30.7.12

De Guarapuava para o Mundo?


O Judô é uma arte marcial criada no Japão em 1882 com o objetivo de formar uma técnica de defesa pessoal, além de desenvolver o físico, espírito  e mente. A arte marcial chegou ao Brasil em 1922, no período da imigração japonesa. 90 anos depois o esporte não é muito popular entre os brasileiros, mas, mesmo assim o país já revelou vários talentos. A jovem guarapuavana Alexia de Lima de 17 anos idade, vem se destacando no cenário esportivo. A estudante de Educação Física da UNICENTRO é uma colecionadora de medalhas. Neste ultimo mês de Julho Alexia, foi campeã dos jogos universitários do Paraná na categoria até 70Kg. Durante seus 8 anos dedicados ao Judô também conquistou o título de campeã paranaense na categoria meio pesado até 78 Kg. Nos próximos meses, a judoca ira participar do campeonato brasileiro nas categorias Sub-20 e Sub-23e também das Olimpíadas Universitárias. O campeonato brasileiro Sub-20 acontece no mês de agosto em Cuiabá-MT, o Sub-23, também em agosto, será no Rio de Janeiro. Já as Olimpíadas Universitárias serão realizadas no Paraná, no mês de Outubro na cidade de Foz do Iguaçu. Apesar da pouca idade, a jovem já participou de algumas competições nacionais, ciente das dificuldades ela aposta em uma boa rotina de treinamento para conseguir representar bem o estado nas próximas etapas. Ela treina o judô três vezes por semana, por cerca de duas horas diárias e duas vezes por semana pratica musculação. Alexia de Lima tem como maior objetivo representar o Brasil nos jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Segundo ela, o campeonato brasileiro- sub 23 visa a vaga no tão sonhado ciclo olímpico, ela comenta que é algo muito almejado e está treinando bastante para conseguir.

  Alexandre Pessoa







26.7.12

Educação: solução para as mazelas sociais




                                                              Níncia Cecília Ribas Borges Teixeira


A vida é dura e só sobrevivem os mais aptos. É preciso ter uma boa educação. Rubem Alves







      A Educação deveria ser prioridade em todos os níveis, pois um povo educado é um povo que tem discernimento, se ele pensa diminuem consideravelmente a pobreza, a ignorância , a violência...

Programas de combate à fome, à pobreza, à violência só terão eficácia se houver investimento em Educação. Atitudes paternalistas mascaram a real situação, são ações inócuas que não atingem o cerne da questão. O que se deveria fazer é garantir o acesso à educação básica, porque é nessa fase que se começa, segundo Gilberto Dimenstein, a derrota educacional.

Sabe-se que o futuro deve ser construído hoje, agora, projetos que são destinados a mudar a feição de uma Nação não podem ser efetivados a curto prazo, pois só servirão com marketing político.

Por outro lado, é necessário, também, que a educação possua qualidade, não se pode pensar em escolas como “depósitos” de crianças e jovens. A Escola deve privilegiar o conhecimento, além de preparar para a convivência na sociedade.Não adianta freqüentar aulas, faz-se necessário que se participe ativamente delas.  Não existe razão em informar por informar, é preciso que se tire proveito da informação, que ela se transforme em conhecimento. Se isso não ocorre, pecas-se não por falta, mas, o que é pior, por omissão...

16.7.12


Paradoxos da Modernidade: tecnologia X analfabetismo

                                                                          
                                                                  Nincia Cecilia Ribas Borges Teixeira

A modernidade é construída dicotomicamente, pois ao lado de um progresso material impressionante, de descobertas e inovações tecnológicas, grande parte da população do globo permanece no mais completo estado de subdesenvolvimento e abandono, ao qual se pode acrescentar os efeitos perversos da globalização da economia e do mercado, geradores de uma nova forma de exclusão social, representada pela multidão de desempregados e famintos. Isso gera uma situação de angústia e perplexidade frente ao que se vê, embora se tente descrever e compreender o fenômeno, é difícil encontrar uma solução que transforme essa realidade.

A sociedade moderna é regida por novos comandos, por uma tecnociência computadorizada que invade o espaço pessoal substituindo livros por microcomputadores e, assistindo a tudo isso não se sabe onde se pode aportar. No entanto, o Brasil vive, ainda, um grande paradoxo, pois, na era atual, enquanto uma parcela da humanidade caminha para a consolidação de um mundo digital, a sociedade brasileira possui um alto índice de pessoas analfabetas.

O conceito de quem é analfabeto nas sociedades desenvolvidas está mudando rapidamente. No Brasil, analfabeto ainda é a pessoa que não "tem as letras", ou seja, não sabe ler e escrever. A estatística brasileira para essa classe de pessoa, que, evidentemente, fica completamente marginalizada em qualquer sociedade moderna, é vergonhosa: temos 16% de analfabetos completos (só para comparar, a Argentina tem quatro vezes menos).

No entanto, a coisa se agrava quando usamos o conceito de analfabetismo funcional, definido há algumas décadas atrás pela UNESCO: é analfabeto funcional quem, apesar de saber ler e escrever formalmente, não consegue compor e redigir corretamente uma pequena carta solicitando um emprego. Acho que não temos estatísticas no Brasil a respeito dessa classe de analfabetismo., Entretanto, em nosso país, considera-se oficialmente alfabetizado quem sabe escrever um bilhete simples; porém, existem estudos indicando que um indivíduo que não freqüentou pelo menos por quatro anos uma escola pode ser considerado um analfabeto de fato. Sem esses quatro anos para fixar as letras, a pessoa esqueceria o que aprendeu. Segundo Gilberto Dimenstein, “dentro desse critério, calcula-se que 41% dos brasileiros seriam analfabetos”.

 O analfabetismo é uma das grandes mazelas sociais, porque a alfabetização efetiva esta intimamente ligada à dignidade humana básica e ao exercício completo da cidadania de seu país e do mundo. Quem lê e entende o que lê, quem escreve e que entende o que escreve, terá como assegurar benefícios e alcançar seus objetivos, colaborando no combate das injustiças e posturas conservadoras, protecionistas e etnocêntricas.

Sem saber ler e escrever, efetivamente, não se consegue participar do que a modernidade é capaz de oferecer. O caminho, então, é combater todas as espécies de analfabetismo: o estrutural, o social, o digital, o cultural, sem excluir, é óbvio, o que se refere ao letramento da nação, assegurando o direito de todos à   busca da realização de seus desejos e necessidades,do contrário, teremos um apartheid , decorrente da própria modernidade.

 
| Design by Free WordPress Themes and Kurpias| Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes and Kurpias |