29.9.13

Cultura aberta ao público


Muitas vezes, o tema das matérias deste blog é sobre acontecimentos promovidos e realizados pela Unicentro. Isso pode ser explicado pela importância que o ambiente acadêmico dá à cultura e as manifestações artísticas.
Isso, sem dúvida, é um dos maiores benefícios que as universidades trazem para as cidades onde se localizam, oferecendo para todos os habitantes o acesso a assuntos atuais e importantes. Guarapuava conta com mostras de filmes, teatro, dança, exposições de fotografia e muitos outros formatos de expressão cultural, trazendo vantagens para além da sociedade acadêmica.
Assim, observa-se a importância dessas instituições de ensino no desenvolvimento do País e das cidades universitárias. Os eventos realizados na Unicentro normalmente são gratuitos e abertos ao público, possibilitando a todos, independentemente da classe social, a participação e recepção da cultura.

Entende-se, dessa forma, que as universidades revitalizam as cidades com regulares mostras de movimentos artísticos e oportunizam crescimento intelectual, não só aos alunos, mas a todos que estiverem interessados em desenvolver o pensamento.
Texto e foto: Camila Germano Barp.

26.9.13

As primeiras mulheres tatuadas

A tatuagem,  hoje, é uma coisa normal e vista como grandes obras de arte no corpo humano. Mas nem sempre foi tão fácil assim, especialmente no caso das mulheres, vê-las tatuadas era tão raro que as pessoas pagavam para assistir.
Alguns nomes ficaram célebres na virada  do século XIX para o XX por conta da atitude corajosa e inovadora da parte feminina. Emma de Burgh, foi uma das mulheres que cedeu o corpo à arte da tattoo, antes dela ser encarada com normalidade, Emma percorreu a América com seu marido, Frank, mostrando as tatuagens da autoria de Samuel O’Reilly.
Etty Broadbent, também foi um fenômeno do show biz e Maud Wagner foi a primeira tatuadora reconhecida nos Estados Unidos.
Ainda, segundo o New York Times, pela primeira vez na história as mulheres tatuadas superam os homens em número nos Estados Unidos, com 23% contra 19% da população, não há dados como esses aqui no Brasil. Os desenhos na pele, no entanto, são citados como “moda”, e não mais como um símbolo de rebeldia.
A tatuagem deixou de ser um símbolo de marginalidade e se transformou em uma forma de expressão individual de arte e estética do corpo. Venceu barreiras e hoje os artistas pintam telas humanas que expõem seus trabalhos há cada passo dado.

Por: Amanda Bastos Maciel


1964

1965


Betty Broadbent, 1930.


Emma deBurgh, 1897.

Emma deBurgh, 1897.

Emma deBurgh, 1897.

Pam Nash, 1960.

Pam Nash, 1960.

1928.

1936.

Arte na pele

Trabalho do tatuador Victor Octaviano

A tatuagem é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do mundo

Tecnicamente, é uma aplicação subcutânea obtida através da introdução de uma agulha com pigmentos, formando um desenho permanente na pele humana. Um procedimento que durante muitos séculos foi completamente irreversível, embora, dependendo do caso, mesmo as técnicas de remoção atuais podem deixar cicatrizes e variações de cor sobre a pele.
O descobridor do surf, James Cook, criou a palavra “tattoo”. Em seu diário, ele comentou que era o som feito durante a execução da tatuagem, onde se utilizavam ossos finos como agulhas e uma espécie de martelinho para introduzir a tinta na pele. Em 1891, Samuel O’Reilly desenvolveu um aparelho elétrico para fazer tatuagens, baseado em outro aparelho extremamente parecido que havia sido criado e patenteado pelo próprio Thomas Edison para marcar couro.
A prática se difundiu por todos os continentes, com diferentes finalidades: rituais religiosos, identificação de grupos sociais, ornamentação e até mesmo camuflagem. No Ocidente, a técnica caiu em desuso com o cristianismo, que a proibiu, pois no livro do Antigo Testamento, Levítico, estava escrito "Não façais incisões no corpo por causa de um defunto e não façais tatuagem".
A motivação para os tatuados é ser uma obra de arte viva, o designer gráfico, Jaime Martini, conta que desde os seus 18 anos vem tatuando seu corpo “Já faz 7 anos que eu faço tatuagens na minha pele,  todas elas foram artes de tatuadores  muito talentosos, verdadeiros artistas e eu sou a tela em que eles pintam”, afirma o designer.
A famosa tattoo ganhou grande repercussão, porém em 1879 o Governo da Inglaterra adotou a tatuagem como uma forma de identificação de criminosos, fazendo com que os tatuados fossem alvo de preconceito. O estudante de direito, Bruno Ferreira, conta que esse pensamento, de que desenhos na pele transmite algo negativo, permanece até hoje na cabeça de algumas pessoas. “Já mandei currículo para várias empresas, elas até chegaram a me chamar, pois, diga-se de passagem, tenho uma boa experiência, mas ao ver meu braço totalmente tatuado os donos das empresas ficavam um tanto que amedrontados e com medo que eu não passasse credibilidade ao local. Mas meus chefes atuais não ligam para isso, acham que eu carrego em mim várias artes, e isso é interessante”, afirma o estudante.
Cada vez mais, as tatuagens têm se tornado verdadeiras formas de fazer arte, por isso, as técnicas são muito variadas. Em relatos de um site, Victor Octaviano, representante da tattoo em aquarela, que é um estilo onde a pintura na pele é baseada em lápis aquarela, contou que começou a tatuar por acaso, ainda que sempre tenha gostado de pintar. Quando um amigo viu meus desenhos, imediatamente me aconselhou a começar a tatuar.
O efeito conseguido pelas manchas e pinceladas de tintas, características da tattoo em aquarela, permite um resultado único, Victor busca inspiração em tudo o que o rodeia, livros, filmes, músicas, pessoas ou conversas, bem como alguns artistas de referência, como o grande pintor Salvador Dalí ou o street artist Banksy.

Por: Amanda Bastos Maciel



Video que mostra o trabalho do tatuador:




25.9.13

JOGO DE SORTE OU AZAR?

     
      Milhões de pessoas jogam diariamente na loteria em busca de um único sonho: o de se tornar milionário e resolver todos os seus problemas. Mas, isso depende muito da sorte de cada um. Algumas apostas, junto com uma boa dose de sorte, podem lhe ajudar a pagar todas as suas contas e se sustentar por anos sem ter que trabalhar. É claro que as chances de isso acontecer são minúsculas, mas isso não impede que milhões de pessoas joguem na loteria todos os dias.
      Em termos de probabilidade, há mais chances de você ser atingido por um raio (uma em 3 milhões), ser atacado por um tubarão (uma em 11,5 milhões) ou morrer por causa de uma picada de abelha (uma em 6,1 milhões). Mas e porque mesmo assim os brasileiros gostam tanto de apostar?
      Ideia atrativa que leva milhares de indivíduos as lotéricas é a do “gaste pouco e ganhe muito”. Nosso prazer de viver não se baseia apenas em nossa situação atual, mas também em nosso futuro, no que nossa situação pode se tornar.
      “As pessoas que jogam na loteria, há muitos anos, se tornam dependentes do acaso para realizar seus sonhos materiais. É como se não dependessem delas para conseguir as coisas. Jogam porque acham que é mais fácil ganhar e assim conquistar seus objetivos”, diz a psicóloga Maria Terezinha.
      Maria também adverte que, em alguns casos, o jogo pode se tornar uma obsessão, porque a pessoa quer ganhar de qualquer jeito e, não contando com a sorte, não consegue obter nenhum resultado.
      Para os jogadores inveterados, apostar a sorte em jogos de azar sob a perspectiva de enriquecer sem esforço é excitante e ajuda a fugir, muitas vezes, da realidade de uma vida econômica desfavorável.
      Um dos motivos que conduzem apostadores ao vício do jogo é a crise financeira, com o alto índice de desemprego no país e a dificuldade de viver com os baixos salários, pessoas apelam para os jogos na esperança de ganhar um dinheiro extra. 
      “Jogo na loteria há 25 anos. Nesse tempo nunca ganhei nada, mas eu continuo jogando porque se eu não jogar, eu não vou ganhar nunca e acho que uma hora eu ganho. Jogo na Mega Sena e compro a Telesena sempre. Se eu ganhar, os meus problemas vão se resolver e eu ainda vou poder ajudar meus amigos e familiares”, afirma Maria de Souza.
      Silvia Oliveira, apostadora há 23 anos, compra a Tele Sena e até hoje nunca ganhou nada e nem foi sorteada para participar do programa do Sílvio Santos (que tem como tradição levar compradores da Tele Sena para participarem do programa).  "Também gosto de jogar na Loto Mania, mas também nunca ganhei. Acho que seu eu ganhar o dinheiro não vou ter mais problemas porque hoje em dia tudo é dinheiro, mas eu também não ia saber o que fazer com todo aquele dinheiro. Aí precisa ver...”, admira-se ela.
      Mas para alguns apostadores como a jovem Priscila Marcante é preciso ter o pé no chão. Ela explica que joga na Lotomania com frequência e tem consciência de que o dinheiro do prêmio não vai resolver seus problemas. “No máximo, vai me proporcionar pagar minhas contas e satisfazer minhas necessidades materiais, mas acredito que dinheiro não traz felicidade”, conclui.
      O fato é que inúmeros brasileiros, cada um com sua opinião e ponto de vista a respeito dos jogos de azar, sabendo de todos esses argumentos acima expostos, continuam apostando e gastando juntos, todos os dias, milhares de reais em diversas alternativas de apostas, todos com aquela velha esperança e perseverança de nosso povo de que, algum dia, a sorte irá remar a seu favor.

Por: Diana Pretto
     
     

     
     



23.9.13

Uma arte exposta nas calçadas de Guarapuava

Brincos artesanais feitos com penas, pedras e fios.

Trabalhos feitos totalmente à mão, com toda a delicadeza e perfeição, chamam a atenção dos que passam pelo centro da cidade.
É possível, todos os dias, deparar-se com inúmeras formas de arte pelas ruas da cidade: são grafites, stencils (uma técnica usada para aplicar um  desenho ou ilustração através da aplicação de tinta, aerossol ou não, através do corte ou perfuração em papel ou acetato), apresentações com o circo, teatro de rua, malabaristas em faróis, músicos de diversos ritmos e artesanatos. 
Muitas vezes, as pessoas desacreditam das experiências que os artistas de rua, como se autodenominam as pessoas que expõe suas artes nas calçadas das cidades, têm a oferecer e deixam passar despercebidas suas artes. Muitos deles já percorreram o Brasil mostrando seus trabalhos, esse é o caso do artista guarapuavano, Djalma Vieira, “Já percorri mais de  12 estados, entre eles Belo horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do sul. Estou nessa vida há quatorze anos”.
Djalma conta que Guarapuava é uma cidade muito acolhedora e que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito “Aqui o pessoal gosta muito do meu trabalho, eles sempre param para admirar os meus artesanatos”, Djalma faz brincos de penas, anéis, pulseiras e transformas fios de alumínio em artes extremamente  admiráveis.
A arte está em todos os lugares, desde o momento em que colocamos o pé na rua podemos vê-la, os pequenos detalhes que a envolvem podem se tornar invisíveis se a correria do dia a dia tapar os olhos dos que passam por ela. Tudo pode ser arte, se vista com os bons olhos de um apreciador.



Texto: Amanda Bastos Maciel
Foto: internet

18.9.13

Belo

última captura antes do encontro.

Como uma eterna curiosa, procurando ângulos distintos para minhas capturas, invado o lado oculto do palco, numa apresentação musical prazerosa. Não havia percebido antes, mas acontecimentos alheios me atingem muito de perto. Entendi isso quando percebi, no breu dos fundos, pessoas em movimento, alegres.
De início, não dei conta das suas áureas. Apesar de curiosa, estava focada em minhas atividades. Quando, finalmente, consegui enquadrar as luzes e sombras que tanto quis, relaxei e passei a receber mais do ambiente em que me encontrava. Em meio de muitos fios, perto de uma escada média e rara luz, percebi a dança dos corpos e o som abafado de risadas. Apesar do escuro, pude sentir o sorriso na alma daquelas pessoas. Eram um par. Um par de espíritos aconchegados e familiarizados com os bastidores. Não tenho conhecimento quanto suas experiências musicais, mas percebi com prontidão que o casal estava acostumado com os caminhos e não só com as chegadas.
Com instrumentos leves nas mãos, imitavam os cantores que viam por uma fresta nas cortinas. Seus pés livres, mesmo com o pouco espaço, riam tanto quanto as curvas de seus lábios. A cumplicidade era tanta que me afetou, puxando-me os cantos da boca. 
Ao fim da música, tento sair de lá, discreta, para não atrapalhar o casal, mas tropeço em tamanha ternura e esbarro na moça, que não consegue esconder a gargalhada. Três risos se misturam no escuro e sapateiam para desatar-se. 
Concerto os meus passos e atravesso o pequeno corredor que me leva à frente do palco, e percebo que as mil almas presentes brilharam, juntas, menos que as duas com quem esbarrei. 

Texto e foto: Camila Germano Barp.

Vamos dançar?



Se você soubesse todos os benefícios que a dança proporciona, certamente, sairia balançando o esqueleto por aí.

Não importa se você não tem aquele gingado das dançarinas da tv, o que conta é a vontade para aprender, como foi o caso da dentista, Isabela Grattão. “Eu não gostava de fazer exercícios em aparelhos da academia, então resolvi me inscrever na aula de dança, já estou dançando faz 9 meses e não pretendo parar”, afirma.

Dançar faz bem para o corpo e a mente, com uma horinha de disposição os benefícios serão enormes para a sua saúde.

Em pesquisa realizada pelo médico do esporte e cardiologista, Tales de Carvalho, praticar uma hora de dança três vezes por semana, por exemplo, é um tratamento contra a pressão arterial alta, mal que abrange 25% da população brasileira. E se, praticada com regularidade, a dança equivale a uma atividade física como corrida ou caminhada

A dança também proporciona outros benefícios como a resistência física, ajuda no melhoramento  do sistema cardiovascular e na capacidade pulmonar. Fortalece os ossos, evitando casos de osteoporose e aumenta a disposição.
 O ritmo escolhido pode variar entre o samba e o jazz, o funk e o ragga jam, o hip hop e o sertanejo, o ballet e o forró. Seja qual for o estilo de música escolhido, o que realmente importa é o bem estar que a dança irá lhe proporcionar.

Então? Que tal abandonar a preguiça e escolher um ritmo para embalar o corpo?


Texto: Amanda Bastos Maciel
Foto: Camila Germano Barp



17.9.13

CINEMA BRASILEIRO

      Caso alguém pergunte, num futuro distante, qual terá sido o meio de expressão de maior impacto da era moderna, a resposta será quase unânime: o cinema. Inventado em 1895 pelos irmãos Lumière para fins científicos, a sétima arte revelou-se peça fundamental do imaginário coletivo do século XX, seja como fonte de entretenimento ou de divulgação cultural de todos os povos globais.
      O cinema chega ao Brasil com Affonso Segretto. Imigrante italiano que filmou cenas do porto do Rio de Janeiro, tornando-se nosso primeiro cineasta em 1898. Um imenso mercado de entretenimento é montado em torno da capital federal no início do século XX, quando centenas de pequenos filmes são produzidos e exibidos para platéias urbanas que, em franco crescimento, demandam lazer e diversão. 
      Nos anos 30, inicia-se a era do cinema falado. Já então, o pioneiro cinema nacional concorre com o forte esquema de distribuição norte-americano, numa disputa que se estende até os nossos dias.
      Com o lema “uma câmara na mão e uma ideia na cabeça”, outros diretos impulsionam o que foi considerado o mais importante movimento do cinema brasileiro: O Cinema Novo. Os filmes deste período começam a retratar a vida real, mostrando a pobreza, a miséria e os problemas sociais, dentro de uma perspectiva crítica, contestadora e cultural.
      A década de 1990 é marcada pela diversidade de temas e enfoques. O filme passa ser um produto rentável e a indústria cinematográfica ganha impulso em busca de grandes bilheterias e altos lucros. Comédias, dramas, política e filmes de caráter policial são produzidos em território nacional. Com políticas de incentivo e empresas patrocinadoras, o Brasil começa a produzir filmes que mobilizam grande número de espectadores.
        Cem anos após os irmãos Lumière, considerados os pais do cinema, por terem sido os pioneiros na exibição de imagens em movimento o cinema brasileiro busca seu papel na história da sétima arte, busca seu espaço e seu reconhecimento, que aos poucos, vem se tornando cada vez mais possível.

Vamos conferir agora um uma lista, com alguns dos principais filmes do cinema nacional:

10 - O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte


Baseado na obra de Dias Gomes, O Pagador de Promessas surpreendeu até mesmo os apoiadores do cinema nacional ao ser o grande vencedor da Palma de Ouro no festival de Cannes de 1962, o único brasileiro a conquistar tal prêmio. Com Glória Menezes e Anselmo Duarte, o filme conta a história de um homem que faz uma promessa no Candomblé para salvar seu burro, criando uma polêmica na igreja católica.


9 - O Som Ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho

O pernambucano Kleber Mendonça Filho, na rua de sua casa, filmou O Som ao Redor, um suspense social sobre a relação entre os vizinhos. Antes mesmo de ser lançado no Brasil, o filme rodou o mundo arrancando grandes elogios e sendo inclusive considerado um dos dez melhores filmes de todo o mundo em 2012 no The New York Times, além de conquistar prêmios em diversos festivais, indicando que muita coisa boa está sendo feita no país.


8 – Olga (2004), de Jayme Monjardim

Olga é inspirado na biografia escrita por Fernando Morais sobre a alemã, judia e comunista Olga Benário Prestes. Olga foi um grande sucesso de bilheteria; 385 mil pessoas o assistiram apenas no fim de semana de estreia no Brasil. A obra também recebeu três prêmios no Grande Prêmio Brasileiro de Cinema de 2005, mas teve recepção negativa das imprensas alemã.


7 – Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha

Símbolo maior do Cinema Novo, o longa foi lançado pouco depois do Golpe Militar, mas já traz em seu enredo problemas que continuaram em pauta durante a ditadura. O filme segue Manoel, um sertanejo que mata o seu patrão após uma injustiça e acaba se juntando ao grupo de um líder religioso e depois ao grupo do cangaceiro Corisco, que passa a ser perseguido pelo matador Antônio das Mortes.


6 – Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto

Dona Flor e Seus Dois Maridos permaneceu durante 34 anos como o filme brasileiro mais visto, com um público de mais de 10 milhões de pessoas. Com um toque de sensualidade, principalmente pela beleza de Sônia Braga no papel principal, o filme conta a história de uma cozinheira, casada com um malandro, que fica viúva e passa a se encontrar com o fantasma do ex-marido depois de se casar novamente com um recatado farmacêutico.


5 – Carandiru (2003), de Hector Babenco
Baseada no livro Estação Carandiru, de Drauzio Varella, se tornou o campeão de bilheteria desde a retomada do cinema brasileiro, com 4,7 milhões de espectadores. O longa-metragem, que retrata o massacre na Casa de Detenção de São Paulo, no bairro do Carandiru, em São Paulo, foi também exibido no exterior com o mérito de mostrar as condições sub-humanas dos presídios brasileiros. Ganhou prêmios no festival de Havana e Cartagena.


4 - Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos 

Baseado no livro homônimo de Graciliano Ramos, é um dos filmes brasileiros mais premiados em todos os tempos. Foi o único filme brasileiro a ser indicado pelo British Film Institute como uma das 360 obras fundamentais em uma cinemateca. Neste filme fica perceptível a influência marcante do neo-realismo italiano na obra do diretor Nelson Pereira dos Santos. Além disso, foi o vencedor do Prêmio do OCIC e Prêmio dos Cinemas de Arte em Cannes, 1964.


3 - Central do Brasil (1998), de Walter Salles

O longa-metragem ganhou o Urso de Ouro de Melhor Filme, o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e foi candidato ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira. A projeção alcançada por Central do Brasil foi um dos grandes responsáveis pelo aumento no número de produções e de investimentos no cinema nacional. Fernanda Montenegro também ganhou prêmios importantes por sua atuação no filme, como o Urso de Prata, na categoria melhor atriz, do Festival de Berlim. Além disso, teve indicações históricas da categoria melhor atriz, no Oscar e, melhor atriz em drama, no Globo de Ouro.


2 - Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles

Foi um marco no cinema brasileiro, por reformular as produções nacionais. Após seis anos sem conseguir uma indicação a premiações entre os estrangeiros, o longa-metragem foi um sucesso nos cinemas brasileiros, na Europa e nos Estados Unidos, fazendo com que pela primeira vez um filme brasileiro concorresse em quatro categorias no Oscar de 2004.


1 – Tropa de Elite 1 e 2 (2007, 2010), de José Padilha
Teve uma grande repercussão por ter sido o primeiro filme brasileiro a, meses antes de chegar aos cinemas, vazar para o mercado pirata e a internet. Mesmo assim, esse fato não impediu o filme de ter sido bem sucedido nas bilheterias. O filme ainda recebeu o prêmio Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim 2008. A continuação do filme, Tropa de Elite 2, também dirigido por José Padilha, detêm atualmente o recorde de público do cinema nacional, superando a marca de 11 milhões de espectadores, além de ser considerado a maior bilheteria da história do Brasil. Tropa de Elite 2 levou nove troféus no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2011, entre eles o de melhor longa-metragem de ficção, melhor longa pelo júripopular e melhor ator para Wagner Moura.



Por: Diana Pretto 

13.9.13

SEMANA LITERÁRIA E FEIRA DO LIVRO

      Já estão abertas as inscrições para a 32ª edição da Semana Literária & Feira do livro 2013, evento cultural e literário realizado pelo Sesc que acontece na próxima semana entre os dias 16 e 20 de setembro. Além de Guarapuava, outras 23 cidades que também possuem uma unidade do Sesc realizam o evento.
     
      Por seu aspecto democrático, que amplia significativamente o acesso da população a bens culturais, em especial ao livro e à literatura, pode-se dizer que a Semana Literária conquistou espaço no calendário cultural das cidades, tornando-se tradicional e esperada com expectativa pela comunidade.

      A cada edição o público se renova, isso porque a programação é pensada a partir de temas contemporâneos, visando convergência e difusão de novos saberes, estímulo à leitura e interesse pela literatura. Todos os anos, o evento faz uma homenagem a um grande escritor da literatura brasileira. Nesse ano, a 32ª edição do evento homenageia o escritor Bartolomeu Campos de Queirós e tem como patrono Manoel Carlos Karam.

      Durante a Semana Literária, o público tem acesso a uma diversificada programação, com mesas-redondas, bate-papo com escritores, lançamento de livros, oficinas, apresentações artísticas, contações de histórias, feira de livros, entre outras. Todas as atividades são gratuitas.

Serviço
As inscrições podem ser feitas na unidade do Sesc localizada na Rua Comendador Norberto, 121, no Centro da cidade, pelo telefone (42) 3623-4263 ou pelo site  www.sescpr.com.br/semanaliteraria. 

Por: Diana Pretto




12.9.13

Quem nunca se rendeu a uma boa história em quadrinhos?

No Ocidente, as historinhas contadas em uma sequência de imagens foram precursoras  em tiras de jornais e nos dominicais. Estas páginas começaram a ser colecionadas, formando então os Comic books , assim chamados nos EUA as histórias em quadrinhos que tratavam de temas humorísticos.
A primeira história em quadrinho feita no Brasil foi elaborada por Ângelo  Agostini, que introduziu desenhos com sátiras políticas e sociais, entre seus personagens mais famosos está Zé Caipora  e Nhô-Quin.
A revista em quadrinhos pioneira no Brasil foi O Tico tico, em seguida devido ao grande sucesso de o Tico tico mais duas revistas foram editadas,  Mirim e Lobinho
Em 1937, Roberto Marinho entrou no ramo com O Globo Juvenil e dois anos depois lançou o Gibi, nome que passaria a ser também sinônimo de revistas em quadrinhos.
Mauricio Souza é o grande nome dos quadrinhos nacionais, criou A turma da Mônica, que é o maior sucesso no país. Além de estampar grande parte dos produtos as imagens com os personagens da Turma da Mônica, também já foram transformadas em desenhos animados e longa-metragem.
O mercado de quadrinho cativa, cada vez mais, o público e conquista seu espaço a cada ano que passa. A Editora Globo continua a publicar com grande sucesso os gibis da Turma da Mônica, a Editora Abril segue firme com os quadrinhos de heróis das americanas Marvel, DC e Image, a revista Heavy Metal  americana lança sua edição brasileira, a Metal Pesado, e editoras menores publicam materiais de outras origens. 


Por: Amanda Bastos Maciel

MOCUCA III

Lista de bandas que se apresentarão no MOCUCA III
Nos dias 13 e 14 de setembro, acontecerá no campus Santa Cruz a terceira edição do Mocuca (Movimento Ocupe o Campus), que é um movimento que valoriza a arte e a cultura. Com apoio do Cidadão Snucado, grupo cultural do Cento centro acadêmico de História, o Diretório Central dos Estudantes Movimentação Livre, e Tudo Errado, outro grupo que toma como base a cultura e a arte,  o evento vai contar com oficinas, apresentações de música, mostras de poesia e fotografia, exposições de vinis raros e troca de livros. Qualquer estudante pode participar das mostras, levando seus trabalhos nos locais de exposição devidamente assinados.
               O evento se resume em manifestações culturais e trocas de conhecimento. Os estudantes pretendem acampar e almoçar no campus, havendo atividades intelectuais durante 48 horas.
               O Mocuca está sendo divulgado no campus e no Facebook, pela página Mocuca III e suas divulgações informam sobre as atividades, horários e sobre o mote da ocupação. Outras atividades como teatro, cinema e bate papos sobre a Universidade acontecerão no decorrer dos dois dias, com o intuito de, além de movimentar a cultura, pensar em melhorias para o ambiente universitário.
               Os organizadores salientam que a programação estará acontecendo, independente dos horários e locais estipulados, que servem como base e referência para os participantes e que, além de um evento, o Mocuca é um movimento estudantil, cultural e artístico.
              


7.9.13

Final do FUCA - 3º Festival Universitário da Canção.

A final do FUCA, Festival Universitário da Canção, aconteceu nessa sexta-feira, dia 06, no auditório Francisco Contini. A fase final contou com a participação de 20 candidatos, que já haviam apresentado seus talentos e foram classificados para compor a noite de premiações.
Guarapuava demonstrou por meio da música suas vertentes culturais, que passearam do MPB ao Blues, do Rock e Metal à música de raiz. Os participantes da categoria interpretação precisaram modificar seus repertórios para participar da última noite de festival, e os candidatos que apostaram em composições próprias tiveram o intervalo de uma noite para ensaiarem e se prepararem para o grande dia.
Os participantes, representando as cidades de Irati e Guarapuava, compartilharam a ansiedade e a pressão de agradar os jurados e conquistar os lugares premiados. Os cinco melhores cantores de cada categoria ganharam troféus e os três primeiros, o valor de quinhentos reais para o terceiro colocado, mil reais ao segundo e dois mil reais para os vencedores.
A categoria interpretação foi, novamente, representada pela candidata Krisley Motta dos Santos, que cantou a música “Disparada”, de Geraldo Vandré. A cantora é bicampeã no Festival. Já a categoria composição, coroou os meninos da banda Disaster Boots, liderada por Roberto Corrêa Scienza, que compôs a música “Venus in Furs”, baseado no romance de Leopold von Sacher-Masoch, de mesmo título.
O evento completo foi transmitido via Internet e foi realizado pela Universitária Entre Rios FM, com apoio da Unicentro, Faculdade Campo Real e Faculdade Guairacá.

Texto e Foto: Camila Germano Barp.


5.9.13

Um pouco do bom e velho Rock n Roll


Lá pelas tantas, nos meados de 1950, surgia nos EUA um estilo musical inovador, uma mistura de Blues, Country e Jazz.
Acompanhada por saxofone, guitarra, teclado, baixo e bateria o Rock n Roll ganhava o apreço da juventude, que se identificava com o estilo dos cantores das bandas.
Desde o surgimento do rock até hoje, muitos cantores representaram e representam este estilo musical, entre eles está o rei do rock, Elvis Presley, que embalou os anos de 1950 com sua mistura de country music e o rhythm & blues. Já nos anos 60 o pensamento antiguerra e o crescimento do uso das drogas deu origem ao pensamento da época e a famosa frase “Sexo, drogras e Rock’n’Roll.” Embalando essa década estavam os Beatles, Rolling Stones, The Doors e Pink Floyd, sem contar nas inúmeras bandas que vieram ao longo do tempo.
Mas na terra do samba o bom e velho rock n Roll também agradou o público, os primeiros sucessos genuinamente brasileiros surgiram nos anos 60 e foram "Banho de Lua" e "Estúpido Cupido", da cantora Celly Campelo. Em seguida surge a Jovem Guarda que foi o primeiro movimento do rock no país.
Os Mutantes, Raul Seixas, o grupo Secos e molhados, Legião Urbana, RPM, Ultraje a Rigor, Ira, Titãs, Barão Vermelho, Kid Abelha, Engenheiros do Hawaii, Blitz, Os Paralamas do Sucesso e inúmeras outras vozes que são representantes do Rock no Brasil. São tantos, que me perderia se tentasse citar todos, por isso deixarei por conta de vocês relembrarem. 
Aqui em Guarapuava, o sucesso do rock não é diferente, muitas bandas representam esse estilo e levam consigo uma identidade herdada pelos grandes astros, o que é o caso da banda Guarapuavana, Disaster Boots.
“O som da Disaster Boots é um enigma. Vai muito do que queremos com cada música. Temos muita influência do rock dos anos 70, Stoner Rock, Rock PSicodélico e Funk. Nossas maiores influências são: Led Zeppelin, Black Sabbath, Janis Joplin, Grand Funk Railroad, Rush, The Who, AC/DC, Rolling Stones, Stevie Wonder, Kyuss, Sleep.”, conta o vocalista da banda, Roberto Corrêa Scienza.
Roberto ainda conta que de um tempo para cá Guarapuava está investindo ainda mais nesse estilo musical. “Agora, principalmente, estão realizando alguns festivais legais de música, como o Guarapuava Rock City, o FUCA, a virada cultural e o Saia da Garagem. Alguns lugares diferentes também estão surgindo para criar essa cena, como o Beers House, na quinta-feira, trazendo música ao vivo, isso sem falar do London Pub, que sempre tem alguma coisa rolando.”

Por: Amanda Bastos Maciel


E para encerrar em grande estilo, segue aqui o som da banda Disaster Boots:























3º Festival Universitário da Canção

Apresentação de Bruna Thimoteo no FUCA
A Universidade Estadual do Centro-Oeste, Unicentro, está promovendo o 3º Festival Universitário da Canção, que tem como objetivo a valorização da cultura musical.
A duas primeiras classificatórias já aconteceram, uma em Irati no dia 2 de setembro de 2013, no Auditório Denise Stoklos, e ontem, dia 4 de setembro de 2013 no Auditório Francisco Contini, Campus Santa Cruz, em Guarapuava.
Em Irati, teve 8 concorrentes, dividindo-se em 4 para a modalidade composição e 4 para interpretação, já em Guarapuava, o número de candidatos aumentou, tendo 6 participantes concorrendo na categoria composição e dezesseis para interpretação.
Entre os candidatos que escreveram sua própria música estavam as acadêmicas de Publicidade e Propaganda, Bruna Thimoteo Freitas, Mariana Natali e Mayara Kurta que com o Gulherme Kaieby formaram uma banda de ultima hora. “Formamos a banda duas semanas atrás com o intuído de mostrar o trabalho. Minha musica fala muito de narcismo, a letra fala sobre a vaidade e o conflito entre si mesmo. Ao ver o seu reflexo depara-se que está é uma vibe errada”, conta a autora da música Narcizando, Bruna Thimoteo Freitas.
A noite em Guarapuava foi de muita música, que fez o público se animar, dançar e se emocionar com os diversos estilos musicais que subiram no palco do 3º FUCA.
Emoção não faltou quando Diandra Quevedo fez sua apresentação, cantando Se eu não te amasse tanto assim . “Eu achei tudo maravilhoso, esse é o primeiro ano que eu participo e quero continuar nos próximos. Os candidatos são de alto nível, mas eu estou confiante”, conta a acadêmica de Letras- Português Literatura, Diandra Agne.
A disputa foi acirrada, pois muitos candidatos bons estavam presentes. Na manhã de hoje, dia 5 de setembro, saiu, finalmente, a lista dos classificados para a final.
A apresentação da final e a entrega dos prêmios vão acontecer no Auditório Francisco Contini, Campus Santa Cruz, em Guarapuava no dia 6 se setembro de 2013, às 19 horas. Portanto, vocês vão precisar esperar a próxima matéria para saber quem serão os grandes vencedores ou então assistir pessoalmente esse ótimo evento.

Segue aqui a lista dos aprovados para a final: http://eventos.unicentro.br/festivaldacancao/index.php?menu=3

Texto: Amanda Bastos Maciel
Foto: Camila Germano Barp




 
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