28.6.12



Qual o  preço para ser feliz?

A sociedade exige um padrão de comportamento que nem sempre estamos dispostos a seguir. Todo mundo tem sonhos, e para realizá-los, às vezes,  temos que quebrar as convenções da comunidade na qual estamos inseridos. Aí surge a dúvida, quebrá-las e seguir em frente ou deixar que as tradições engessem nossos atos e façam com que nos tornemos figuras opacas e infelizes.
                Muitos têm sonhos que parecem inalcançáveis para a maioria das pessoas. Mas, quando se quer muito a força brota de dentro. Sentimos uma alegria espontânea que nos acompanha durante todo o dia. Mesmo diante das dificuldades,  não esmorecemos e somos capazes de transpor todas as barreiras para conseguir chegar ao nosso objetivo. Quando nessa caminhada ainda contamos com amigos e entes queridos que nos apoiam, não há o que nos impeça de chegar lá.  Sentimos-nos capazes, felizes por saber que estamos batalhando por algo.
A busca pela realização do sonho, porém pode carregar consigo uma carga muito grande para quem esta a nossa volta. Tanto financeira quanto psicologicamente, os que nos rodeiam podem estar sendo afetados pelo nosso egoísmo. É necessário que nos demos conta disso.
Então como lidar com essa realidade? Desistir para não ferir outrem? Moldar-se às convenções da sociedade? Deixar de querer para não magoar quem nos quer bem?
Todas essas dúvidas nos levam a refletir. Podemos realmente deixar que a razão fale mais alto do que a emoção. Será que  não estaríamos esquartejando nossa felicidade em função de outra? Quem esta muito perto de nós, realmente quer isso? Ou será que há um equilíbrio possível? Deveríamos mudar totalmente nossas estratégias? Será que deveríamos jogar tudo para o alto e recomeçar de outra forma?
Há pessoas que vem com um pacote pronto de “felicidade” ditando o que a sociedade espera de nós para que possamos viver sem conflitos. Nesse processo, voluntário ou involuntariamente, menosprezam nossos sentimentos, ignoram nossa realidade, nos humilham, provocam sentimentos de baixa estima. Literalmente nos deixam no chão. A verdade deles é absoluta? Que mal há em querer ser diferente? Será que temos que ser condenados por quebrar regras? Não podemos ser autênticos?
É nessa hora que sabemos quem realmente nos quer bem. Quem nos admira e nos da valor. Percebemos que essas pessoas mesmo sem saber exatamente o que dizer ou o que fazer, apoiam- nos , estão ao nosso lado. Mesmo quieto, mesmo ás vezes discordando de nossas atitudes, mesmo sem conselho pronto, mesmo sem palavras feitas estudadas pela psicologia para torcer e impressionar.
 São exatamente essas pessoas que merecem de nos todo carinho e  respeito. E por elas, somente por elas, deveríamos pesar os prós e os contras de nossas atitudes, equilibrando os anseios e agir de forma coerente.

KMD

24.6.12

いらしゃいませ Irashaimassê!

Por Elis Oliveira

Festividade do aniversário dos 42 anos
de Márcio Ike

Essa palavra significa: Seja bem vindo! E te convido para conhecer um pouco da história da colônia japonesa da cidade de Pinhão. Eu sou brasileira, nascida no Pinhão, mas que há sete anos aproximandamente, conheci e aprendi a respeitar e admirar os costumes japoneses.
Primeiramente, lembremos que a maior colônia de japoneses no Brasil está concentrada em São Paulo, com mais ou menos 700 mil descendentes, logo vem o Paraná, com aproximadamente 150 mil. Os primeiros japoneses chegaram ao Paraná por volta de 1930, devido à  falta de estímulo do governo de São Paulo para que eles cultivassem a plantação de café.
Dois homens deram início a migração na cidade de Pinhão, o ano era 1974, Massaro Hassegawa (in memorian) e Kesao Yamazaki vieram sozinhos na época, ficaram num pequeno hotel, o objetivo era cultivar batata e arroz. Foram tempos difícies , começar do marco zero uma lavoura num lugar desconhecido. No ano seguinte, seu Kesao ganhou uma companheira, sua esposa Mitiko.
Família TAKEMOTO
Dai em diante, foram chegando mais famílias, os Takemoto, os Ike, os Nishimura, os Matsuda, Suzuki, os Maeda, os Shiguerara, os Inoue, até o final da década 1970, muitos japoneses já estavam construíndo suas vidas no Pinhão. Por volta de 1983, os japoneses começaram a plantar também cereais (soja e milho). As primeiras famílias vieram com o intuito de trabalhar na agricultura.
Família IKE
Os japoneses trouxeram consigo a cultura. A influência desses descendentes é bem visível na sociedade por meio das suas festas e comemorações, também pela introdução de novos gêneros alimentícios, como por exemplo o shoyu, o sukiaki (cozido de carne com verduras e udon- macarrão japones), o sushi, sashimi ( peixes e outros frutos do mar crus  com  molho de soja e wasabi) entre outras, só lembrando que o yakissoba é chinês.
Segundo Mitiko, o moti é um dos elementos da cultura japonesa que a colônia mais cultiva. Também conhecido como bolinho de arroz, o moti tsuki (bater moti) é feito num ussu (pilão japonês), com a ajuda de um tsuchi (lê-se tsuti), que é uma espécie de grande marreta de madeira, está é uma tarefa para duas pessoas, o interessante no processo começa quando uma pessoa bate, enquanto outra esborrifa um pouco de água nos intervalos entre as batidas (quando o companheiro levanta o tsuchi), isso é feito para o arroz não grudar no bastão ou no pilão.
 É repetido várias vezes até o arroz ficar no ponto certo do moti, virando uma massa lisa e firme. Esse bolinho é um símbolo de comemoração, seja no ano novo ou na festa do nascimento de uma criança. Ainda falando em arroz, tem o Gohan que é o que há de mais essencial na culinária japonesa, eles costumam dizer que "sem arroz não dá para viver". O arroz japonês é diferente do arroz brasileiro devido a sua consistência.
 42 anos de  Márcio Ike
Os costumes japoneses são bem interessantes, por se diferenciar um pouco dos nossos costumes. Algo que conheci na colônia em Pinhão é a comemoração do anivérsário de 41 anos dos homens. Tudo porque, na cultura japonesa, eles acreditam que existem duas fases nas quais homens (e mulheres) devem ter especial cuidado com a saúde e a vida pessoal,  são os “anos críticos”, chamados de yakudoshi, por isso principalmente eles , quando completam essa idade, fazem uma festa especial em comemoração, no ano seguinte, se tudo correr bem, haverá outra festividade ainda maior.
Outra peculariedade da cultura japonesa é a religião budista. Em Pinhão, Yukie Hassegawa conta que a maioria das famílias são budistas, tem seu próprio santuário em casa, porém, por não ter templos aqui na região, muitos japoneses são adeptos a outras religiões, principalmente a católica, mas não deixando de lado a sua crença.
            E como não falar do Karaoke, os japoneses gostam de soltar a voz. Nas festas e nos encontros entre amigos, os mais desinibidos cantam suas músicas sem acompanhamento musical muitas vezes, algumas delas no idioma japones.
Muitos costumes da cultura do Japão são vivenciados por seus descendentes nas diversas colônias espalhadas pelo mundo, alguns hábitos não são costumeiros para nós brasileiros, mas que para esse povo do sol nascente e do olhinho puxado são a base para suas vidas. Algo que admiro na colônia é a união entre eles, muitos, não são nem parentes, mas sempre estão ajudando-se mutualmente, seja na doença ou nas alegrias. Um detalhe que não vemos habitualmente na cultura brasileira no geral, é essa cumplicidade que um tem com o outro, e não pense que é só com os seus semelhantes, mas faz parte da filosofia de vida dos japoneses serem gentis e solidarios.
Senhoras no Dia das Mães
( Tereza, Cida, Mariza, Massako, Nanani)
Outra coisa legal, é que nas festividades ao longo do ano, para suprir a falta dos parentes de longe, comemoram juntos, como é o caso do Dia das Mães e dos Pais. Nessas datas há uma inversão de papéis, para festejar o dia das mães, os filhos vão para a cozinha, além de prepararem atividades e prendas para as mamães.

Marcha das o quê?



Com certeza,  você já ouviu falar sobre Marcha das Vadias. O nome pode até te soar estranho, mas não julgue. A intenção do movimento é justamente este : não julgue pela aparência.
A Marcha das Vadias  protesta contra a crença de que as mulheres que são vítimas de estupro,  incitaram o abuso por meio  de suas vestimentas. A primeira manifestação  aconteceu no início de maio no Canadá, e se espalhou pelo mundo. As mulheres da Argentina, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Holanda e Nova Zelândia já deram seu grito contra o conceito machista de que a mulher pediu pra ser estuprada.
A violência sexual contra mulheres é uma notícia comum nos dias atuais e o que é mais absurdo, acontece dentro de casa, provocada  parentes próximos.
Dados indicam que a cada 100 mil  mulheres brasileiras 4,4 são assassinadas pelos seus companheiro ou ex-companheiros. A comissão organizadora da marcha em Guarapuava divulgou que na cidade esse índice é de 8,2, sendo 91ª cidade mais violenta para as mulheres no país.
Em protesto, as guarapuavanas saíram  as ruas no último sábado, 27 de julho. Homens, mulheres, jovens e adultos marcharam em prol da igualdade e respeito.
Carol Coleto

Menino é o senhor do homem


Crianças. Um ser humano no início de seu desenvolvimento. Elas sabem como serem carinhosas, alegres, às vezes birrentas e em alguns momentos, incrivelmente maduras.
Conviver com uma criança é uma eterna aprendizagem. Você precisa aprender a ser paciente, elas são bastante curiosas. Aprender a driblar situações difíceis, geralmente elas fazem birra em lugares públicos. Dizer não e brigar com quem você ama. 
Mas,  não pense que essa aprendizagem é difícil, muito pelo contrário. Crianças são bons professores. O que você tem que fazer é retribuir, ensinar a elas aquilo tudo que você aprendeu com os anos.
É seu papel de pai, mãe, irmão, avô, avó, guiar , instruir e educar. Brigar é preciso, limites e regras ajudam na formação dessa criança, que só está descobrindo o mundo
Lembre-se que para entender o homem, é preciso entender o menino que este homem foi, se ele teve a oportunidade de aprender e também de ensinar, de viver essa fase que, como todos bem sabem, é única. Errar é perdoável e não é preciso acordar cedo para trabalhar. 
Lembro de minha infância e sinto falta dela. Dos desenhos, amiguinhos imaginários, brincadeiras, várias coisas que ficaram e deixaram saudades.
Foi com um olhar nostálgico que visitei a exposição Infância , do professor e fotógrafo, Clério Back. Desde 2007, o fotógrafo desenvolve trabalhos em diversas áreas. Nesta exposição, o profissional retrata todo o universo infantil e sua graça.
A mostra é aberta ao público e acontece no Salão de Exposições da Unincentro, das 9 da manhã às 21 horas . Vale à pena conferir os encantos tão singulares como o das crianças.

Carol Coleto

Graduação sanduíche, uma maneira de se formar no exterior


A graduação sanduíche é uma oportunidade bastante interessante para acadêmicos que buscam uma formação no exterior. Por meio do Programa Ciências Sem Fronteiras, que disponibiliza as bolsas de estudo , o acadêmico pode  cursar em uma universidade estrangeira e também conviver com outras realidades, culturas e costumes.
Você já pensou em sair do seu país? Ficar distante da família e conviver com pessoas que nunca viu? Qual país gostaria de ir?
Falo por mim mesma quando digo que está é uma experiência bastante interessante. Acredito que muitos outros tem a mesma opinião. Por estudar comunicação, sou um tanto curiosa. Queria conhecer pessoas diferentes, lugares diferentes, aprender outra língua, costumes, conhecer a história daquele lugar.
Acredito  que essa também  é uma maneira de aprender a viver, estar em uma país distante, que não fala a sua língua, sem conhecidos, com certeza situações difíceis uma hora iriam acontecer e você teria que se dar um jeito sozinha.
Alfredo Junior, estudante de engenharia civil pela UEL, concluiu o curso na França  e conta que "que o aprendizado vai muito além das salas de aula, cada dia é algo novo, e nem tudo é lindo, você passa por situações difíceis, a paciência também é algo que você aprende a lidar"
Mesmo assim, Alfredo comenta que assim que puder, quer voltar ao país europeu. E quem não gostaria, não é mesmo?

Carol Coleto

20.6.12

Quinta Cultural no Cedeteg



Geyssica Reis
A palavra cultura abrange várias formas artísticas, mas define tudo aquilo que é produzido pela inteligência humana.  Sendo assim todas as produções sempre irão refletir as características de um povo.
A cultura não deve ser dividida em popular ou culta, toda forma de produção é cultura. O que  diferencia são os gostos. É importante conhecer de tudo e não ter preconceitos. Afinal, ler, escutar, aprender, assistir ou  ter contato com algum tipo de cultura no dia só faz bem.
Foi pensando nisso que a Direção do campus Cedeteg inaugurou neste ano o “Projeto Quinta Cultural”, em que toda semana acadêmicos, professores e demais agentes universitários podem realizar uma apresentação, seja ela qual for.
A intenção segundo, Jaqueline Arruda, uma das organizadoras, é disseminar um pouco de cultura e diversão no campus. “Visto que a maioria das atividades culturais ocorre no campus Santa Cruz, resolvemos mudar um pouco da rotina para os acadêmicos aqui no campus Cedeteg também. Seja qual for a área do acadêmico ou do profissional, cultura nunca é demais. Além disso, é bom ter um momento onde se pode encontrar os amigos, ouvindo uma boa música por exemplo”.
Evandro Goes acadêmico de Agronomia, tem paixão pela música e realiza algumas apresentações como músico, na Quinta Cultural também já fez sua participação e tem uma visão positiva sobre o projeto. “Eu acho interessante o campus adotar esse projeto, pois além de propiciar uma interatividade, usando da musica e apresentações,  aproxima o aluno ainda mais da faculdade, diversificando um pouco a rotina diária a que se submetia anteriormente”, comenta Evandro.
 Mas não é só de música que é feita a Quinta Cultural, Norbert Heinz que é Mestrando em Biologia Evolutiva pela Unicentro, apresentou seus dois livros de poesia: Simultaneidades e Celeste Inválido Silício, este chamou a atenção por ser um livro digital e em 3D.
Não importa a apresentação, o que importa é que toda quinta-feira os acadêmicos do campus Cedeteg agora podem apreciar várias formas de cultura e sair um pouco da rotina desgastante.







19.6.12

“Esta terra tem dono!”



Do alto, o Cacique Guairacá observa a cidade. Imortalizado em bronze, junto ao seu lobo, ele vigia os moradores e dá boas vindas aos visitantes. Sem dúvida ele é o símbolo de Guarapuava, que traz suas raízes indígenas estampadas até no nome.

Uma das vertentes históricas, afirma que o Cacique Guairacá, viveu por estas terras em meados do século XVII. Nessa época, o tratado de Tordesilhas dividia a América do Sul ao meio (ou nem tanto) e Guarapuava se situava em terras espanholas. E como toda grande colonização desta época, havia a opressão indígena – seja a escravização por armas ou pela catequização, tiveram sua cultura esmagada pelo cristianismo europeu. 

E também como no Brasil inteiro, houve resistência por parte dos índios. Mas ao contrário do resto da América, aqui tinha o Cacique Guairacá, que complicou muito a vida dos colonizadores. 

Armado com lanças e arco e flecha, ele comandou embates aos berros de “CO IVI OGUERECO YARA!” (ou “Esta terra tem dono”). E obteve sucesso na maioria das empreitadas. A história relata que por cinco vezes o poderoso exército do governo paraguaio foi derrotado pelos índios, e em todas elas, despontou a figura lendária do “grande chefe das doze aldeias”, o Cacique Guairacá. 

Para carimbar de vez essa história, em 19 de abril de 1978 a prefeitura de Guarapuava inaugurou a estatua do Cacique. O monumento foi idealizado pelo ex-deputado Antônio Lustosa de Oliveira e erguido na “antiga” entrada da cidade (hoje em dia, a cidade cresceu e a entrada está bem longe do índio). 

Durante a festividade que marcou o dia do índio daquele ano, também houve um jogo de futebol entre o time da Reserva das Marrecas e o Guairacá Esporte Clube. Quem ganhou a partida? Depende de quem conta a história. Mas, sabemos que o grande vencedor é o guarapuavano que ganhou essa lembrança do passado, e toda vez que passar pela rotatória pode se lembrar e se orgulhar do passado de sua cidade.

18.6.12

Festas Juninas e suas guloseimas: Quem resiste?!


Jasmine Horst

Estamos no mês das festas juninas e nessa época do ano o que não pode faltar é muita animação, música, brincadeiras e comidas típicas. Festa junina, sem dúvida nenhuma, é sinônimo de alegria e, é claro, comidas gostosas. Estes pratos fazem parte da tradição desta importante festa da cultura popular brasileira. São doces, salgados e bebidas que estão relacionados, principalmente, à cultura do campo e da região interior do Brasil.
Dificilmente encontraremos uma pessoa que afirme não gostar das guloseimas comuns nas festas caipiras. Será que uma pessoa em pleno juízo resistirá a pratos como arroz doce, paçoca, pinhão, canjica ou quentão? Ou mesmo conseguirá manter a dieta diante de um bolo de fubá, uma maçã do amor ou um pé de moleque crocante? As opções são inúmeras, perfeitas para agradar a gregos e troianos.
Além de carregarem consigo um traço de muita tradição, as comidas interioranas impressionam por serem tão simples e ao mesmo tempo tão agradáveis ao paladar. E talvez seja por esta simplicidade, que nos remeta a um passado com forte presença no interior, que nos sentimos tão bem.
É claro que o mês de junho é a época em que mais se consome as típicas e deliciosas comidas, mas nada impede que durante o ano todo esses alimentos sejam inseridos na alimentação cotidiana. Alguns, inclusive fazem muito bem à saúde, porém, deve-se ter um cuidado especial para que não sejam cometidos exageros, que possivelmente seriam refletidos na balança.


14.6.12

Radionovela: A voz do sucesso!!!!






Inspirada nas narrativas folhetinescas,  que faziam o maior  sucesso na segunda metade do século XIX, as Radionovelas são narrativas sonoras nascidas da dramatização do gênero literário, novela. Durante a era de ouro do rádio, as radionaovelas foram fundamentais para que a história do rádio brasileiro se configurasse.  Elas estimulavam a imaginação dos ouvintes por meio de  tramas e enredos que passavam do frívolo ao sério,  do particular ao público.  Principalmente as mulheres acompanhavam fielmente o desenrolar da história , fascinadas pelas vozes  memoráveis  de seus locutores.

 Porem estava na  sonoplastia o grande diferencial das Radionovelas para os folhetins. Os sons e ruídos imbutídos na narrativa Radiofônica  incrementavam o enredo  de forma  muito bem elaborada. Imitando sons e ruídos  como o de chuva caindo, passos, passagem do tempo e buzinas, a produção,  atingiu seu auge no início do século XX, numa era pré- televisiva. A primeira radionovela transmitida no Brasil pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro foi “Em busca da Felicidade” . O maior sucesso de todos os tempos foi “O direito de nascer”  que foi ao ar em 1951 e perdurou por três anos.  Embora o sucesso fosse grande e a massificação irremediável, passou muito tempo para que a radionovela se tornasse diária. Isso só aconteceu na década de 1960, com o advento da telenovela.
Apesar de terem sido avidamente consumidas no Brasil, as produções radiofônicas eram veiculadas duas vezes por semana, num tempo de 20 minutos, aproximadamente. Pouco até, para o estrago que faziam. Com o difusão da televisão brasileira porém,  seus melhores locutores migraram para a TV. Encerrava-se, assim, uma das eras mais românticas do rádio brasileiro.
 KMD

13.6.12

Camisa xadrez, chapéu de palha e vestido rendado, é festa de São João!



Foto: Marcelo dos Santos
Jean Patrik Soares

     No mês de junho, ocorrem inúmeras festas de Norte a Sul do país. As “Festas Juninas” são caracterizadas por bebidas e comidas típicas, como pinhão, pamonha, quentão, entre outras, além de fogueira, danças de quadrilha e casamento caipira. Elas podem ser identificadas, logo após o Carnaval, como a maior manifestação popular do Brasil. Em cada região, essas comemorações ganharam contornos próprios, conforme costumes locais, que se tornaram parte do nosso folclore. Exemplo disso é a “Festa de São João”, em Campina Grande, na Paraíba, considerada a maior do gênero no mundo, que é visitada, todos os anos, por mais de dois milhões de pessoas.

     Em Guarapuava e região, essas festas são bastante comuns, principalmente em escolas e igrejas. Na infância, praticamente todos tiveram que pintar o rosto com barba e bigodes feitos de carvão, ou, na versão mais atual, com lápis de maquiagem, e no caso das meninas fazer maçãs no rosto com pintinhas e “Maria Chiquinha” para adornar os cabelos. Na ornamentação, não pode faltar fogueira, bandeirinhas e o balão, nas vestimentas a camisa xadrez, o chapéu de palha e o vestido rendado dão um colorido especial. São momentos marcantes da infância registrados por máquinas fotográficas ou, simplesmente, pela memória.
Foto: Afonso Lima
     As “Festas Populares”, como também podem ser chamadas, tomam contornos próprios, fugindo da tutela de instituições civis ou religiosas. Em alguns lugares, são agradecimentos a Deus pelas colheitas, uma ação de graças pela vida e saúde, ou simplesmente um momento para dançar, comer e beber à vontade. Essencialmente, esses festejos estão ligados à comemoração dos “Santos Populares” do mês de junho. Santo Antônio de Pádua, celebrado no dia 13, ficou conhecido como o santo casamenteiro, São João Batista, dia 24, e São Pedro, dia 29. Devoções que foram trazidas de Portugal, sendo, aos poucos, assimiladas pela cultura brasileira, juntamente, com costumes das populações indígenas e afrodescendentes.

E viva os santos de junho!


Conheça a origem das festas juninas
Karoline Fogaça

Se no verão, o mês da comilança é dezembro, por causa do Natal e do Ano novo, no inverno, junho é o mês mais saboroso, por causa das festas juninas. Essas festas homenageiam três santos católicos: Santo Antônio (dia 13), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29), os quais são alvos de simpatias e promessas nesse mês.
No entanto, a origem das comemorações nessa época do ano é anterior à era cristã. No hemisfério norte, várias celebrações pagãs aconteciam durante o solstício de verão, ou seja, o dia mais longo e a noite mais curta do ano, que ocorre nos dias 21 ou 22 de junho no hemisfério norte. Diversos povos da Antiguidade, como os celtas e os egípcios, aproveitavam a ocasião para organizar rituais em que pediam fartura nas colheitas.
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os índios que habitavam aqui também faziam importantes rituais durante o mês de junho. Eles tinham várias celebrações ligadas à agricultura, com cantos, danças e muita comida. Com a chegada dos jesuítas portugueses, os costumes indígenas e o caráter religioso dos festejos juninos se fundiram.
No começo, as festas eram chamadas de Joaninas, especialmente em homenagem a São João, depois o nome mudou pra Junina, em referência ao mês de junho.
É por isso que as festas celebram santos católicos e oferecem uma variedade de pratos feitos com alimentos típicos dos nativos, cheia de grãos e raízes. Nesse aspecto, é clara a influência brasileira na alimentação. Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados são feitos com ele. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, pipoca e bolo de milho são alguns exemplos. Mas além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim e de mandioca, pinhão, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, batata doce e muito mais. 
Alguns acham que é uma festa essencialmente brasileira, mas esta possui diversas influências estrangeiras. A quadrilha tem origem francesa, nas danças de salão do século 17. Em pares, os dançarinos faziam uma sequência coreografada de movimentos alegres. O estilo veio para o Brasil com os nobres portugueses, e foi sendo adaptado até fazer sucesso nas festas juninas. A tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo à dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.  
Mais antigo que tudo isso, é a história sobre a origem da fogueira. Santa Isabel (mãe de São João Batista) disse à Virgem Maria (mãe de Jesus) que quando São João nascesse acenderia uma fogueira para avisá-la. Maria viu as chamas de longe e foi visitar a criança recém-nascida.
 A valorização da vida caipira nessas comemorações reflete a organização da sociedade brasileira até meados do século 20, quando 70% da população vivia no campo.
Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se e formando um dos aspectos culturais dos brasileiros. Cada região do país tem suas características particulares. Na região Nordeste, as festividades também são importantes economicamente, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. 

Em festas juninas, as tradições são sempre muito importantes, mas temos que lembrar que hoje há uma tradição que está proibida por lei pelo perigo que ela representa, a soltura de balões. Eles são muito bonitos, mas raros de se ver, pois o risco de incêndio nesses objetos é grande e o que todos querem é aproveitar as comemorações em segurança.


Ilustração: Mauricio de Souza 



11.6.12

O amor está no ar...

Karoline Fogaça

No Brasil, a principal data para os apaixonados ocorre no mês de junho. Estima-se que o Dia dos namorados é comemorado há 2 mil anos e a principal lenda sobre a origem da data origina-se da Roma antiga.
O imperador Claudius II proibiu o casamento entre jovens. O objetivo dele era diminuir o número de homens casados e ter mais soldados em seu contingente. Insatisfeito com a proibição, o bispo Valentinus desafiou a autoridade do rei e começou a realizar casamentos escondidos. Após descoberto, foi preso e condenado à morte. Na prisão, Valentinus apaixonou-se por uma moça, filha do carcereiro. Eles trocavam cartas e ele as assinava com a frase “do seu Valentin”. Foi a partir desta frase, que surgiu a expressão Valentine’s Day (Dia de São Valentim). A data é comemorada no dia 14 de fevereiro nos Estados Unidos e em outros lugares do Mundo. Diferente do Brasil, nos Estados Unidos, além ser uma data para a troca de presentes entre namorados, noivos e pretendentes, também serve para a demonstração de carinho entre pais e filhos.
No Brasil, a data tem relação direta com a comemoração do dia de Santo Antônio. Santo Antônio era um frei português chamado Fernando de Bulhões. Em suas pregações religiosas, o frei sempre destacava a importância do amor e do casamento, e em função de suas mensagens, depois de ser canonizado, ganhou a fama de “santo casamenteiro”. 
Foi só na década de 1950, que o Dia dos Namorados foi introduzido no nosso país. O publicitário João Dória criou um slogan de apelo comercial que dizia "não é só com beijos que se prova o amor", representantes do comércio acharam uma ótima ideia para aquecer as vendas e escolheram o dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio.
O amor é um sentimento que deveria ser lembrado todos os dias, mas há quem goste de fazer grandes demonstrações em datas especiais. Se você é uma delas, aproveite a semana pra surpreender sua alma gêmea. Se você for alguém que está atrás do grande amor, utilize a data para fazer pedidos ou promessas para o santo.

POR UMA CULTURA DA PAZ

Itamar Abreu Turco

     O que é paz? Onde a encontramos? Na verdade, procuramos a paz de diversos modos e, em muitos casos, pensamos ter encontrado, quando há uma ociosidade ou quando tudo está muito tranquilo.
     A paz exige esforço, renúncia, busca. Ela é mais agitada do que se pensa, a paz é uma luta constante, uma verdadeira guerra pelo bem.
    Com esse intuito, organizações do bairro industrial estão promovendo em conjunto com o Instituto do Grupo Paranaense de Comunicação - GRPCOM  e Serviço Social da Idústria - SESI, a Feira da Paz. A proposta é que as diversas entidades e moradores do bairro expressem por meio de , oficinas, teatro, música, contadores da história as formas como se constituiu o bairro dando familiaridade e sentimento de pertença, ainda maior, à realidade em que estão inseridos.
     A programação prevê diversas atividades que envolvam o maior número de moradores, bem como demonstra como é importante a construção de uma cultura da paz.
    A paz é uma meta sempre almejada, vamos encontrá-la sempre que estivermos reunidos. Devemos agir sempre como promotores da paz, assim participarmos em prol de sua realização é um exemplo de fé e cidadania.

Dia dos namorados: A data para celebrar o amor



Imagem: Marcelo Silva

Jasmine Horst

     São muitas as versões para explicar a origem do dia dos namorados. Alguns dizem que a data surgiu para celebrar o Dia de São Valentim, um bispo romano que 270 a.C. desafiou o imperador Claudius II que proibia a realização de casamentos em períodos de guerra. Desobedecendo as ordens, ele foi condenado e executado no dia 14 de fevereiro, data em que é comemorado o dia dos namorados na Europa. Outra versão afirma que a data teve seu surgimento em um festejo romano: A Lupercália. Um festival realizado em fevereiro em honra ao deus Lupercus, invocado para manter os lobos distantes das residências do local. No festival, eram realizados rituais de escolha de casais, que deveriam ser "namorados" até a próxima Lupercália.

    No Brasil, a data é muito mais comercial do que histórica. A versão mais aceita é a de que no início da década de 1950, um comerciante trouxe a ideia para o país e logo conseguiu a aprovação das pessoas. A data, 12 de junho, teria sido escolhida por ser véspera do dia de Santo Antônio, considerado santo casamenteiro, e também por ser uma época em que o comércio é menos movimentado.

    Independente da origem, o fato é que o dia dos namorados nasceu para celebrar o amor. Comemorar a existência do sentimento mais bonito, lembrar de algo que anda meio esquecido neste mundo corrido, em que tempo é artigo de luxo, lembrar do amor, e principalmente, de amar.

    O dia dos namorados é também, uma data para lembrar àqueles que estão juntos hà bastante tempo que devem renovar seu amor, apaixonar-se todos os dias. Além disso, a data serve para que sentimentos como o respeito, o companheirismo e a amizade, que sempre andam juntos com o amor, sejam lembrados e cultivados pelas pessoas.

Valentine’s day

A paixão está no ar, é dia dos namorados



Quem tem, já teve ou pretende ter um namorado sabe como esse dia é aguardado. A data foi criada no século XX, remontando a um obscuro dia de jejum em homenagem a São Valentim. Conta à história que durante a Idade Média, no dia 14 de fevereiro eram feitas festas em louvor aos deuses Juno e Lupercus, conhecidos como protetores dos casais, agradecendo a fertilidade da terra. Os rapazes colocavam nomes de moças em pequenos papeizinhos para serem sorteados, o que fosse retirado seria o nome de sua esposa.

                Naquela época, era comum que as famílias impedissem o matrimônio de certos casais apaixonados, visto que a família deveria escolher os cônjuges que julgassem adequados para cada pessoa. Para dar uma ajudinha aos enamorados, o padre Valentim passou a realizar casamentos às escondidas. Os casais que fugiam procuravam o padre para que não ficassem sem receber a bênção de Deus.

O dia dos namorados celebra a paixão, o amor e o compartilhar de sentimentos. As comemorações se estenderam pelo mundo todo. Na América do Norte e na Europa, a data ainda é comemorada no dia 14 de fevereiro, conhecida popularmente como Valentine’s Day. No Brasil, a tradição católica escolheu a data 12 de junho para celebração por ficar próxima ao dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, o casamenteiro.

Esse é um dia especial para todos os apaixonados. São flores, caixas de chocolate, joias, ursinhos de pelúcia, perfumes, presentinhos e jantares para agradar os companheiros. Esta data serve para os casais repensarem no relacionamento e agradecerem por ter alguém do lado nos momentos bons e ruins. Namorados também erram, choram e brigam. Por isso, uma boa dose de paciência, compreensão e respeito são essenciais para quem quer ter um relacionamento duradouro.

Namorar é trocar experiências, crescer e aprender juntos. É conviver com alguém que tem jeitos, manias, medos e receios diferentes dos seus. É poder ter com quem conversar quando estiver com problemas e ganhar aquele abraço confortador. Se você tem namorado(a), comemore a data. Se ainda não tem, esse é o momento para se declarar e deixar o sentimento e o romance aflorarem. Assim como você, existem várias outras pessoas que estão dispostas a se apaixonar. Não perca a oportunidade, arrisque-se sem medo de errar.

Feliz dia dos namorados!

Jéssica Lange

9.6.12

União das mães de deficientes mantém Associação em Pinhão


Jean Patrik Soares

Em Pinhão, as mães de crianças com deficiência cansaram de esperar por ajuda do governo, que nunca chegava, e resolveram correr atrás de seus direitos. Em 2008, foi criada a Associação Pequeno Anjo, uma entidade que auxilia mães de crianças com deficiência na luta por seus direitos.
A principal responsável por essa iniciativa é Marisa Do Carmo Krysiaki, presidente e fundadora da associação, ela é mãe do Jackson, 18 anos, que não anda e nem fala, vive como um bebê que necessita de todos os cuidados básicos. Marisa conta que quando ainda era mais jovem nunca tinha conhecido nenhuma pessoa com deficiência e que foi muito difícil aceitar as limitações de seu filho. Segundo ela, todas as mães sofrem com essa realidade, e que, por isso, necessitam de orientação.
Marisa relata que várias mães já a procuram desesperadas, sem rumo, pensando até mesmo em abandonar seus filhos. Como a maioria é de baixa renda, elas não têm recursos para cuidar de seus filhos e nem sabem onde procurar esse recurso. “Com essas dificuldades a gente descobriu que temos que nos unir e correr atrás dos nossos direitos,” relata Marisa emocionada.
O trabalho da associação é simples, mas significativo, consiste na fabricação e distribuição gratuita de fraldas para as pessoas com deficiência. A associação ainda se responsabiliza por providenciar alimentos, remédios e consulta médica para as crianças, tudo com a ajuda de voluntários e doadores. Mensalmente, são atendidas mais de 20 famílias, 16 mulheres se revezam na confecção das fraldas e outros trabalhos, e 100 sócios contribuem financeiramente. Por meio da associação, as mães criaram o Conselho Municipal da Criança com Deficiência, que debate, fiscaliza e reivindica os seus direitos.
A presidente da entidade afirma que o maior desafio já enfrentado foi a obtenção de um espaço para trabalhar, hoje localizado na Casa da Amizade, cedido, em regime de comodato, pela Rotary Club. Ela afirma, ainda, que um dos constantes problemas é a falta de dinheiro, pois não recebem nenhuma verba pública, e sempre precisam adquirir remédios para as crianças. “Existe muito desrespeito aos deficientes nas leis, que só estão no papel, mas não funcionam, como, por exemplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente que prevê o fornecimento gratuito de medicamentos, próteses e órteses.” conclui Marisa.

 
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