24.3.14

TARDES MUSICAIS NO LAGO

     Se tem algo que vem mudando as tardes de domingo dos guarapuavanos, isso, sem dúvida ,é o evento Tardes Musicais no Lago. Projeto inovador, realizado pelo jornalista Mauro Biazi, que, com o desejo de contribuir para a cultura musical da cidade, tomou a iniciativa: “Ouvi um saxofonista tocando no Lago, certa vez, e pensei em um dia criar um evento que reunisse os músicos e cantores locais. Até que em dezembro passado, decidi colocar em prática, convoquei um músico, depois outro chegou no deck do Lago... e, assim, nasceu as Tardes Musicais no Lago”. 
     O que chama muito a atenção é a repercussão da ideia junto à população. A cada domingo, mais e mais pessoas estão participando, famílias, amigos, crianças, pessoas que levam seus animais de estimação, ou seu piquenique, todos reunidos em torno de um ambiente com boa música e um por do sol incrível. Isso e muito mais, vem tornando as Tardes Musicais no Lago, um verdadeiro sucesso. 
     Segundo Mauro, o objetivo do projeto foi a criação de um espaço para contribuir com os nossos artistas locais e, diante da aceitação das pessoas, que excedeu as expectativas, é bem possível que as Tardes Musicais no Lago tenham vindo para ficar. 
     Para quem deseja se apresentar, basta enviar um vídeo de trabalho para que se possa conhecer o potencial e estilo do músico, e a partir daí, é agendada sua apresentação. As Tardes Musicais no Lago acontecem todos os domingos, às 17 h , no Parque do Lago em Guarapuava. 
Por: Diana Pretto
Fotos: Mauro Biazi 

17.3.14

Do interior para o mundo



A grande maioria dos meninos tem ou já tiveram o sonho de ser um jogador de futebol. O esporte faz parte da cultura do nosso país e, desde pequenas, as crianças sonham com o que ele pode proporcionar.

João Paulo Kuspioski, goleiro sub-20 do Flamengo, Tiago Machowski, goleiro sub- 20 do Grêmio, e Alexandre Gralak, zagueiro do Caxias, são três representantes da cidade de Irati, localizada há 105 Km de Guarapuava, que tiveram a oportunidade de realizar seus sonhos dentro das quatro linhas.

Machowski defende a categoria de base do Grêmio há 6 anos, já se sagrou campeão da 11ª Copa Internacional do Mediterrâneo, com a camisa amarela da seleção brasileira sub-18. Atuou pelo profissional no campeonato Gauchão e foi convocado para a Seleção brasileira Sub-20, entre outras atuações. Atualmente, Tiago teve mais uma grande oportunidade, foi escolhido para disputar a principal competição da América Latina, a Libertadores.
Alexandre Gralak

Alexandre Gralak, também defende um time gaúcho, Caxias, atuando como zagueiro. Pelo time, disputou o Campeonato Gaúcho e o Campeonato Brasileiro da série C. Teve passagens pelo Avaí, de Santa Catarina; pelo time gaúcho, Brasil de Farroupilha; Arapongas, time que carrega o nome da cidade e, já saiu do Brasil, atuou no Admira Wacker, na Áustria.

O amor pelo esporte já vem de família, para os amantes de futebol, o sobrenome do Alexandre não é estranho. O popular e lembrado zagueiro Gralak, natural da cidade de Rebouças, localizada nas proximidades de Irati, é tio do jovem goleiro do Caxias. Conhecido pelo chute forte, Gralak se destacou nos anos de 1990, defendeu clubes como o Corinthians, Coritiba, Paraná e Boardeux, time francês. O tio serviu como espelho para Alexandre, “Tive um exemplo na minha família, meu tio foi jogador e teve seu sucesso por onde passou. O exemplo dele serviu para me motivar e ter a certeza de que ser jogador de futebol é o que eu sempre quis ser”, conta o atleta.

Diferente de Tiago e Alexandre, que se deslocaram para o Rio Grande do Sul, o atleta João Paulo deixou Irati para enfrentar o calor da Cidade Maravilhosa. Defendeu o time Serra Macaense, no Campeonato Carioca da série B e na OPG, Otavio Pinto Guimarães. Após a oportunidade e o grande desempenho no Serra Macaense, o centro de treinamentos do Flamengo, também localizado no Rio de Janeiro, abriu as portas para João.
João Paulo Kuspiosz
Hoje, aos 19 anos, o goleiro já completou um ano e quatro meses no Clube. Disputou o Campeonato Brasileiro sub-20, campeonato onde reúne todos os times grandes do país e, atualmente, está disputando o Carioca da série A, sub -20. Mas, João não quer parar por aí, “Meus planos para o futuro é construir uma carreira sólida, buscando sempre o melhor para mim e sempre tentando buscar objetivos de maiores expressões”, afirma o atleta.

Os três atletas já tiveram passagem pelo Iraty Sporte Club, time da cidade de Irati, que, atualmente, encontra-se desativado. O Azulão, assim conhecido pela sua torcida, não foi sede só do João, do Machowski e do Alexandre, mas também teve estrelas como Mauricio Ramos, ex- jogador do Palmeiras e atual zagueiro do time Al Sharjah, localizado nos Emirados Árabes. O atual contratado pelo Corinthians, Bruno Corsini, também já pisou nos gramados do Estádio Emilio Gomes, em Irati. Assim como o Wendell, jogador do Grêmio, Paulo Miranda, atleta do São Paulo e muitos outros tiveram experiência de jogar na pacata cidade do interior que, hoje, desperta saudade nos atletas iratienses, “Já morei em vários lugares e até fora do país, mas sempre tem um gosto especial voltar pra minha terra”, diz Alexandre.

Para aqueles que ainda possuem a vontade de ser um jogador de futebol, João Paulo afirma, “Nunca desista dos seus sonhos, sempre mantenha os pés no chão, mas nunca desista, pois o que te leva à frente são seus sonhos. Acredite em você, acredite no seu potencial e lute sempre, pois só com muito empenho e trabalho você irá conseguir chegar onde você almeja ”.


Texto: Amanda Bastos Maciel

13.3.14

Henrique Borgato

O Paraná sempre foi um estado que produziu talentos em diversas áreas. Uma delas é a literatura: Paulo Leminski, Dalton Trevisan, Helena Kolody, entre tantos outros são exemplos da capacidade literária do estado. Jovens talentos continuam a aparecer, é o caso de Henrique Borgato, que com 17 anos publicou seu primeiro livro, chamado O Estrangeiro: A Guerra dos Quatro. O jovem escritor paranaense nasceu em São José da Boa Vista, no norte do estado e atualmente mora em Guarapuava, cursando jornalismo na UNICENTRO.
Com quantos anos você começou a escrever?
Comecei a escrever com cerca de 8 anos, eu acho. Sempre fui instruído a ler muito pelos meus pais, e desde muito pequeno tive gosto por escrever as mais variadas histórias. E sem ter prática, creio que com o tempo fui adquirindo-a.
Quais seus autores e livros favoritos?
JK Rowling, Joseph Delaney e Edgar Allan Poe. E meus livros preferidos são as sagas As Aventuras do Caça Feitiço (Joseph Delaney) e Harry Potter (JK Rowling).
Quantos livros você já escreveu?
Livros oficiais, com código ISBN e etc, só fiz um, que é este, O Estrangeiro: A Guerra dos Quatro. Porém, já cheguei a escrever muitas outras coisas, entre contos, poemas e tantos outros que hoje se encontram espalhados pela internet. Porém, sem dúvida estou caminhando para a publicação de um segundo livro.
Em que você se inspira para escrever?
Bom, a minha inspiração é meio repentina, sabe. É mais de momento. Assim, acho que sempre estou inspirado, só tenho que ter um gancho, uma ideia mestre... E essas ideias eu sempre tiro dos livros que leio, dos filmes que assisto, dos jogos que eu jogo e acima de tudo dos testes. Eu sempre estou escrevendo, testando se aquela ideia é boa ou não. Tudo é uma questão de prática...
Quais suas principais referências?
Como principal referencia eu tenho a JK Rowling, pelo seu estilo de escrita muito descritiva em 3º pessoa. Também aprecio o trabalho do Joseph Delaney, com seu trabalho na 1º pessoa. E em poesia, Edgar Allan Poe pelo seu estilo de fazer história.
Quanto tempo demorou para escrever o livro?
Entre o tempo que eu escrevia o meu livro, tive várias pausas devido à faltas de criatividade e/ou falta de tempo. Mas se juntar todo o tempo creio que foi o período de um ano, mais ou menos.
É necessária muita dedicação?
Sim, é necessária muita dedicação. Idéias não surgem do nada. Você tem que ter pelo menos um preparo, alguma referencia ou coisa do tipo. Isso não significa que você precise largar tudo para cuidar do livro, mas sim que precisa gastar um bom tempo pensando, escrevendo, reescrevendo, analisando todos os aspectos da história e finalizando-o bem. Enfim, precisa-se, além de dedicação, muita paciência.
O que você acha que faz uma boa história?
Acho que um pouco de fantasia ou de ficção fazem sempre uma boa história. Tenho alguns ideais acerca disso. Acho que o mundo já é muito poluído de desgraça. Um pouco de leitura fantastica ou ficcionista tem o poder de levar o leitor à um outro mundo. Fugir dos seus problemas ali. Para o livro ser bom, só depende do autor colocar esses ideais em uma boa trama e seguir em frente.

SINOPSE: Após uma noite misteriosa, um rapaz aparece à margem do litoral paranaense. Após residir algum tempo em um orfanato, sem qualquer indicio de memória anterior e movido pela dúvida de quem era, tem a sorte de ser adotado. Agora nomeado Edwin, adapta-se muito bem à sua nova vida, com seus novos amigos. Porém, ainda sem parte de sua memória, ele simplesmente sabe que não era um garoto normal. Eis que surge seu tio adotivo, quem lhe explica o que ele é, um mestiço de humano e alienígena. E não bastasse isso, ele lhe passa uma missão, qual é dever de Edwin cumpri-la sem delongas, numa emocionante aventura.

11.3.14

Neste inverno, aqueça mais que a si mesmo



O inverno está chegando e todos sentimos na pele, literalmente, o quanto nossa Guarapuava é especialista no quesito frio.

Em 2013, nossa cidade foi palco de um grande espetáculo, flocos de neves caíram sobre o Paraná e Gorpa foi uma das cidades privilegiadas por este fenômeno, raro no Brasil. Bonecos foram feitos, as ruas se tornaram imensos tapetes brancos, onde pegadas eram deixadas. A temperatura era de 0 grau, comidas e bebidas quentinhas tornaram-se parte do cardápio, assim como bons casacos, usados para amenizar a baixa temperatura.
Este ano, não sabemos se vamos ser contemplados com a neve, mas o frio é certo. Porém, você já parou para pensar naqueles que não possuem um casaco, um gorro, luvas ou cachecóis para se esquentar?
Normalmente pensamos sempre em nós e acabamos esquecendo o próximo, assim o CACOS, Centro Acadêmicos de Comunicação Social, da Unicentro, está com um projeto para doações de agasalhos, que já está no segundo ano de atividade.
“A primeira arrecadação que a gente fez foi ano passado. A campanha deu certo, porém,esse ano, resolvemos fazer em uma data em que os universitários estão voltando de suas cidades, então podem trazer suas doações de casa e colaborar ainda mais com a campanha”, conta Maria Paula, presidente do CACOS.
Dentro da Unicentro, no Decs, já existe uma caixa, onde todos os cidadãos de Guarapuava e região podem deixar suas contribuições. As doações, serão destinadas à Paróquia do distrito da Palmeirinha, após a separação dos agasalhos, será feita uma distribuição.
Ainda não há data para a campanha acabar, mas não deixe para última hora, faça sua boa ação, assim como o CACOS, “Nós esperamos fazer o bem para outras pessoas e quem sabe estimular mais pessoas a praticarem boas ações”, finaliza Maria.




Texto: Amanda Bastos Maciel





10.3.14

A América por John Ford

A mostra "A América por John Ford" foi pensada pelo Departamento Nacional do SESC (RJ), com o intuito de oferecer uma oportunidade de conhecer parte importante da filmografia do diretor de cinema norte-americano, que deu origem ao estilo "faroeste". As mostras serão exibidas no Cine Unicentro, do Campus Santa Cruz.
A apresentação composta por oito obras deseja apresentá-lo como um diretor capaz de fazer filmes com temáticas diversas, mas alicerçadas na história norte americana. Médico e Amante (1931) é um bom exemplo de um típico drama; As vinhas da Ira (1940), de um drama social; O Prisioneiro da Ilha dos Tubarões (1936), de uma aventura dramática; Juiz Priest (1934), de uma comédia de costumes; e A mocidade de Lincoln (1940), de um drama político. O faroeste completa a mostra com três clássicos indubitáveis: No tempo das diligências (1939), Rastros de ódio (1956) e O homem que matou o facínora (1962).
Sobre a parceria com a Unicentro,  a Técnico de Atividades  e Cultura do Sesc, Silvana Korocoski, explica: “como não temos uma sala específica para cinema no SESC, a parceria com a Unicentro é fundamental para a realização dessa atividade, uma vez que disponibilizam todos os equipamentos necessários para uma boa exibição. “
Uma próxima mostra já está a caminho, que será "Encontro com o Cinema Alemão" de 07 de a 11 abril.

As apresentações serão gratuitas, sem há necessidade de inscrições prévias. Aberto a toda comunidade.

Programação:

A América por John Ford

Filme: Médico e Amante
Dia: 10/03
Horário: 19h30
Local: Cine Unicentro

Filme: Juiz Priest
Dia: 11/03
Horário: 19h30
Local: Cine Unicentro

Filme: O Prisioneiro da Ilha dos Tubarões
Dia: 12/03
Horário: 14h
Local: Cine Unicentro

Filme: A Mocidade de Lincoln
Dia: 12/03
Horário: 19h30
Local: Cine Unicentro

Filme: No Tempo das Diligências
Dia: 13/03
Horário: 14h
Local: Cine Unicentro


Filme: As vinhas da Ira
Dia: 13/03
Horário: 19h30
Local: Cine Unicentro

Filme: Rastros de Ódio
Dia: 14/03
Horário: 14h
Local: Cine Unicentro

Filme: O Homem que Matou o Facínora
Dia: 14/03
Horário: 19h30
Local: Cine Unicentro



Por: Diana Pretto

6.3.14

12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave) – Vencedor do Oscar 2014

O Gorpacult traz a resenha do filme 12 anos de escravidão, grande campeão do Oscar, filme que arrebatou todos seus telespectadores, emocionou e está conquistando a cada dia que passa, mais seu espaço entre os melhores filmes do momento. Imperdível para qualquer amante da sétima arte.
12 Anos de Escravidão, é baseado em fatos reais da autobiografia de Solomon Northup, um homem que luta pela sua sobrevivência e liberdade. Nos Estados Unidos antes da Guerra Civil, Northup, um homem negro e livre do estado de Nova York é sequestrado e vendido como escravo. Enfrentando a crueldade do perverso dono de escravos, bem como inesperadas gentilezas, Solomon luta não só para sobreviver, mas também para manter sua dignidade. Após 12 anos de sua inesquecível luta, um encontro ao acaso com um abolicionista canadense muda sua vida.
12 Anos se torna grandioso e necessário, por não ter medo de críticas quanto à exposição da brutalidade e da falta de amor e compaixão existente nos homens brancos daquela época. Por ser um dos poucos filmes que relatam os acontecimentos do período escravocrata e não a adaptação dos negros e brancos na sociedade após a abolição. Por não ser um filme essencialmente comercial, se torna uma obra-prima.
Torturas, ameaças, abuso sexual e exploração são elementos constantes no desenvolver do filme. Atuações seguras e certeiras de Chiwetel Ejiofor, Lupita Nyong’o e Michael Fassbender, dão o toque especial na história.  Seu enredo é tão expressivo, que Brad Pitt, o ator mais conhecido no elenco, se faz desnecessário.
O longa ganhou o Oscar de melhor filme neste domingo (2) e fez do britânico Steve McQueen, de 44 anos, o primeiro cineasta negro a dirigir uma produção que venceu o principal prêmio de Hollywood. 
Ainda que tenha participação pequena, a atriz estreante Lupita Nyong'o é igualmente responsável pelo sucesso do filme, já que sua personagem, Patsey, é a que mais sofre as torturas do fazendeiro vivido por Michael Fassbender. Reconhecida por sua atuação, levouo troféu de melhor atriz coadjuvante do Oscar para casa. 



Ficha Técnica:

Diretor - Steve McQueen
Elenco - Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbender, Benedict Cumberbatch, Paul Dano, Garret Dillahunt, Paul Giamatti, Scoot McNairy, Lupita Nyong’o e Brad Pitt.
Produção - Brad Pitt, John Ridley, Jeremy Kleiner e SteveMcQueen.
Roteiro - John Ridley
Ano - 2014
Duração - 2h13m


Por: Diana Pretto


 
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