22.8.13

Melhores Crônicas - Rachel de Queiroz

Autora
           
      Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza, Ceará, em novembro de 1910. Viveu parte de sua infância na capital do estado e parte, no interior, na fazenda dos pais. Depois da seca de 1915, mudou-se para o Rio de janeiro, onde ficou por pouco tempo, transferindo-se para o Belém do Pará. Raquel de Queiroz vem a falecer no dia 4 de novembro de 2003 em sua casa no Rio de janeiro.
      Ingressou no jornalismo como cronista, em 1927. Em 1930, lançou seu primeiro romance “O Quinze” que recebeu o primeiro prêmio. Em 1977, foi à primeira escritora a ingressar na Acadêmia Brasileira de Letras, um grupo que, até então, tinha sido exclusivamente masculino.
      Suas principais obras são: “O Quinze” (1930), “As três Marias (1939), “100 Crônicas escolhidas” (1958), “Dora Doralina” (1975), “As menininhas e outras crônicas” (1976) e “Memorial de Maria Moura” (1992).


Contexto histórico
           
      No início do século XX, a literatura brasileira atravessava um período de transição, as estéticas literárias (Relismo, Naturalismo, Parnasianismo), muitas vezes se fundiam. De um lado, ainda era forte a influência das tendências artísticas da segunda metade do século XIX; do outro lado, já começava a ser preparada a grande renovação modernista, cujo marco no Brasil é a Semana de Arte Moderna (1922). A essse período de transição, que não chega a construir um movimento literário chmamos de Pré-Modernismo. Nesse sentido, deve-se dizer que é entre esse “Pré-Modernisno” e o “Modernissmo” já fixado como movimento literário que as crônicas de Rachel de Queiroz estão inseridas.                    

Obra
           
      “As Melhores Crônicas de Rachel de Queiroz” foi organizado por Heloisa Buarque de Hollanda e reúne crônicas publicadas por Raquel de Queiroz em seis livros, abrangendo um príodo que vai de 1948 “A donzela e a moura morta” à 2002 “Falso mar, falso mundo.
            Dentre as crônicas escolhoidas para este livro, têm-se grande destaque os tipos regionais e as lembranças que Rachel tem do sertão. Assim, muitas vezes estes textos apresentam um caráter autobiográfico, à medida que são baseados em lembranças e fatos reais vividos pela escritora. Percebe-se também uma linguagem simples como se fosse um diálogo com o leitor, uma característica comum às crônicas.
           
Crônicas Representaivas

O Senhor São João

            Nesse texto, a autora usa como ponto central a festa de São João para descobrir certos preconceitos  e esteriotipos mantidos pelos moradores das regiões Sul e Sudeste acerca do Norte e Nordeste. Tendo como ponto de partida a ideia de que no Norte o povo passa o ano todo dançando em uma série de festividades. Rachel de Queiroz trabalha a diferença entre diversos estado e cidades do Norte e Nordeste, dando voz aá riqueza cultural desta regiões. As lembranças da infância no Ceará tem grande importância na construção dessa narrativa.

Rosa e o fuzileiro e Vozes d’África
           
      Estes contos fazem parte de uma vasta produção sobre amores impossíveis bem ao estilo Romeu e Julieta. Em “Rosa e o fuzileiro”, Rachel conta a história de uma jovem, Rosa, que se apaixona por um fuzileiro naval e que é violentamente agredida por seu pai, que se opunha ao amor da moça. Alguns meses depois, ela reconta a história de rosa, mas dessa vez sob o ponto de vista do pai, em “Vozes d’África”.

Pátria Amada

            Após uma temporada no exetrior, Rachel de Queiroz fala sobre a sensação de voltar ao Brasil. Por mais que, ao estar em solo brasileiro, o que mais se quer é ir para e exterior e fugir de toda a bagunça de nosso país, ao se encontrar distante e se deparar com a bandeira nacional, o que se sente é saudade e vontade de voltar para casa. Rachel de Queiroz, em tom nacionalista, também reflete sobre o que é a pátria. O tema do “retorno” (seja ao Brasil, seja à casa, ou seja o retorno à infância) é um tema bastante recorrente em suas crônicas.

Sertaneja

            Nesta crônica, o saudosismo e o orgulho de sua terra-natal, o Ceará aparece com grande força para retratar a vida no sertão. O ocorrido passar do tempo em uma cidade como O Rio de Janeiro é posto em contraste com o tempo devagar e sossegado da vida no sertão. Este tema do “tranquilo passar do tempo” é discutido em diversas outras crônicas da escritora.

Não aconselho envelhecer

Rachel de Queiroz traça nessa crônica uma perspectiva sobre a velhice bastante diferente do senso comum. Primeiramente, ela discorda do termo “terceira idade”, e elenca o que considera diversos prejuízos causados pelo envelhecimento, que para ela é como uma “espécie de HIV a longo prazo”.


Referências:

HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Rachel de Queiroz: coleção melhores crônicas. São Paulo: Global, 2004.

De - Ana Paula Kuchla
Por: Diana Pretto


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