31.10.12

31 de outubro é dia do Saci- Pererê



                                            Por Elis Oliveira
Quem nunca viu a imagem do menino que possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e com um cachimbo na boca! O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro, tendo origem entre as tribos indígenas do Sul do Brasil.
No início, o Saci era retratado como um curumim (palavra de origem tupi que significa criança) endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico.
No entanto, com a influência da mitologia africana, o Saci foi transformando- se em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira. Depois veio o pito, uma espécie de cachimbo, e ganhou da mitologia europeia um gorrinho vermelho.
É conhecido principalmente pela travessura, muito brincalhão, que se diverte com os animais e com as pessoas. Por ser muito moleque o Saci acaba causando alguns transtornos e está sempre infernizando por aí. Nas casas, passa atrapalhando os afazeres domésticos, queimando a  comida,  apagando  o  fogo  no  meio  de  uma fervura , esconde as coisas e bate portas, além de ficar assobiando.
 No campo, abre porteiras, espanta toda a criação e o gado, dispara cavalos, nos quais se tem prazer e gosto em traçar crinas e caudas, transformando em enormes e difíceis emaranhados, impossíveis de serem destrançados.  
Por pertencer ao imaginário das pessoas, algumas acreditam que o único meio de driblar o negrinho é espalhando cordas ou barbantes amarrados pelo caminho. Desse jeito  ele se ocuparia em desatar os nós, dando tempo da pessoa fugir de sua perseguição. O Saci também tem medo de córregos e riachos, por isso, atravessar um pode ser uma alternativa, pois o Saci não consegue fazer a travessia.
Porém, segundo a lenda, é necessário tirar o gorro do Saci e prende-lo em uma garrafa. Para isso é necessário jogar uma peneira ou um rosário bento em um redemoinho. Tudo isso para garantir assim a sua obediência. A lenda também diz que os Sacis nascem em brotos de bambus, vivendo ali por sete anos. Após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atormentar a vida dos seres vivos, depois morrem e viram um cogumelo venenoso.
Imagem: Internet

30.10.12


Do sonho a realidade
Kamila Dussanoski

Sempre interessado por livros, a literatura lhe chamava a atenção desde criança, nunca teve este ou aquele autor como seu preferido, gostava mesmo é de ler, ler sobre a vida de cada um deles, isso sempre prendeu sua atenção e o motivava, mas deixa claro: não escolheu a literatura, mas sim ela a escolheu.
Um caso, dentre tantos casos do puro acaso. Uma espécie de traça que degusta versos de livros empoeirados das estantes de um sebo qualquer e, depois, vomita quaisquer palavras indigestas em uma sequência aleatória, ou apenas um jovem de 24 anos, chamado Norbert Heinz, natural de Guarapuava – PR, Biólogo, Mestre em Biologia Evolutiva pela UNICENTRO-PR e escritor.
          Hoje, mais que um hobby qualquer, a literatura se tornou uma necessidade em sua vida.
‘’ Você é apenas uma ferramenta das palavras e é usado para descrever todos os começos, os meios e os fins, sem saber sequer qual vai ser o começo, o meio ou o fim. O que você sabe é que a cada verso, palavra por palavra, algo em sua alma pulsa em ecos: Tudo vale a pena... Tudo vale a pena... Tudo vale a pena...’’ expressa Norbert.
Tem a sua vida totalmente assemelhada a sua obra, levando traços de uma para outra. E declara: ‘’ Se alguém disser que sua obra é algo separado de sua vida, só existem duas explicações lógicas: ou você não tem obra, ou você não tem vida. ’’
          Em Setembro de 2011, Norbert esteve na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, lançando o livro ‘’ Que bicho é Esse? Tartaruga Marinha, Jabuti ou Cágado?’’. Este, o primeiro livro da ‘’Coleção Tira- Teima’’ que tem como proposta diferenciar três animais que são semelhantes, mas com algumas diferenças no tamanho, forma e outras características. O texto voltado para o público infantil, possui uma linguagem simples e divertida, com muitas ilustrações.
          Mas até chegar ai não foi fácil para Norbert, que seguiu escrevendo e conseguiu realizar um dos seus sonhos.
‘’Sempre, repito, SEMPRE vai ter um ou outro leitor que após ler seu texto vai elegê-lo como preferido. É por esse leitor que você deve continuar publicando. É por esse leitor que cada vez que você for escrever, deve se preocupar em dar seu máximo e escrever com a qualidade que fará de você o melhor exemplo de quem não desiste de um dos principais objetivos da vida: acreditar em si mesmo.’’ Finalizou Norbert.
 

Moda retrô na atualidade

Saindo dos pés masculinos para virar paixão entre as mulheres


Karoline Fogaça



O sapato Oxford é clássico, charmoso e indispensável para quem gosta da moda retrô. Nasceu no século XVII e agora em pleno século XXI ainda sobrevive. Esse modelo surgiu por volta de 1640, era muito popular entre os estudantes da Universidade de Oxford, na Inglaterra, daí a origem do nome. É totalmente fechado e possui sempre os mesmos princípios, um cadarço para amarrar e recortes na parte frontais e traseiras que se sobrepõem às laterais.


Por ter se tornado parte do uniforme dos alunos, isso acabou limitando na época as variações estilísticas do modelo. Durante muito tempo, esse sapato fez parte de um representação de seriedade e conservadorismo, além de ser considerado essencialmente masculino. Ele apresentava tais características porque, no século XVII, quem estudava em universidades eram os homens que pertenciam a famílias ricas.


A moda não é um lugar de preconceitos, ela transformou esse ícone em um sapato unissex. Hoje, vemos muito mais mulheres do que homens usando, pois ele ganhou versões femininas com uma grande variação estilística, com ou sem salto, de várias cores e estampas.


O Oxford faz parte de um estilo que vem sendo chamado de retrô. Retrô vem de retrospectiva, mas na moda essa palavra tem dois significados, pode ser algo que já foi tendência em outras épocas e agora está sendo resgatado ou simplesmente o que é considerado clássico, que não sai de moda há muito tempo. Podemos chamar esse estilo por dois nomes “Fashion Retrô” ou “New Old” (novo velho) e é um conceito que os estilistas usam para fazer o novo com base em peças do passado, mas que marcam a época em que apareceram pela primeira vez.

O retrô abrange tudo na moda, roupas, maquiagens, penteados, acessórios e sapatos. É considerado um estilo que pode remeter a vários momentos históricos, sendo eles de qualquer época. 







29.10.12

A Era do Gelo 4



Faz um bom tempo que os filmes de animação deixaram de serem apenas objetos de consumo para crianças. Com roteiros cada vez mais adultos e abusando de personagens engraçados,  eles vêm conquistando o público de variadas faixas etárias.
          Entre os lançamentos de 2012, está o tão esperado A era do gelo 4 , o segundo da série em 3D. Dirigido por Steve Martino e Mike Thurmeier, este é o primeiro filme da franquia sem a participação do diretor brasileiro, Carlos Saldanha. Após idas e vindas a amizade entre Sid, Manny e Diego, ainda está presente.
filme inicia quando o pequeno e desastrado esquilo Scrat, encontra uma noz e tenta enterrá-la em meio às geleiras glaciais. Este, por sua vez, acaba desencadeando a separação dos continentes. A situação provoca uma grande mudança nos terrenos do planeta, inclusive na moradia da preguiça Siid (John Leguizamo/Tadeu Mello), do mamute Manny (Ray Romano/Diego Vilela) e, do tigre Diego (Denis Leary/Márcio Garcia).
Após um grande terremoto, os três personagens acabam ficando isolados em cima de um iceberg. Enquanto isso a esposa do mamute, chamada Ellie (Queen Latifah/Carla Pompílio) e a pequena filha, chamada Amora (Keke Palmer/Bruna Laynes) permanecem no continente, aguardando a volta de Manny.
Em alto mar, o mamute promete voltar para o continente e reencontrar sua família. Mas para isso o trio precisa enfrentar um capitão pirata “macaco” e uma tripulação malvada, que fazem de tudo para eles não consigam retorar à terra firme. Durante o filme, as tempestades torrenciais e sereias sedutoras, tornam o efeito 3D ainda mais interessante.
Uma das novidades do 4º filme é a presença da vovó mal humorada de Sid. A família a abandona e o pobre e desconcertado Sid acaba tendo que carregar a velhinha que apronta muito durante o filme. A vovó preguiça acaba sendo uma das personagens mais divertidas da trama. O atrapalhado Scrat, termina o filme obcecado pela noz, e em uma de suas proezas, acaba ocasionando mais um evento cataclísmico.
Para quem gosta de diversão, comédia e animação, a Era do gelo 4, não deixa nada a desejar.

Jéssica Lange

27.10.12

31 de outubro: Dia das Bruxas


Todo ano no dia 31 de outubro,  é comemorado o Halloween, uma festa celebrada nas vésperas do dia de Todos os Santos. Por mais que seja realizada em grande parte dos países ocidentais, ela é bem representativa nos Estados Unidos da América, sendo levada ao país em meados do século XIX pelos imigrantes irlandeses.
A história do Halloween tem mais de 2500 anos, conta  a lenda que surgiu entre o povo celta. Eles acreditavam que no último dia do verão, 31 de outubro, os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Na tentativa de assustar estes fantasmas, os celtas colocavam nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas e o que mais a imaginação fluísse.
No entanto, durante a Idade Média esta festa foi condenada na Europa por se tratar de uma festa pagã. Aqueles que comemoravam eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição. Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados que é no dia 2 de novembro.
Existem alguns símbolos marcantes que cercam o Dia das Bruxas, por está estar relacionada em sua origem à morte, por isso resgata elementos e figuras que assustam ou são até macabras. Ela usa personagens como fantasmas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros, Drácula e Frankenstein e a mais famosa: a bruxa.
As bruxas têm papel importantíssimo no Halloween. Não é à toa que a festa é conhecida como "Dia das Bruxas" em português.  Segundo várias lendas, as bruxas se reuniam duas vezes por ano, durante a mudança das estações uma no dia 30 de abril e outra no dia 31 de outubro. Chegando em vassouras voadoras e  participavam de uma festa chefiada pelo próprio Diabo. Elas jogavam maldições e feitiços em qualquer pessoa, transformavam-se em várias coisas e causavam todo tipo de transtorno.
Mesmo com todo esse significado em torno do Dia das Bruxas, em muitos países há uma tradição de que as crianças também participem desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias que fazem alusão ao dia e batem de porta em porta na vizinhança, com a seguinte frase “doçura ou travessura”.
No Brasil, está comemoração é recente. Chegou ao nosso país por meio da grande influência da cultura americana principalmente veiculada pelos meios de comunicação ou cursos de língua inglesa que todo ano incentiva seus alunos a vivenciar esse dia, para que tenham a mesma experiência que os norte-americanos.
Porém, muitos brasileiros são incisivos ao dizer que a data nada não tem a ver com nossa cultura e deveria ser deixada de lado, alguns argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado. Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci que é comemorado também em 31 de outubro.

Por Elis Oliveira

26.10.12

O avanço feminino nas eleições 2012



    Ao observarmos o cenário político atual, já não nos admiramos tanto em vermos as mulheres galgando altos cargos políticos. Elas já conquistaram seu espaço e têm contribuído muito para a mudança, tanto mundial como local. Basta citarmos Angela Merkel, na Alemanha, Cristina Kirchner, na Argentina, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e mesmo na política local, onde tivemos a primeira mulher eleita vice-prefeita da história de Guarapuava, Eva Schran.  Todavia, em se tratando de Brasil, essa conquista é recente, as mulheres só puderam ter o direito de votar, e serem votadas, no início do século passado, em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, ou seja, há apenas 80 anos.

    Os números podem ajudar nessa reflexão, segundo o TSE, em 2012, em todo o Brasil, a participação das mulheres alcançou 31,6%, é a maior da história do país, nas candidaturas a vereador houve um aumento de 73%, em relação a 2008. É claro que temos que levar em conta a reforma eleitoral, que, em setembro de 2009, com a lei 12.034/2009, obrigou os partidos a apresentarem mulheres em 30% de suas candidaturas, de qualquer forma, foi um avanço. A lei obriga a colocar as candidatas, mas não a votar nelas, corrobora com essa reflexão, o fato de que em 2012, 7.653 (13% do total) foram eleitas para as câmaras municipais, e em 2008, foram 12,5%. Entre as prefeitas eleitas no primeiro turno também houve um grande avanço, em 2008, foram 504 (9,12%), em 2012, 663 (12,03%), um aumento de 31,5%.

    Em Guarapuava, foram quase 50 mulheres candidatas, que no total receberam 11.866 votos (9,9% dos votos válidos), sendo que, duas mulheres foram eleitas, menos de 10%, números menores que de 2008, quando elas correspondiam a 15,4% dos eleitos, também foram eleitas duas mulheres, todavia, o número de cadeiras era bem menor. Os números do município estão abaixo da média nacional, mas o fato de se ter uma mulher eleita dentro da prefeitura demonstra um avanço para as mulheres.
Existem, porém, aspectos que não aparecem nos números, elas têm demonstrado grande competência em suas funções políticas, são mais sensíveis aos problemas das próprias mulheres, crianças e idosos, além do mais, muitas delas são mães, religiosas e envolvidas com atividades sociais e comunitárias. Isso tem feito com que a sociedade, de modo geral, tome consciência do valor que elas têm e da igualdade de direitos em relação aos homens, e não só na política, mas também em outros ambientes que deveriam ser estimuladas a participar.

Jean Patrik Soares

22.10.12

Tempo, senhor de nossos dias



Cada vez é mais comum, ouvirmos pessoas falando sobre “o quanto os dias, os meses, os anos estão passando cada vez mais depressa”, e de fato, temos essa impressão, parece que foi ontem que 2012 começou, e agora já estamos prestes a entrar no penúltimo mês do ano.
A explicação para essa rapidez com que o tempo passa, está, em grande parte, na modernidade. Estamos cada vez mais atarefados, vivemos em função de cumprir metas, atingir objetivos, tudo isso dentro de um prazo, e vivendo desta maneira, estamos em constante luta contra o relógio.
Se há algumas décadas, o dia parecia mais longo, isso se devia ao modo de vida que a população levava. Não existia TV, internet, a maior distração das pessoas era o rádio, além do próprio contato entre as pessoas, que era maior, não havia a superestimulação tecnológica que há hoje.  Além disso, nossa população era muito mais rural do que urbana, e esta vida no campo sempre teve as características até hoje admiradas, tais como a vida calma, embora com muitos afazeres, e a sensação de que o tempo passa mais devagar.
Poucos têm o prazer de desfrutar de momentos “sem nada para fazer”, aquele momento em que nada é mais importante do que parar, descansar e observar o mundo que nos cerca, por um instante esquecer a correria do mundo globalizado. Momentos assim são cada vez mais raros, como diria Caetano Veloso, na música “Oração ao tempo”, o tempo é como um “compositor de destinos, tambor de todos os ritmos”, ou seja, nossa vida está pautada tendo como mediador principal o tempo.

Jasmine Horst

O HORÁRIO DE VERÃO E AS RELAÇÕES HUMANAS


   O horário de verão começou no último domingo (21), e segundo o site da Folha de São Paulo, “deve gerar uma economia R$ 282 milhões devido à redução do consumo de energia. O valor é 56% maior que os R$ 180 milhões economizados no ano passado.” Entretanto, para a população em geral, as maiores influências ocorrem nos hábitos do dia a dia, às vésperas de mudar o horário é comum ouvirmos elogios e críticas quanto a mudança. O maior problema está na adaptação, nos primeiros dias é mais difícil levantar pela manhã, a fome vem mais cedo, mas, aos poucos, habitua-se.

   Com o dia mais longo e as noites mais curtas, há uma maior possibilidade de contato com amigos para um happy hour, uma caminhada ou, simplesmente, para chegar mais cedo em casa para assistir TV ou colocar os serviços domiciliares em dia.
   Quando morei na região Sudoeste e Oeste do Paraná, em Francisco Beltrão e Cascavel, era muito comum ver pessoas levarem cadeiras para frente de suas residências e se sentarem, após as 18 h, para tomar chimarrão ou tererê com os amigos. Outro hábito muito comum, esse aqui mesmo em Guarapuava, é vermos as pessoas nas praças fazendo caminhadas, ou sentadas com amigos jogando conversa fora.
   O fato é que quem trabalha o dia todo tem um tempo a mais para cuidar de seu jardim, passear, lavar roupas, brincar com os filhos, passear com seu animal de estimação, mais do que uma economia de energia, o horário de verão é uma ótima forma de possibilitar contatos agradáveis e relacionamento reais, algo extremamente útil em tempos onde as amizades se virtualizaram.

Jean Patrik Soares

15.10.12

Dia do Professor?



Nincia Cecilia Ribas Borges Teixeira

Diante de  tantos dias no calendário escolar, em um deles registra-se “dia do professor”... Lecionar, hoje em dia, requer “querer-fazer”, os desafios são muitos, tecnologia, descompromisso, falta de limites. E, em meio a isso tudo, surge a voz que não cala, a do professor.
Pode ser falando “ Passem traço com a régua!”, “Pulem linha”, ou ainda “ Se na ficar quieto foi tirar você para fora”, pode ser no capricho que escreve na lousa, pode ser nas piadas que conta aos alunos, pode ser na ironia que ensina a pensar.... O professor sempre estará presente em nossos dias. Seja professor de matérias, mas principalmente o professor de vida!
Ser professor requer vontade, principalmente vontade de fazer com que o outro vença. Em meio a um mundo tão competitivo, o trabalho do professor é abafado, muitas vezes, por tantas outras profissões, esquecido em meio a tanta publicidade, ignorado pelo próprio alunado.
Depois de tantos anos ensinando, aprendendo, disseminando, interagindo , olho para trás e vejo quanta gente ajudei a vencer, mas também observo que tantos outros ficaram no meio do caminho, eis  que surge a pedra.  Mas, a certeza de que tenho é que escolhi ser professora porque acredito que o conhecimento é que nos faz sermos melhores!!
Aos colegas de vontade, Feliz Dia!!

13.10.12

Conscientização em cor-de-rosa

Karoline Fogaça



Entre as doenças modernas que estão gerando, cada vez mais, pesquisas para tentar solucionar seus dilemas, entre essas doenças está o câncer com uma das maiores e que atinge muitas pessoas. Devemos estar atento a ele, pois ele se manifesta em diferentes regiões e órgãos do corpo, em diferentes idades e em ambos os sexos.
Para quem não sabe sobre o que se trata o assunto, podemos dizer a grosso modo que todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células são agressivas, incontroláveis e formam tumores malignos (no popular: câncer), que podem espalhar-se para outras regiões do corpo.
O câncer de mama é o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), e foi a partir disso, que o surgiu o movimento internacional chamado de Outubro Rosa. 
O mês que estamos recebe esse nome, porque remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama. O movimento começou nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e/ou mamografia no mês de outubro. Tempos depois, o Congresso Americano aprovou que o mês de Outubro se tornasse o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama. 
A história da cor do laço remete a última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990. 
Hoje, uma atitude muito comum para dar a visibilidade a essa campanha é a iluminação cor-de-rosa de monumentos, prédios públicos, pontes, teatros. Essa foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que pudesse chegar a qualquer lugar, pois é somente adequar a iluminação já existente.           
Lançamento Outubro Rosa em Curitiba
Foi pensando nisso que o Governo do Paraná lançou em Curitiba em parceria com a Associação Comercial do Paraná, o “Outubro Rosa”, movimento que ao longo de todo o mês promoverá ações voltadas para a prevenção do câncer de mama e o diagnóstico precoce da doença. As atividades acontecerão nas 22 Regionais de Saúde do Estado, com apoio dos municípios e de 50 entidades apoiadoras da campanha. A campanha visa alertar as mulheres, em especial aquelas com mais de 50 anos, para que realizem o exame clínico de rotina das mamas e a mamografia.            
           
O câncer de mama é mais comum em mulheres a partir dos 35 anos, pois acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente, mas, é importante lembrar ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor.           
            Quando diagnosticado e tratado, ainda em fase inicial, as chances de cura são altíssimas. O objetivo principal do Outubro Rosa é exatamente esse, que haja um reconhecimento do tumor em sua fase inicial, e para isso é fundamental que toda mulher faça, além de exame de apalpamento em sua própria casa, uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.          
            O câncer de mama não tem uma causa única. O histórico familiar é um importante fator de risco não modificável para o câncer de mama. Entre outros fatores está o aumento da idade, a primeira menstruação antes dos 11 anos de idade, a última menstruação após os 55 anos, nunca ter engravidado ou ter tido o primeiro filho depois dos 30 anos. Além desses, ainda há fatores como o estilo de vida, excesso de peso e a ingestão de álcool.       
           
A mobilização da sociedade é tão importante quanto organizar serviços, promover ações sobre o assunto. A popularidade do Outubro Rosa alcançou o motivando e unindo as pessoas em torno de uma causa nobre. Isso mostra que uma ideia pequena, que surgiu em pontos isolados dos Estados Unidos, consegue se tornar uma causa gigantesca quando todos estão dispostos a ajudar.




Congresso Nacional - Brasília/DF


Elevador Lacerda - Salvador/BA

Jardim Botânico - Curutiba/PR

Cristo Redentor - Rio de Janeiro/RJ

9.10.12

O poder da Educação


    Não é de hoje que se ouve que a educação é o meio mais eficiente para o desenvolvimento de uma nação. Somente por meio do estudo, é que o filho de um humilde catador de papéis, por exemplo, poderá vir a ser médico, advogado, engenheiro, ou qualquer outra das profissões afamadas. O fato é que, para Guarapuava e região, ter acesso à educação possibilita duplo desenvolvimento, pois, além de proporcionar melhor formação para seus habitantes, também, por meio dela, desenvolve-se a economia local.

    Atualmente, Guarapuava conta com cinco grandes instituições de ensino superior, sendo duas públicas (Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná – Unicentro/ Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR) e três particulares (Campo Real, Guairacá e Guarapuava), sem contar outras de pequeno porte, que ofertam cursos a distância. Além dos estudantes, outros profissionais, entre administrativo e professores, migram para Guarapuava. Só para ter uma ideia, conforme Marizete Cechin, da assessoria de imprensa da UFTPR, dos 26 professores que lá lecionam, 20 vieram de outras cidades ou estados, como Curitiba, Ponta Grossa, São Paulo e Mato Grosso. Além dos alunos que também são oriundos de outras regiões, no Curso de Engenharia Mecânica, 38% são de fora de Guarapuava, e no curso de Tecnologia de Sistemas para Internet, 66% não são da cidade, informou Marizete.

    Ao todo, essas instituições oferecem 77 cursos superiores, que variam entre integral, matutino e noturno. Atualmente, são mais de mil estudantes universitários na cidade, e muitos deles vem de outras cidades, necessitados de moradia, alimentação e transporte fazendo com que o comércio local se aqueça.

    Para o futuro, as perspectivas são boas, a sede da UFTPR ainda está sendo construída próximo a PR 466, saída para Pitanga, o número de cursos ofertados será ainda maior, a assessoria informou que depende da necessidade de cada região, para 2013, já está previsto o Curso de Engenharia Civil. Soma-se a isso, a possibilidade da criação do curso de Medicina para a Unicentro, uma necessidade para a região e um sonho para os moradores. Dessa forma, cabe aos guarapuavanos aproveitarem o momento, acolherem bem seus novos moradores e criarem oportunidades para o desenvolvimento da região.


Jean Patrik Soares

7.10.12

O pó e suas poesias


O pó geralmente é encontrado em superfícies nas quais não mexemos há um tempo. Que tal escrever um livro sobre o pó que se acumula em cima de livros esquecidos nas estantes das bibliotecas? Essa foi a grande ideia de Hélvio Campos, um guarapuavano de 29 anos, formado em História, funcionário público e mestrando em Letras da Unicentro.
                Após escrever algumas poesias e engavetá-las, Hélvio deu continuidade ao seu trabalho em 2009, quando foi contemplado com a bolsa Funarte de Criação Literária. A partir daí, o desafio foi maior, ele recebeu por seis meses uma verba para dar vida ao trabalho e colocar as poesias em forma de livro. Uma das suas inspirações foi a biblioteca, onde vários livros acabam sendo deixados de lado e acumulam pó.

                Segundo Hélvio, suas poesias têm  um caráter interpretativo e livre, ou seja, o leitor pode tirar suas próprias conclusões ao lê-las.  Este é o primeiro livro lançado pelo escritor e retrata uma visão de quem olha de baixo para cima. “O pó está embaixo de tudo, e por isso consegue enxergar aquilo que ninguém vê. Ele é um elemento pesado, por mais que possa ser carregado pelo vento”, afirma Hélvio.
               As grandes novidades do livro são as belíssimas ilustrações feitas pelo artista e desenhista português Pedro Hamdan. Para Hélvio, as ilustrações são um poema a parte. “Pedro teve total liberdade para criar, e isso resultou em um trabalho único e diferenciado, que dá um toque pessoal e íntimo ao livro”, ressalta o escritor.

  Para quem gostou e quiser saber mais é só acessar:
Jéssica Lange

5.10.12

A moda do “ecologicamente correto”



 Buscando o desenvolvimento, o homem durante muito tempo utilizou-se dos recursos naturais de maneira desenfreada. O pensamento que predominava era o de que estes recursos nunca chegariam ao fim, porém, com o passar do tempo, ficou cada vez mais claro que o planeta não suportaria tamanha exploração por muito tempo.
Desta maneira, houve um grande aumento na preocupação com o meio ambiente, as pessoas puderam compreender que os recursos não são inesgotáveis e estes passaram a ser objeto de proteção de diversos órgãos e entidades. Surge aí, o discurso do “Ecologicamente Correto”, que está em alta desde então. Entretanto, uma pergunta que muitos devem se fazer é : “Como ser ecologicamente correto em um mundo onde cada vez mais se incentiva o consumo?”.
Realmente esta pergunta é bastante complicada, pois ao mesmo tempo em que sofremos pressão para preservarmos, somos bombardeados por publicidades que nos incentivam a comprar, a consumir. Se, por um lado o governo realiza campanhas de preservação do meio ambiente, por outro, este mesmo governo barateia o preço de automóveis, incentivando a compra de um dos maiores responsáveis pela poluição moderna. Podemos ter uma certeza neste contexto: A contradição é a palavra que pode resumir a situação que estamos vivendo.
A cada dia, vemos produtos que utilizam-se de frases do tipo “Ecologicamente Correto”, “Produto amigo da natureza”, “Não causa impactos na natureza”, porém, com estes slogans, o principal objetivo das empresas é vender seu produto, incentivar ainda mais o consumo, e sabemos que o consumismo é um dos principais adversários da preservação do meio ambiente.
Dessa maneira, podemos considerar que a “salvação do planeta” estaria na palavra “equilíbrio”, o ponto em que conseguíssemos conciliar o consumo, já que uma sociedade não conseguiria viver sem consumir, e a consciência que proporcionaria um consumo consciente, algo que se busca hoje, mas que ainda não conseguimos alcançar.

Jasmine Horst

 
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