27.4.13

Por entre olhares: fotografias Kaingang




Na semana de 21 de abril  a Unicentro, campus Santa Cruz, recebeu uma exposição fotográfica produzida por Denise Moletta, fotógrafa e estudante do ultimo período de Publicidade e Propaganda.   A exposição se intitula Pequenos Kaingang e  trata de imagens feitas durante três anos em rodoviárias de três diferentes cidades: Guarapuava, Prudentópolis e Irati.
Esses espaços revelam muito da identidade das tribos Kaigangs, que normalmente ficam alojadas em lugares públicos e sem comodidades. As capturas abordam a infância nessa tribo e como os pequeninos conseguem, ainda em meio a dificuldades, sorrir e brincar tranquilamente. A fotógrafa diz que a paixão pela cultura indígena interferiu no processo, deixando essas crianças em destaque  em meio a tantos rostos e movimento.
A exposição se encontra no saguão principal do campus e chama muito a atenção, pela temática e pela escolha na padronização em preto e branco. Padronização esta que remete ao passado, conceituando ainda mais a importância indígena em nosso meio, trazendo memórias históricas e também de rotina, nas quais o índio se encontra sempre às beiras da vontade dos homens “brancos”. Denise consegue unir essas memórias fortes e presentes na nossa sociedade ao destacar crianças da tribo de uma forma muito profunda: valorizando seus olhares. Nos pequenos fragmentos da história dessas crianças, podemos perceber o tema da mesma forma que a fotógrafa e repensar nossa visão e percepção quanto aos pequenos nativos.
Texto e foto: Camila Germano Barp.


20.4.13

Trabalhar por Prazer


Em novembro de 2012, o primeiro ano do curso de Jornalismo da Unicentro desenvolveu um trabalho referente à matéria de Comunicação Comunitária, cujo intuito era demarcar a presença dos trabalhadores que não dispunham de lugares fixos para gerar a sua renda.
Dez pessoas foram entrevistadas por diferentes acadêmicos e, em março de 2013, suas histórias profissionais foram expostas nos corredores da Universidade, no campus Santa Cruz. A exposição destacou a existência de diversos tipos de profissionais, que normalmente passam despercebidos em nossa rotina. De cozinheiros e artesãos a vendedores de bolas, cada um com sua história e particularidades, mas todos compartilhando a mesma ideia: trabalhar por amor.
Seis acadêmicos orientados pelo Professor Francismar Formentão demonstraram o resultado das pesquisas com os profissionais. Pessoas simples que desenvolvem trabalhos comuns, mas muito nobres; são aposentados, são Terezinhas, são Carlos, são apaixonados pela  conquista por meio do trabalho.
Os trabalhadores contaram como desenvolvem suas atividades e todos concordam que nenhuma recompensa é tão satisfatória quanto a tranquilidade e os sorrisos conquistados diariamente. Quando perguntados sobre a renda e os planos para o futuro, eles respondem, às suas maneiras, que a felicidade já está presente e os seus desejos são, apenas, que ela apenas continue a aparecer, a cada manha, junto com todo o novo dia de trabalho.

Texto e foto: Camila Germano Barp.

 
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