30.3.12

Gaúchos de Guarapuava



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Imagem: http://otrolldoiguassu.blogspot.com.br   
A presença da cultura riograndense em nossa cidade.

Algum tempo atrás perguntei-me sobre a causa do guarapuavano ter hábitos tão gauchescos. Eles estão presentes no dia-a-dia da grande maioria dos moradores da cidade. Quanto mais interior, mais perto do Rio Grande do Sul nos sentimos. Exemplos não faltam, o chimarrão, o churrasco, as músicas, as danças, as roupas e, até mesmo, o jeito de falar, tudo tão característico, que chega a parecer que um gene "riograndense" já foi incorporado ao DNA do guarapuavano.
Uma cena típica de ser acompanhada em nossa cidade, de início, ou fim, do dia, tem suas raízes nos pampas: Famílias reunidas em uma boa roda de chimarrão, colocando a "prosa" em dia, e contando causos antigos. Além disso, quem nunca encontrou, em pleno centro da cidade, homens com suas botas, bombachas e lenços no pescoço?  Ou mesmo ligou o rádio pela manhã, ou cair da tarde, e se deparou com uma programação exclusivamente gaúcha? Diante de tantas evidências, não há como negar aquilo que já é verdade incontestável em nosso estado: Somos gaúchos de Guarapuava.
Se olharmos para a história, tentando encontrar o "elo" que nos liga ao Rio Grande do Sul, veremos que no início do século passado muitas famílias deixaram seu estado de origem e migraram, buscando melhores condições de vida, e, ao longo deste trajeto, foram disseminando sua cultura, que foi absorvida e incorporada pelos moradores de nossa cidade. Desde então, a cultura dos pampas se faz presente em meio a nossa e, apesar de ter adquirido características próprias, mantém- se fiel em vários aspectos.
Seja com características próprias, ou adaptado à nossa realidade, não há como negar que a influência gaúcha teve papel importante na formação da identidade cultural do guarapuavano. Deixou marcas na culinária, nas vestimentas, no jeito de ser e de se manifestar, fez de Guarapuava uma cidade única, mesmo com o jeito tipicamente gaúcho.


Jasmine Horst

29.3.12

Quadros que falam


Sou absolutamente leiga em obras de arte, porém fui seduzida pelos quadros expostos no hall de exposições da Unicentro essa manhã. Gostei do que vi.  Lá estão quadros pintados a óleo sobre tela do artista regional Felipe Soleiro. Detive-me a observá-los por algum tempo e tive a nítida impressão de que falavam comigo.
Detive-me um pouco mais em um deles. Este  trazia a pintura de um manequim de costureira. Garanto leitor que esse manequim tem vida própria. Fui abduzida para dentro da tela. Vi-me envolta em vivências remotas. Tal a harmonia da pintura que  se ouviam as vozes das mulheres que conversavam animadamente enquanto puxavam e repuxavam as sedas pomposas e  delicadas das senhoras da nobreza que deveriam moldar-se  ao manequim. Fitas métricas, agulhas, tecidos, mulheres, medidas, tudo parecia estar em sincronia.
 Poderia ficar ali por horas em meus devaneios, mas segui.  Deparei-me com a poltrona. Sim; uma poltrona. Antiga. De veludo. Sim, me pareceu ser de veludo. Havia traços de desgaste. Senti o peso dos anos. Nela se via a marca de alguém que recém havia levantado. O Avô? Sim, quero acreditar que sim. Pelo menos minha imaginação o via. Sentado há algumas horas pesadamente com seu grosso livro entre as mãos. Livro de capa dura, um dos exemplares da imensa coleção exibida na majestosa estante atrás da poltrona. Livros pesados, inteligentes, que por décadas ensinavam as gerações em crescimento. O Avô havia escolhido este em especial. O momento merecia pois era  especial. Apesar de diário nem avô nem netinho abriam mão desse momento. Avô de tantos, lia ao pequenino um dos fabulosos contos de fada dos irmãos Grimm. Os olhos do menino cintilavam enquanto sua imaginação o levava para mundos de duendes, bruxas, sapos e rainhas. O ambiente estava impregnado pelo cheiro do véu cheiroso inalado lentamente pelo ancião enquanto as palavras capturadas dividiam espaço com o cachimbo de madeira nobre do velho professor.    
Mas tenho que voltar. Tenho que voltar para minha realidade. Contemplo por mais alguns minutos o trabalho do artista e me despeço de meus personagens. Personagens criados em minha mente pela capacidade do artista. Não que necessariamente tenhamos compartilhado das mesmas palavras ou que eu tenha entendido as palavras outras, mas as respeitei e as admirei.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                KMD

18.3.12

Compre seu ingresso e entre na fila



Antes de começar, caro leitor, desejo que mais do que ler, você possa se recordar dos sentimentos, sensações que viveu ao estar sentado, ao lado de um conhecido ou desconhecido, à meia luz, olhando para um ponto fixo a sua frente. Que possa se lembrar das risadas, choros, suspiros e, quem sabe, raiva que sentiu. De toda a sinestesia. Sim, esta seria a descrição, em palavras, perfeita para o que pretendo discorrer aqui e, como já disse anteriormente, espero que você, um dia, já tenha comprado seu ingresso, esperado na fila e entrado na sala onde o espetáculo ganha vida.

Você deve imaginar que me refiro ao cinema, algum show, mas não. Refiro-me à arte do “aqui e agora”, do momento, do carne e osso, das singulares peças de teatro.

Exatamente, singulares. Você pode assistir mais de uma vez a mesma peça, mas ela nunca será igual. Os sentimentos nunca serão os mesmos, e ainda assim, você vai se emocionar com ela, como da primeira vez que a assistiu.

É incrível como as pessoas simplesmente se entregam à arte, seja a musica, dança, canto. A dramaturgia consegue, em particular, nos envolver de um modo curioso. Você chora por um personagem, sente suas angustias, ri como seus momentos alegres fossem teus também.

Lembro-me de uma vez, uma das poucas...infelizmente, que assisti a uma peça de teatro. Em uma determinada cena a personagem virou-se para a platéia e apenas gesticulou algo, nem abriu a boca, mas nós entendemos. Ela pediu para que fizéssemos um som com os dedos, uma espécie de estalar. “Está bem, vamos estalar os dedos então”, pensei. Quando dei por mim, percebi que ao estalar os dedos fazíamos o som da chuva que ela precisava.

Ela, a personagem, conduzia a intensidade da chuva, depois dos estalos, vieram as palmas. A chuva havia aumentado. Com assobiar da platéia, ela tinha o vento, vento com uma chuva intensa. Ela sorria, pulava e dançava com a chuva.

Este momento, com certeza, foi lindo. Meus olhos se encheram de lágrimas . Como o simples pode ser tão belo.

A arte tem esse poder, transformar o simples no belo. O teatro tem esse poder. As pessoas têm esse poder.

Eu posso tentar explicar, detalhar cada sentimento, mas, caro leitor, você nunca vai sentir o que eu senti. A não ser, é claro, que você também tenha assistido ao espetáculo.

Bom, aqui termino minha fala. Antes disso, tenho outro desejo. Você que ainda não assistiu à arte do “aqui e agora”, do momento, das singulares peças de teatro, quando puder, compre seu ingresso, espere na fila e entre na sala onde o espetáculo ganha vida. Você não vai se arrepender.

Carol Coleto

Sono e vida saudável


Vivemos em tempos de promoção da saúde, do bem estar, nunca se falou tanto em reeducação alimentar e na prática de exercícios. A preocupação por uma vida saudável é visível, também, nas ruas de Guarapuava, basta passar no final da tarde nas principais praças e nas academias de ginástica e ver o grande número de pessoas que dedicam parte do seu tempo na prática de exercícios, sobretudo, na caminhada.
Mas para se ter um bom dia é necessário também uma boa noite, e assim surge algo fundamental, o sono. Isso mesmo, dormir bem é essencial para uma vida saudável. Um bom sono é revigorante, restaurador, quando isso não ocorre, vem o mal estar, dores pelo corpo, irritabilidade e estresse.
Existem pessoas que acham que dormir é perda de tempo, mas não é isso que dizem os estudos. Segundo pesquisa da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicada dia 1 março, na edição online da Revista Veja, problemas de saúde e depressão foram claramente associados ao sono ruim, sendo que, o maior percentual de reclamações veio das mulheres e dos jovens na faixa etária entre 18 e 24 anos.
Dormir mal pode ter inúmeras consequências negativas, como o ganho de peso, afeta diretamente a memória e a atenção, podendo inclusive levar a depressão, além do mais, inúmeros acidentes de trânsito são causados por sono ao volante.
O assunto vem à tona porque, de acordo com a Associação Brasileira do Sono, estamos na Semana do Sono (16 a 23 de março), em uma rápida busca pela internet encontramos sites que afirmam que o Dia do Sono é 16 de março, outros que em 21 de março, isso é o que menos importa, o que realmente preocupa é que dormir bem é questão de saúde, e consequentemente um problema de todos.  
Entretanto, dormir mal não é somente causa de doenças, pode ser também consequência de outros hábitos, pois a má alimentação, falta de exercícios e uso de drogas afetam diretamente na qualidade do sono. Por isso, a recomendação é que hábitos saudáveis sejam cultivados e esperamos que o início do outono e o retorno do frio e do vento característica marcante de Guarapuava, não desanimem os atletas de fim de tarde. Bom sono a todos!
                                                                                                                                           Jean Patrik Soares

15.3.12

Ler é preciso

Amanda Lima

Lembro-me da minha infância. Terceira série do ensino fundamental. A ida coletiva da turma até a biblioteca acontecia uma vez por semana, mas eu lia o livro que emprestava em bem menos tempo que isso. Com o passar do tempo, ia sozinha, quase todos os dias. Esse hábito de ler, que aqui escrevo, não é para dar ar de superioridade, para mim isso não existe. É só uma maneira de mostrar que sim, a leitura se começar cedo, traz inúmeros benefícios e há muitas pesquisas científicas que comprovam isso.

A biblioteca, local que guarda essas relíquias, sempre foi um lugar místico. O silêncio, a organização, o ar calmo e inspirador que esse ambiente sempre trouxe para mim. Na época também, o uso de computadores era limitado. Não havia internet, nem facebook, nem orkut, nem videogame como os de hoje. O fato de não existirem esses artifícios, ajudou muito a quem teve a sorte de ter que ficar horas em uma biblioteca procurando dados que hoje se tem com alguns segundos em frente ao computador.

Não vou falar dos benefícios a longo prazo que a leitura dá, como facilidade na hora de escrever um texto, fato fundamental na hora de conseguir passar no vestibular, ou conseguir um emprego.
Falo de prazer. Não conseguia acreditar na cara das pessoas, ao ouvirem a professora pedir para ler um livro para fazer um trabalho. É claro que ninguém vai gostar de todos os tipos de literatura, mas era visível a cara de reprovação ao saberem que teriam que por a cara em alguma leitura mais profunda que aquela do dia-a-dia, como placas nas ruas e aquilo que estava no quadro negro. (É, datashow nem pensar, amigos) .

Leitura é prazer, é emoção. E você pode escolher o tipo de livro que quiser, para ter a emoção que quiser. Pode ler García Marquez, para viajar em um mundo de mágica e ao mesmo tempo realidade, Sidney Sheldon  para ter adrenalina, Shakespeare com seus romances que embriagam. Não há nada melhor para estimular a imaginação do que a leitura. Para sair do estresse, para se sentir bem, mais forte, mais confiante. Para se sentir parte do mundo.

Ler não tem idade, não tem classe social, não tem preconceito. Esses dias até me emocionei ao ver uma reportagem sobre uma catadora de lixo que conseguiu passar no vestibular de uma universidade federal, estudando sozinha.

Quem tem o hábito de ler, lê  tudo. Lê jornal, revista na sala de espera do dentista, bula de remédio receita de bolo, lê o panfeto que ganha na rua. Carrega também um livro na bolsa ou mochila, afinal nunca se sabe se o onibus  irá atrasar, se a aula vai demorar um pouco para começar. Qualquer hora, é hora de ler.

Ler me fez uma criança esperta, uma adolescente inquieta, atuante e que não conseguia ficar muito tempo sem adquirir conhecimento, e porque não, uma adulta no caminho para ser jornalista com fé de que vai escrever para alguém, durante toda a vida.
Ler pode fazer você ser quem quiser. Acredite.


7.3.12

Admirável mundo feminino

Elas são simplesmente extraordinárias, diferentes e únicas no jeito de ser e fazer, encantadoras e com um jeito delicado.Geralmente, vaidosas e claro, cheias de graça, mulheres, como já dizia o cantor Leoni, garotos não resistem aos seus mistérios.

Há quem diga que o dia da mulher é todo dia, sim, elas devem ser valorizadas em todos os dias do ano, sendo no papel de mãe, filha, estudante, professora, enfim, as mulheres são fundamentais na nossa sociedade, elas realmente fazem a diferença.

Muito se , nos dias atuais, mulheres que buscam independência e liberdade. Em outros tempos, elas se rebelaram, suplicavam direitos iguais aos homens, fizeram soar suas vozes pelas ruas, elas queriam apenas oportunidades para mostrar o quanto são boas no que fazem. Exemplos não nos faltam, é só observarmos mulheres militares, condutoras de veículos, atletas, ou até mesmo Presidente da República.

E por que os homens dizem não entender as mulheres? Talvez pela complexidade que seja o mundo delas, complexo para os homens é claro.Mas, a admiração masculina pelas mulheres, muitas vezes, parte desse ponto, da curiosidade de entender esse universo tão diferente, tão complicado, mais ao mesmo tempo fascinante. Afinal, elas não nasceram para serem entendidas e sim para serem amadas.

Dia 8 de março, nesse dia tão especial, que as mulheres possam sorrir, olhar para si mesmas e ver o quanto são importantes. Que possam viver um dia a dia tranquilo, e cada vez mais buscar seu espaço, assim como sempre foi. Parabéns pelo seu dia mulher, pode se orgulhar e falar, sou mulher, sou especial.

Alexandre Pessoa

De Amélia a Dilma: mulheres em transformação

De Amélia a Dilma: mulheres em transformação
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Durante muitos anos, o homem dominou o espaço público e inviabilizou o crescimento intelectual e a divisão deste espaço com as mulheres. Diante de uma sociedade que ignorava o feminino, elas lutaram e, principalmente após a eclosão do feminismo nos anos 1960, diversas conquistas foram tomando corpo. O contraste com a era em que o gênero masculino dominava praticamente todas as relações sociais pode agora ser visto. Há algumas décadas, a mulher era relacionada a um ser cujas funções eram constituir família e se dedicar ao lar. Muitas que transgrediram esses costumes foram perseguidas e discriminadas. Muitas foram desvalorizadas no decorrer do tempo, exercendo atividades remuneradas inferiores às recebidas pelos homens. As mudanças, quanto ao feminino, começaram a surgir com o processo de modernização. Nessa época, milhares de mulheres entraram no mercado de trabalho, passando a exigir o seu espaço na sociedade. Dessa forma, puderam mostrar que tinha capacidade mental e condições físicas para realizar funções tidas, até então, como masculinas.
 Com o passar do tempo, as mulheres começaram a participar do mundo público, conseguindo ocupar postos importantes. Portanto, ser mulher, no século XXI, deixou de implicar, necessariamente, em maternidade. Tudo isso aconteceu graças à revolução feminista que viabilizou a feminização da cultura e ofertou às mulheres o direito à cidadania.
Muitos são os papéis desempenhados pela mulher atual, que além de trabalhar e ser reconhecida cada vez mais como uma profissional competente, cumpre, ainda, as funções de mãe e dona-de-casa. Essa mulher multifacetas, que se constrói na pós-modernidade, faz surgir um novo modelo feminino, do qual não se têm referências históricas. O caminho percorrido pela mulher tornou-se tortuoso. Muitas tarefas, preocupações, papéis, deveres estipulados pela sociedade para essa super- mulher. Deve ser linda, competitiva, inteligente, poderosa, amorosa. Desempenhar com perfeição os papéis de mãe, amante, dona de casa, super-profissional e, ainda, chegar aos 50 com tudo em cima. Sorrir sempre, ser otimista sempre, e ter aquele jeitinho feminino e intuitivo para resolver tudo para todos.
Todas as manifestações no Dia Internacional das Mulheres, sem dúvida são importantes e registram novos formatos no convívio social, mas não expressam padrões de comportamentos amadurecidos no sentido do reconhecimento pessoal ou profissional, além de preconceitos.
Se no século XX, as mulheres conquistaram os seus direitos, o século XXI será o século da conquista dos valores e da implementação desses direitos que se traduzem no acesso igual às oportunidades independentemente do gênero. Só a mudança da visão competitiva dos sexos, para a visão da sociedade que se constrói na harmonia dos gêneros permitirá à mulher assumir o seu papel como ser cultural na sua própria voz.
Que a figura da mulher não apenas seja lembrada e homenageada em dia específico, e que os projetos em favor das mulheres não apenas sejam apresentados na Câmara dos Deputados em Brasília nesta data comemorativa, mas que a conquista dos valores e da implementação desses direitos se traduzam no acesso igual às oportunidades independentemente do gênero.

Níncia Cecília Ribas Borges Teixeira

O que é ser mulher?



Pensando em escrever o texto, procurei buscar o melhor significado para o que é ser mulher. Cheguei a conclusão que ser mulher não é fácil. Você precisa ser sensível e forte ao mesmo tempo. Independentemente da realidade, precisa ter fé por você e,algumas vezes, pelo os outros. Trabalhar, estudar, cuidar da casa, dos filhos, do marido e continuar linda, estar bem consigo mesmo. Saber a diferença entre ser fácil e ser uma mulher de atitude. Entre ser sexy e vulgar. Ser linda e fútil. Entre fingir ser boba e realmente ser. Viver intensamente e viver desesperadamente.

Enfim, poderia mos colocar muitos outros itens, mas ser mulher acima de tudo é ser especial. Acredito fielmente na frase “Ao lado de um grande homem, existe uma grande mulher”. Não conheci nenhum homem que tenha o senso de organização de uma mulher com o toque de sensibilidade com os detalhes. Vá à casa de um homem solteiro e depois vá à casa de um homem casado ou que more com a mãe, nada mais precisará ser dito.

É lógico que ser mulher hoje vai muito além. A independência que elas conquistaram, eu digo elas porque existiram milhões antes de mim que lutaram por isso, é inegável e não teria como ser de outra forma. O mundo precisa dessa mulher que planeja sua vida e é dona do seu próprio destino, que quer crescer o mostrar para o mundo que é grande.

E que a cada dia mais, possamos conquistar nosso espaço, sendo gigante, mas nunca perdendo a alma feminina. Que não só nesse dia a força feminista seja reconhecida. Feliz dia mulher, porque você merece!

2.3.12

A música além da partitura

Nas partituras das ruas de Guarapuava músicas já foram produzidas, interpretadas, escutadas e quem sabe até repudiadas. A música de nossa região traz  esperança e sentimos que muitas propostas já se foram, precisam do nosso esforço para que apareçam. Da antiga música, que não é somente a popular, dá saudades da afinação das vozes, da composição e harmonia. Hoje, a música tornou-se instrumento até do barulho, que nem sempre toca o coração e sim a mente.
Música era partitura , clave, bemol, sustenido... regras que chegavam ao âmago da produção pensada, revisada , inspirada.
Nossos músicos sofriam, choravam, sorriam, porque a música fazia parte de si mesmo. A música coral já foi expressão de verdadeira música, no entanto, nos dias atuais são raros os grupos corais que vemos em nossa região.
Em Guarapuava ainda,  hoje, procura-se desenvolver projetos musicais do canto coral. Um dos grupos que se destaca nesse estímulo cultural é o Unicanto da Universidade Estadual do Centro Oeste –Unicentro.
Valorizemos, pois, a música que já foi música e hoje se torna recordação de um tempo. Que as músicas da atualidade sejam aperfeiçoadas a cada dia e se necessário revendo as belezas do passado.
Itamar Abreu Turco

 
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