caçaram" os fantasmas!

No inicio dessa semana a movimentação que se viu em Guarapuava não foi de crianças se preparando para o famoso halloween, ou dia das bruxas como chamamos no Brasil, comemorado no dia 31 de outubro. O que se ouviu não foi as crianças ensaiando a famosa frase "doce ou travessura?", mas sim a voz de prisão dada ao presidente da câmara municipal, Admir Strechar, acusado de desvio de verba publica.


A voz de prisão foi dada graças ao competente trabalho dos "caça fantasmas" do GAECO, Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado, e do Ministério Publico que investiga o caso. Além da divisão de salários com seus assessores, Strechar foi encontrado com celulares em nome da câmara e até com pneus novos que deveriam estar a serviço do legislativo mas foram encontrados em seu carro particular. O que estava acontecendo no legislativo era uma verdadeira festa com o dinheiro público, como se ele nascesse em árvore.


A investigação continua, outros vereadores estão sendo investigados. O que se espera é que tudo seja esclarecido e que a justiça seja feita. O que a população guarapuavana espera é poder abrir o jornal, ligar o rádio ou a TV e ver sua cidade com um destaque positivo na imprensa. O guarapuavano está cansado de ver sua cidade em noticiário nacional com escândalos de políticos locais.

26.10.11

Co ivi oguerecó yara!






Considerado um personagem lendário em nossa região, o Cacique Guairacá se tornou conhecido por defender com bravura nossas terras contra a invasão castelhana.


Nas publicações mais antigas, nosso índio visitou diversos lugares, participou de diversos eventos e hoje, mais uma vez, é assunto em nosso blog.
Dias atrás, folheando um livro sobre a cidade de Guarapuava, chamou-me a atenção a parte em que falava sobre lendas e realidades do cacique Guairacá.


No início do século XVII, espanhóis tentavam escravizar os índios. Os índios, por sua vez, sob o comando do cacique Guairacá, resistiam com destemor.
Devido a essa resistência, foi proposto ao rei espanhol que não se tentasse mais a conversão dos índios por meio de armas, e sim através de missionários que levassem até eles a palavra de Deus. Tem-se, então, o início dos trabalhos jesuítas.


Durante muito tempo, os europeus vinham sofrendo derrotas, todas elas comandadas pelo cacique Guairacá. Conta-se que, pronunciando sempre o grito de guerra “Co ivi oguerecó yara” (esta terra tem dono), ele garantiu a vitória em diversas batalhas. Existem registros de inúmeras cartas de padres e membros do exército espanhol que relatam a bravura do índio que “deixava estendida sobre as planícies, toda a infantaria composta de 500 milicianos”.

Um dos relatos que se tem sobre a vida de Guairacá é que certa vez, em busca de índios para catequizar, o padre Tomaz Fildi acolheu quatro índios que procuravam se abrigar de um temporal. Um deles contou ao padre que o Guairacá era o principal cacique de sua aldeia e que por ser muito bravo não acreditava em Deus e não queria ser cristão.


Com medo da reação do cacique por ter contado, o índio não quis voltar para sua aldeia. Os outros três que haviam ouvido toda a conversa, denunciaram o que havia ficado. Guairacá, então, reuniu seu exército e atacou o acampamento jesuíta. Travou-se a batalha entre soldados espanhóis e a tribo do cacique que, com medo dos tiros, acompanhava de longe a retirada do exercito inimigo. O exército europeu ganhou reforços e resolveu contra atacar. Durante a batalha, mataram o cacique Guairacá, fazendo com que o restante de sua tribo debandasse. Com sua morte, os outros caciques acabaram por se aproximar dos jesuítas.

Sobre o cacique Guairacá, figura tão conhecida pelo povo guarapuavano, tem-se muitas histórias. Ainda que tenha um caráter lendário, todas as versões confiram que essa figura realmente existiu e que era um líder muito respeitado por todos os índios das grandes tribos guaranis.

Fonte: Guarapuava: seu território, sua gente, seus caminhos e sua história - Nivaldo Kruger.

25.10.11

Continua sendo verdade...

“Para ser alguém na vida é preciso estudar”. Quantas vezes já ouvimos esse discurso? A maioria das pessoas concorda com ele, mas tem muito jovem por aí com medo de admitir isso.
E por quê?! Esses adolescentes estão em uma fase critica da vida, precisam se reafirmar a todo o momento e sabem que seus pares não perdoam, eles estão lá esperando qualquer deslize para poderem atormentar a vida de quem o cometeu.
Para fugir do que hoje nós conhecemos como bullying, eles optam por fazer a linha “bad boy”, (é melhor ser o agressor do que a vítima?), deixando os estudos de lado para não serem taxados como “nerds”.
E é culpa deles?! Não, a culpa é da sociedade que através dos meios de comunicação, propaga a ideia de que só quem é “descolado” é popular.
Basta assistir aos filmes da sessão da tarde, de cara se entende a situação. A história é sempre a mesma, se passa-se em um colégio aonde temos o cara popular (melhor jogador do time e pior aluno da sala) e o “nerd” que frequentemente é humilhado pelo bonitão. O “nerd” pode até se dar bem no final, mas dificilmente fica com a garota mais bonita do colégio (pela qual ele e todos os outros são apaixonados).
E nessa idade, o que é mais importante? Se dar bem nos estudos ou ficar com a garota?! Na maioria das situações a segunda opção é a vencedora.
O que devemos fazer é mostrar aos adolescentes que a vida é muito mais do que o ensino médio e que a maioria dos “bad boys” quando saem de lá acabam trabalhando para um “nerd”.

24.10.11

Onde estão as crianças?




Há algum tempo, assisti a uma reportagem sobre duas irmãs gêmeas, de uns 8 anos de idade. A rotina delas incluía ir ao salão quase todo dia para fazer as unhas, arrumar o cabelo e dar uma de gente grande. A mãe das meninas, toda orgulhosa, exibia as unhas feitas das crianças que, também, já usavam calçados com um pouco de salto.
Na minha época, levando em conta que tenho quase 20 anos, o que não torna isso tão antigo, meninas tinham terra em vez de esmalte nas unhas, faziam “bolo” de barro, brincavam na chuva, jogavam bola, sujavam a roupa velha e eram crianças.
Hoje, não se sujam mais porque podem brincar, lutar e jogar no computador, tem mais de cem canais a disposição e por mais que não usem, tem um celular para ficar mexendo. Algumas meninas de 15 anos têm características, atitudes e vivem como se tivessem 20.
Onde estão as crianças? Seria um erro dos pais, uma nova geração, um novo conceito de criar os filhos?
Infância deveria ser a melhor fase da vida, quando não precisamos nos preocupar com o que os outros vão pensar das nossas atitudes, quando não precisamos fazer contas no final do mês nem ficar se preocupando com padrões de moda e beleza. Quando não importa o que você tem e sim com quantos amigos você vai brincar no fim de semana.
Crianças devem ser crianças. Depois disso, elas terão tempo o suficiente para pensar como adulto, agir como adulto e ser adulto.

22.10.11

De pernas para o ar!


Certamente você já viu, ou ouviu dizer que o Parque do Lago é frequentemente tomado por grupos de jovens que, incompreendidos, muitas vezes passam por desocupados e/ou baderneiros. Mas você sabe o que realmente rola por lá? É cultura, minha gente! A cultura dos movimentos, apresentações e disputas de hip hop, break, dança de rua. É claro que algumas manifestações que ocorrem por lá podem ser consideradas de mal gosto (em todo lugar existe isso), mas esse não é o foco deste texto.

Existem grupos na cidade que amam a dança e se empenham em ensaios semanais para mostrar ao povo guarapuavano o que a cultura hip hop pode oferecer.



Luiz Rafael Merchior comanda o grupo Frezzy's Crew. Ele não sabia nada sobre dança, aprendeu vendo com os amigos vídeos e filmes. Posteriormente, fez workshops, viagens e manteve contato com outras pessoas para adquirir experiência. O grupo, que participa de campeonatos municipais e regionais, já foi campeão nas categorias coletivo e individual (Rafael). Os Frezzy's Crew estão sempre com vagas abertas para os interessados em aprender a dançar hip hop.

[Elas]
Nem só de meninos se faz o break. Como em todos os outros segmentos, empregos, setores e lugares, as mulheres estão ganhando espaço. No break, elas vieram para mostrar que o estilo também tem tudo a ver com meninas. E claro, elas trazem com elas todo o charme feminino.



Cabelos loiríssimos, olhos claros, estereótipo de garota quietinha, Marissa Mayer surpreende quando conta que dança hip hop. Suas fotos de ponta cabeça surpreendem mais ainda quem acreditava que hip hop “não é coisa de mulher”.



A “B-Girl” (como Marissa se define) se interessou pelo estilo assim que viu vídeos de garotas fazendo as acrobacias do hip hop, e logo procurou aprender. Ela diz não ter sofrido preconceito quando iniciou na dança em Guarapuava.

Os movimentos (e são muitos) do hip hop podem ser reproduzidos pelas meninas, mas claro, exigem um pouco mais de esforço por parte delas.

O conselho que Marissa dá às garotas que querem praticar essa atividade é que elas tenham força de vontade e determinação para permanecer na dança. Outra dica vale para a vida: Mari conta que com esse esforço, as meninas adquirem atitude e confiança para enfrentarem as situações cotidianas.


Ninguém quer te obrigar a amar o hip hop. Se você não gosta, apenas respeite da mesma forma que você gosta de ser respeitado em suas escolhas, gostos e opiniões.
Ao se deparar com uma apresentação de break, pare, olhe, escute. Veja o que os dançarinos tem a oferecer a você. Os movimentos são incríveis, e um dos grandes responsáveis pela popularização dessa cultura.

Clique na foto para vê-la corretamente


Serviço:
Grupo Frezzy's Crew
Ensaios: Terças e Quintas às 18h30 para iniciantes – 20h00 avançado
Local: Instituto de Dança IDAG. Rua XV de Novembro (em cima da Farmacia 3000 em frente ao Shoping Maria Antonia).
Mais informações com Rafael: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=7053995798501036561
(42) 3626-5373 ou (42) 84035373

20.10.11

Exposição retrata cultura afro brasileira em Guarapuava

Esta em cartaz até o dia 31 de outubro no centro de de artes Iracema Trinco Ribeiro a Exposição: Afro-descendentes com a Mãe Aparecida celebram o seu ano internacional. À mostra, objetos que trazem uma reflexão sobre a cultura afro brasileira em nossa cidade.

A coordenadora da exposição, Nerci Aparecida Guiné, ressalta que a população negra é bastante expressiva em Guarapuava. “Não podemos esquecer da história e da cultura afro brasileira. É importante que todos conheçam pois isso ajuda a diminuir o preconceito.” afirma Nerci.

A exposição faz parte das comemorações do dia da Consciência Negra, comemorado em todo Brasil no dia 20 de novembro.

O Centro de Artes fica na Rua Marechal Floriano Peixoto ao lado da catedral.

19.10.11

Alguém me explica?


Eu gostaria de entender por que algumas lojas, imobiliárias e relojoarias em Guarapuava fecham suas portas na hora do almoço. Afinal, esta me parece a hora mais propícia para que aqueles que trabalham durante o “dia útil” têm para resolver seus assuntos pessoais no comércio. Revezamento de funcionário está aí para isso.

Ok, eu até entendo que para alguns empresários isso geraria custos adicionais e etc, mas eu não aceito que este mesmo empreendedor não se arrisque para pelo menos ver se dá certo. O bom empreendedor é aquele que vai bolar uma promoção, um diferencial para atrair mais consumidores, e dessa forma suprir o gasto “adicional” que supostamente teria se não baixasse as portas no horário de almoço.

Por que alguns guarapuavanos têm medo de se arriscar, medo do novo?

Guarapuava é uma cidade consideravelmente grande, bonita, mas tão atrasada em certos aspectos...

De um lado, não temos opções em áreas de lazer para a família nos fins de semana ou ambientes alternativos que fujam dos locais de sempre: CTG's, baladas de sertanejo universitário e apenas um pub. De outro lado, parte da população ignora novos empreendimentos que se instalam na cidade e, desmotivados, pouco aguentam ficar por um ano.

Como explicar tanta desconfiança ao novo?

De que adianta clamar por um shopping se as novas lanchonetes, restaurantes e afins que abrem na cidade passam meses às moscas até que o guarapuavano realmente confie e prestigie aquilo?

É perceptível que uma coisa puxa a outra, e continuamos rolando a bola de neve do investimento versus desconfiança/desinteresse sem saber ao certo quando “dias melhores” virão.

Alô, povo guarapuavano, digam-me o que vocês querem!

Queremos um shopping? Então, vamos prestigiar o comércio/setores alimentícios já existentes, para que motivados esses empresários propiciem algo MAIOR para nós! Queremos balada boa? Deixemos de lado de vez em quando nossas cobertas no frio de junho e vamos até as pistas de dança aquecer nossos corpos com música! Queremos um centro mais convidativo? Então, deixemos a comodidade de nosso lares e vamos levar animação até às ruas, até o FINAL da XV de novembro, tão “abandonada” (mesmo em finais de semana) no trecho que vai do Lago até a Catedral.

Como minha avó costumava me dizer, “não é a escola que faz o aluno, é o aluno que faz a escola.” Pois bem, não é Guarapuava que faz seu povo, somos nós que fazemos Guarapuava!

Fotos por: http://www.blogger.com/profile/05860738053940192788


Palhaços doutores a serviço da saúde

Uma atitude pode fazer toda a diferença na vida de uma pessoa que está no hospital. Por meio de humor é possível levar alegria para crianças, adultos e idosos que por algum motivo estão internados

Aqui em Guarapuava, o projeto Palhaços Doutores faz quatro anos que existe, o fundador Luiz Lima, mais conhecido como Dr. O+, conta como surgiu a idéia. ”Em uma tarde eu percebi quanto às pessoas precisavam de alguns minutos do meu tempo livre, eu precisava ajudar a transformar a vida de alguém que estava em um quarto de hospital”.

O grupo é formado por voluntários que passam por um treinamento onde aprendem um pouco mais sobre questões relacionadas a saúde. Depois disso, eles estão aptos a atuar nos hospitais durante o final de semana. Maquiagens, pincéis, meias e sapatos coloridos os voluntários vão se transformando em palhaços.

A voluntária Adriana Machado, conhecida também por Enfermeira Melhoral explica como entrou no projeto. “Eu gosto muito dessa parte de voluntariado, comecei a fazer a oficina e me apaixonei. Não existe nada melhor do que ver uma criança sorrindo”.

Os palhaços doutores, além de um sorriso no rosto levam até o hospital brinquedos, cantam, fazem brincadeiras, o olhar triste de cada criança vai se transformando em um passe de mágica. Para eles, sorrir é o melhor remédio, pensando assim os palhaços, utilizam do próprio sorriso para auxiliar no tratamento médico.

O grupo é adepto ao pensamento positivo e entra apenas com a permissão do paciente. Durante os dez minutos que os palhaços ficam no quarto, as crianças esquecem os problemas. “A gente entra brincando, cantando, quando entramos no quarto elas não se lembram da dor e apenas dão risada”, ressalta Dr. O+.

Com esse trabalho,
os palhaços alegram a família toda do paciente. A dona de casa Maria José é mãe de uma das crianças atendidas, para ela é fundamental a visita dos palhaços.” Eu adorei a visita deles, eles alegraram o meu filho, é impressionante”.Com certeza eles fazem a diferença nos corredores dos hospitais,não importa a doença, não importa a dor, não há mal que não se vença com alegria e amor.

18.10.11

Para pensar...

Você já notou como os “novos tempos” vêm nos tirando os pequenos prazeres da vida?!
Outro dia lendo uma matéria na Folha, dei conta disso, de como a tecnologia está nos deixando mais preguiçosos. Realizamos tarefas sem pensar no que estamos fazendo, não nos esforçamos para sermos agradáveis com quem está a nossa volta, damos mais atenção as redes sociais do ao mundo real, enfim, não paramos mais para pensar no que estamos fazendo.
Você acorda, levanta, arruma-se, toma café e nem se dá conta disso. Seu cérebro só funciona realmente no momento em que você chega ao trabalho e liga o computador. Muitas vezes, nem reparamos nas pessoas que estão ao nosso redor, é como se ligássemos o piloto automático e entrássemos em um mundo particular/virtual.
Os avanços tecnológicos como a internet, por exemplo, melhoraram a nossa vida, mas não dá para negar que algumas coisas perderam o brilho...
É comum encontrar pessoas que moram ou sempre estão juntas no trabalho/na classe e conversam mais pelas suas redes sociais do que pessoalmente. Você (eu) mesmo já deve ter feito isso. Precisamos tomar cuidado com certas atitudes, para não ficarmos “presos” ao virtual. A gente adora um twitter, facebook, mas viver o real continua mil vezes mais interessante.

13.10.11

“Se mitidando” no bobódramo da XV de Novembro

Sábado, 19 horas. Alguns se arrumando, outros preparando o carro, a moto, ou então, ligando para os amigos a fim de encontro num ponto conhecido e polêmico da cidade: A rua XV de Novembro. Um lugar democrático, que une raças, credos, vontades, tesões, músicas, muitas músicas e todo tipo de flerte e paquera. Essa é a realidade dos finais de semana no “bobódramo” de Guarapuava.

Na rua histórica já discursaram
políticos como o senador Roberto Requião (E por sinal foi em frente à praça Cleve, que saudou o povo guarapuavano de “guarapuavenses”) ou então onde prefeitos como Vitor Hugo e Fernando Carli comemoraram suas vitórias eleitorais, ou por onde Visconde de Guarapuava já deu suas voltas. Esse é o local que já virou palco de violência, bebedeira, batidas policiais, drogas, mas também de casamentos, namoros e encontros.

Hoje, uma lei proíbe o comércio e consumo de bebidas alcoólicas em vasilhames de vidro, a fim de prevenir a violência e limpar a rua que amanhecia o domingo em meio aos cacos de vidros, resultado da festeira da noite anterior. Pode haver críticas, pronunciamentos no rádio, na Câmara de Vereadores e até nos bancos acadêmicos da universidade, mas todo sábado os mais novos e os mais velhos se encontram entre o Colégio Visconde e o chafariz para mais uma noite de festa.

Outra questão é a a paciência e a quantidade de gasolina que aguente tantas voltas, pelo mesmo trecho por mais de quatro horas seguidas. E não pense, amigo leitor,talvez você também vá lá, que só carros populares, ou aqueles caindo aos pedaços dos menos abastados financeiramente que se dão ao desfrute de uma volta no bobódramo. A presença dos carros de luxo é um fato, ferraris, camaros, peugeots conversíveis, camionetes 4 x 4 e, de vez em quando, até caminhão passa pelo local para um encontro casual, ou então, o motivo mais claro de ir até lá: se mostrar, ou na gíria guarapuavana, “se mitidar”.

Foto: Rede Sul de Notícias

Corram para as colinas!


Meus senhores e senhoras, tenho um comunicado importante a fazer. Acabo de constatar algo revolucionário para uma geração inteira, se não, até para um século! Algo que mudará o seu modo de pensar, agir, e com certeza, surpreenderá inúmeras pessoas. Trata-se de algo pouquíssimo visto nos dias atuais, e quando se vê, é de desconfiar de tamanho amor. Mas não aquele amor agarradinho, juntinho, bonitinho. “O amor é outra coisa”. Estou falando daquilo que os homens sentemmas fingem não sentir. É amor?
Ouch! Percebo que toquei em um assunto polêmico, de muitas feridas, muitas opiniões, várias convicções e vários argumentos.Mas, a minha constatação não é um ataque direto aos homens, muito pelo contrário, chega a ser até um elogio.  Elogio, porque convenhamos... não há nada mais consensual no mundo do que mulheres falando “homens são todos iguais” e referindo-se a todas (e várias) desilusões amorosas. Ok, ok, não vamos entrar no mérito de quem esteve errado a maior parte do tempo nem quem teve tal atitude e por que.
Quero apenas fazer um elogio ao sexo masculino por (finalmente!!) ter coragem suficiente para dizer um “Eu te amo” verdadeiro, ter a audácia de contar para os amigos que aquela mulher é “the one”, e, principalmente, pela ousadia de admitir a si mesmo que essa casca grossa sofre tanto quanto a mocinha da novela das 9. Oh! Meu Deus! Será o fim do mundo?
Não estou feminilizando os homens. Aliás, parece que a questão é sempre essa. Escrever sobre sentimentos é brega. Falar então... nem pensar! É a certeza que o nosso amigo ali, o bombado, o mulherengo, o pegador, agora tem sentimentos. E o pior: ele sente de verdade! Ah, como deve incomodar vê-la conversando com um amigo, como dói não receber ligações de boa noite, como é trágico passar o dia sem aquele cafuné diário...
É, meu amigo, funciona assim com todo mundo. Falei precisamente sobre os homens por ser o motivo clássico, porém, acontece com qualquer um que esteja esperando – ou não – aquela palavra de quatro letras.  Por isso, parabenizo todos os homens turrões o bastante que se deixaram apaixonar, e, mais que isso, proponho um brinde de champanhe (que coisa mais mulherzinha brindar com champanhe...) a todos os homens que sentem, admitem, e falam!

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Dançar a dois

Nos dias de hoje quando se fala em dançar não é comum vermos meninas preocupadas em encontrar um par para a arte de "balançar o esqueleto". Nas baladas, nos shows e nos festivais o que vemos é cada um por si, com passos improvisados, acabou surgindo uma nova cultura para a dança.



Mas e a tradicional dança de salão? Se engana quem pensa que esse costume foi extinto, ainda encontramos por aí os seletos grupos que ainda cultivam essa tradição. Primeiro devemos saber que a dança de salão tem origem europeia, nos famosos e elegantes bailes das cortes reias, principalmente na França. Depois essa cultura chegou até o Brasil, um país em que a cultura se reinventa.



São famosas por aqui estilos de danças como o forró, o samba de gafieira, o maxixe e outros costumes regionalistas. Todos com a particularidade e toque especial da cultura brasileira, o que se encontra em comum entre eles é o charme de dançar a dois com passos envolventes em um mesmo ritmo imposto pelo casal.



Aqui em nossa região o que temos de mais comum é a dança gaúcha, são comuns grupos de danças que ensaiam os passos das vaneiras, xotes, chamamés, rancheiras e milongas. Todos com os seus pares, ou peões e prendas, como essa cultura costuma chamar. Também é possível encontrar grupos que ensaiam estilos da música polonesa, italiana e outras etnias.



Seja para se distrair, como forma de entretenimento, para a união social ou até mesmo para as competições o que interessa é manter a tradição. Independente do estilo, da região ou das raízes o interessante das danças de salão é dançar a dois, onde homem e mulher movimentem-se em um mesmo ritmo.

12.10.11

Opinião e o desnecessário padrão

Já que estamos falando em senso comum, que tal dar uma olhada para trás? Na época em que nada se podia achar, pensar, dizer, cantar, ouvir. Há muito pouco tempo, quase não se podia opinar, e os que refletiam a respeito de algo tratavam logo de entrar na lista de procurados pelo poder maior. O que não significava coisas muito boas.

Hoje, conseguimos refletir sobre tudo, opinar sobre muita coisa e de vez em quando, ainda, escrever isso por aí para que as outras pessoas vejam. Hoje, se nos deparamos com situações que nos desagradam, podemos, ao chegar em casa no final do dia, criar um blog e demonstrar nossa indignação por meio de um texto, que, em questão de segundos estará disponível para leitura de qualquer pessoa que também estiver conectada, em qualquer lugar. Esta, também conseguirá se expressar se quiser, concordando ou não, através dos “comentários” possibilitados pelos blogs.

Afinal, qual seria a vantagem desse poderio todo, senão a possibilidade de refletir sobre tudo o que acontece a nossa volta? Tudo o que lemos, tudo o que ocorre durante o nosso dia a dia, as questões que nos são impostas e cobradas. É possível não concordar, é possível falar a respeito, ouvir opiniões diversas, mudar de lado, de opinião e inflamar, se der vontade.

Tudo isso está ligado á formação de opinião, saber o que se quer, o que acha certo ou errado, o que pode ser justo ou não, o que pode melhorar, o que precisa mudar, o que se gosta ou não, nos leva a um amadurecimento pessoal e muitas vezes nos faz tornarmos críticos. O que é muito bom.

Hoje, já não sofremos privação de muitas coisas, podemos viver em função apenas de estarmos bem, podemos adaptar situações de forma que nos agradem. Há alguma liberdade em defender em voz alta uma opinião pessoal, fazer o que gostamos, ouvir o que gostamos, tudo em função de estarmos melhor.

A época das imposições acerca de maneira de se pensar acabou, ser crítico de algo é um papel que nós mesmos podemos ter, estamos livres para refletirmos sobre tudo, não precisamos mais de um pensamento padrão, um caminho padrão, um gosto padrão, uma música padrão, um sonho padrão.

Os que aceitam viver na mesmice acabam ficando para trás, evitando seu crescimento e amadurecimento, enquanto poderiam estar refletindo, enxergando problemas, se indignando, fazendo com que mais pessoas enxerguem e tentando mudar para melhor. Mas, o padrão é o paraíso dos acomodados, muitos de nós temos preguiça de discordar.

Quando pararmos de aceitar as coisas como são, os problemas como são, as dificuldades como são, a injustiça como ela é e todos os problemas que sabemos que existem, mas que não enfrentamos, tudo terá grandes chances de melhorar.


3.10.11

O assunto é música

Grupo Solidum. Foto disponível em: http://gruposolidum.webnode.com/

Desde 2009, o Grupo Solidum está trazendo mais alegria para os jovens de Guarapuava. O projeto é uma iniciativa que surgiu a partir da ideia de reunir adolescentes dos bairros de Guarapuava que gostam de música, mas não têm a oportunidade de mostrar o seu talento.

O grupo recebe recursos do vereador Antenor Gomes de Lima, além de receberem uma ajuda de custo para a participação nos ensaios, compra e manutenção de equipamentos.


Como participar

Para fazer parte do Grupo Solidum, além de gostar de música, o jovem precisa ir bem na escola e ter boas notas. Os encontros acontecem toda semana na Rua Mal. Floriano Peixoto, 1313, no centro de Guarapuava. Atualmente, o grupo conta com 16 integrantes, entre cantores(as) e instrumentistas, além de dois gaiteiros.

Com pouco investimento é possível levar entretenimento, alegria e conhecimento aos jovens. De uma forma gostosa, adolescentes estão aprendendo a cantar, a tocar instrumentos e, mais do que isso, eles aprenderam que ainda existem oportunidades para expôr o seu talento.
Em épocas como a que vivemos, precisamos cada vez mais de projetos que, como este, levem mais oportunidade e alegria para quem precisa.

Qual a sua brincadeira preferida?


Nos últimos dias me deparei com diversas crianças portando um brinquedo que me fez lembrar da infância, quando tinha dez anos de idade. Falo do ioiô. É fato que as brincadeiras das crianças hoje são diferentes, e óbvio também, pois afinal tudo muda e isso é bom. Porém, mesmo com tantas opções de brinquedos modernos, e caros na maioria das vezes, alguns simples e baratos ainda fazem sucesso.

Com este relato e, por coincidência, a proximidade do dia das Crianças em outubro, proponho aos leitores do GorpCult um desafio bastante simples, vamos lembrar aqui de alguns brinquedos ou brincadeiras esquecidas por nós mesmos. Que tal postar seu comentário indicando algo que você brincava quando era criança ou simplesmente conhece? Aproveite e fique a vontade para contar as lembranças que estas brincadeiras lhe trazem. Participem!!!

imagem do blog: pipadoida.blogspot.com

1.10.11

Falando "guarapuavês"

Como boa nortista do Paraná, não pude deixar de reparar nas expressões guarapuavanas, que até então eu não ouvia na minha região. No começo, eu estranhava o jeito que o pessoal fala por aqui, e até hoje rio de algumas palavras que eles usam para se expressar.


O curioso é observar como nós absorvemos com facilidade outras culturas quando passamos algum tempo inseridos nelas. Estou em Guarapuava há quase dois anos, e a única coisa que falta para eu me inserir de vez na cultura daqui é pronunciar as palavras com terminação “e” e “o” da mesma forma como nós a escrevemos (leitE, gentE, quandO).


Eu escolhi algumas expressões (e seus significados) que, a meu ver, são os mais usados nas conversas guarapuavanas. Abaixo seguem essas expressões, e alguns exemplos de como o pessoal as usa entre uma frase e outra.


Se você, como eu, não é de Guarapuava, com certeza já reparou que o pessoal fala assim o tempo todo. Se ainda não conhece Guarapuava mas pretende vir pra cá um dia, é interessante que você entenda como usar algumas delas.

*Viu?!: Expressão essencial para a comunicação em Guarapuava. Serve para iniciar qualquer conversa, chamar alguém ou anunciar um pensamento. Ao invés de chamar a pessoa pelo nome, você diz “viu”. Aplicação numa frase: "Viu, onde você estava ontem?"

*Pois olha: Geralmente usado para iniciar uma resposta. Aplicação numa frase: "Pois olha, não sei se vou estar em casa amanhã à noite."

*Já gosto: Essa expressão só pode ser explicada com um exemplo: Eu já gosto de calor, heim fulano?! Os guarapuavanos usam o “já” na frente da maioria das coisas que vão dizer que gostam.

*Trabalhandinho, estudandinho, fazendinho: Os guarapuavanos têm apreço pelos verbos no diminutivo. Neste caso as palavras significam a mesma coisa que seu sentido original. O diferencial é o charme de pronunciar no diminutivo.

*Resbalar: Escorregar, tropeçar. Exemplo: "Loka do céu, resbalei no meio da rua ontem!"
#A grafia correta da palavra é resValar, mas a palavra é popularmente pronunciada com “b”.

*Piec pombom (não sei se é assim que se escreve): gangorra.

*Loko de bom: Expressão efusiva para quando algo está muito bom.

*Loka do céu: Expressão de aflição usada quando alguém vai contar algo absurdo ou fica chocado com alguma coisa.

*De legal: Expressão um pouco confusa que significa algo como “de legal que você é. você é legal/ porque você é legal". Aplicação na frase: "Ai, de legal!"

*Ui ui ui: Pode ser usado como desabafo, suspiro, reclamação, na hora em que você quiser, como você quiser. (Isso inclui no trabalho. Já vi chefe reclamando de algo apenas dizendo "ui ui ui"!)

*Mãe do mato: Usado como reação para alguma coisa absurda que acabou de ser vista/contada.

*Mãe do galeto: Tem o mesmo uso da expressão acima. Exemplo: "Mãe do galeto, caiu um satélite no Brasil!"


Confesso que ouvir o pessoal dizendo "ui ui ui" me arranca boas risadas!

Mas e aí, colegas guarapuavanos, as expressões e seus respectivos significados conferem?
=)

Onde foi parar o nosso gingado?

Pense na palavra BRASIL e diga-me, de imediato, quais são as três primeiras palavras que surgem na sua cabeça. Sou capaz de apostar que pelo menos duas são CARNAVAL e FUTEBOL. Mas não, não tenho a pretensão de generalizações muito menos senso comum. O problema aparece justamente por que isso, aos olhos do resto do mundo, é o que temos de mais “importante” e/ou mais “conhecido”.
Porém, estive atenta a um fato. O carnaval acontece todos os anos, geralmente entre os meses de fevereiro e março, escolas de samba disputam a premiação, divertem turistas e moradores além de proporcionar um “programa de índio” durante as madrugadas ociosas assistindo TV. Apesar da imensa criatividade de cada escola, sabemos sempre que terá uma que será desclassificada e a outra que será sempre a grande campeã.
Entretanto, isso não acontece com o futebol. Há alguns anos lembro-me da ansiedade que um jogo de futebol causava. Algumas escolas “adiavam” um pouco as aulas durante o horário do jogo, trabalhadores deixavam o serviço um pouquinho para assistir o acontecimento do dia (os chefes de plantão que me perdoem) e os bares ganhavam as cores da bandeira.  Havia o sentimento que um jogo de futebol do time masculino no Brasil era algo mágico. E era.
Mas... onde  foi parar essa magia? O que aconteceu com o futebol brasileiro? O patrimônio sócio-histórico-cultural-nacional (e toda e qualquer outra conjuntura) perdeu-se no tempo ou nos pés dos jogadores da seleção? Onde  está o grito “Vai que é tua, GOLEIRO”? Onde está a emoção e a comoção da torcida brasileira perante um jogo?
Há anos  não sabemos o que é deliciarmo-nos com a conquista – com classe! – de um jogo de futebol arte.  Tudo bem, acabamos de ganhar o “Superclássico das Américas” dos nossos fregueses, digo, vizinhos, com um placar aceitável de 2X0. Questiono, somente, o que está acontecendo com o gingado do futebol do Brasil. 

Você terá de concordar comigo: Brasil e Argentina já foi sinônimo de rivalidade e competência. Um dia. Hoje, é sinônimo de desânimo e falta do jeitinho brasileiro lifestyle. Dunga, Tafarel, Bebeto, Rivaldo, aí vai um recado: nós queremos vocês de volta!

 
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