29.8.14

Faça como a SPAG, lute contra os maus-tratos e incentive a adoção


Eles nascem pequenininhos e fofinhos, mas ao longo do tempo os cães crescem e os cuidados com o animal tornam-se mais intensos, alguns donos não assumem as maiores responsabilidades e acabam praticando os maus-tratos e abandonos.

Mas sempre existe alguém que ameniza essas crueldades. Para lutar contra os maus-tratos e fazer um controle populacional dos animais nas ruas, foi criada a associação de proteção dos animais de Guarapuava, SPAG. “A ong conta apenas com doações, a SPAG tem uma frente ampla e diversificada de trabalho, que inclui desenvolver atividades de proteção aos animais, programas de voluntariado que incluem resgates e verificação de denúncias, lares temporários, promoção de campanhas de adoção de animais, dentre outras atividades”, conta a assessora, Thalita Catharina.

Os cães são tratados, castrados e levados até a feirinha de adoção que acontece todos os sábados pela manhã, na Praça 9 de Dezembro, para a tentativa de receber um lar. “Nós acreditamos que o amor e a amizade entre o ser humano e um animal pode acontecer de muitas formas e todos os animais Sem Raça Definida (SRD) assim como aqueles que são de raças puras, merecem nosso respeito e nosso cuidado, pois são fiéis, amigos e companheiros por toda vida”, ressalta Thalita.

João Franz, acadêmico da Unicentro, mudou para um apartamento maior e a primeira coisa que fez para enchê-lo de amor e carinho foi adotar, junto com a namorada, uma cadelinha, a Frida. “Acho importante a adoção porque é a maneira pura de você ter um cão, sem comercialização injusta e tratá-lo como um objeto de mercado. Além do que, quando é um tirado da rua e/ou que sofreu maus-tratos (caso da minha), é uma chance de você dar a ele uma nova vida e ser feliz contigo. Nada recompensa chegar em casa e ver ela abanando o rabo e te cheirando pedindo carinho”, diz Franz.

Quer ser um colaborador?
É muito fácil, qualquer pessoa pode se tornar um Voluntário da SPAG e ajudar os animais de nossa cidade. Para isso é preciso entrar em contato com a ONG e solicitar o pedido. Após marcar um horário o novo voluntário deve preencher uma Ficha Cadastral e escolher entre as opções: Voluntário de Resgate de Animais, Voluntário como Lar Temporário, Voluntário Doador de Ração/Medicamento/Casinhas, Voluntário Depositante, Voluntário Parceiro (Empresas), Voluntário Doador de Ideias e Projetos. Enfim, a SPAG aceita todos os tipos de doações.

É importante que a população denuncie os maus-tratos:
Telefone para denúncias de maus-tratos e também doações – 8434-5928
E-MAIL – spagvoluntarios@gmail.com
Página no facebook – SPAG - Sociedade de Proteção aos Animais de Guarapuava (Ong)


A SPAG conta com uma nova diretoria:
Presidente: Giovana Roman
Vice Presidente: Wellington Barbosa

 Texto: Amanda Bastos Maciel




23.8.14

Memorial de Aires

Memorial de Aires - Machado de Assis

Autor
Joaquim Maria Machado de Assis nascido em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro. Foi garoto pobre, filho de um operário mestiço, que marcou a história da literatura brasileira, sendo seus trabalhos constantemente republicados em vários idiomas.  Nos anos de 1980, machado inaugura o Realismo na literatura brasileira, quando publica Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), essa marca a segunda etapa de sua produção. O escritor desenvolve uma ironia feroz, um humor velado e amargo em relação àquilo que retratava da sociedade.
Contexto Histórico
A obra Memorial de Aires publicada em 1908, mesmo ano de falecimento do autor, foi o último romance de Machado de Assis que é o menos pessimista da II fase, mas paradoxalmente, é o mais melancólico de todos. Depois da morte da esposa Carolina (1904), o escritor sente-se triste e diminui o ceticismo irônico em troca de uma evocação saudosa da vida familiar no Rio de Janeiro da década de 1880. O tom nostálgico e terno da narrativa parece corresponder à última visão de mundo do próprio Machado de Assis, sendo que a própria personagem D. Carmo lembra em muito a esposa morta. Além disso, a narrativa do Memorial abrange os anos de 1888 e 1889. Machado de Assis, mestiço e discretamente abolicionista, registra com simpatia, sempre usando as palavras atenuadas de Aires, o momento em que a abolição da escravatura é concretizada.digital marketing
A forma adotada no romance é a de um diário. Assim, Machado de Assis pode continuar a escrever no estilo "livre", repleto de digressões, que caracteriza sua fase realista.  Trata-se do diário de um aposentado, que pouco age e que está interessado principalmente em observar como se comportam seus semelhantes.digital marketing A temática da velhice é apresentada, na cena do cemitério, não apenas de maneira literal é também mostrada de forma metafórica, por meio das reflexões de Aires sobre o túmulo familiar.digital marketing
Resumo da Obra
Marcondes de Aires, aposentado após mais de trinta anos sendo diplomata no exterior, viúvo e solitário, resolve escrever sobre si, sobre o casal Aguiar e sobre os “filhos postiços” deste, Tristão e Fidélia, como meio de distração da tediosa velhice. Quando escreve seu diário, Conselheiro Aires parece construir sua autobiografia através da vida dos personagens que ele observa e descreve, pois assim, ele analisa sua própria existência, claro que intrínseca de uma requintada ironia. Aguiar e D. Carmo estão casados há 25 anos, tem um casamento estável e feliz, mas sofrem com a ausência dos filhos. A mulher era a que mais sentia essa falta e para aliviar um pouco essa dor transferiu seu amor de mãe para seu afilhado Tristão e para a jovem viúva Fidélia, a qual chamava de “minha filha”.
Conselheiro Aires escreve seu diário para fugir do ócio da velhice. Ao conhecer Fidélia, coloca-se desafiado a conquistá-la, então aposta com a mana Rita que tinha certeza absoluta que a viúva jamais se casaria de novo.Tristão deixa os pais “postiços” para acompanhar seus pais em uma viagem à Europa. Acaba ficando por lá e formando-se em medicina. Ele às vezes envia cartas até que não mais. A notícia de seu retorno ao Brasil alegra o casal Aguiar, em especial d. Carmo, já que Fidélia se despedira numa carta com um “da sua filhinha Fidélia”.
Ao se conhecerem Fidélia e Tristão se apaixonam. Conselheiro Aires abandona seu desejo de casar-se com Fidélia e volta-se totalmente para o casal Aguiar e para a sua condição de velho, viúvo e solitário. Porém, sábio e equilibrado. Fidélia e Tristão casam-se e vão para a Europa deixando mais uma vez o casal Aguiar solitários por estarem longe de seus filhos. No último capítulo do diário, Aires parece almejar juntar-se à solidão do casal Aguiar, o único destino dos velhos.
Referências
ASSIS, Machado. Memorial de Aires. São Paulo: Núcleo, 1996. - (Coleção Núcleo de Literatura)
Memorial de Aires. Disponível em: <http://professorclaudineicamolesi.blogspot.com.br/2012/12/analise-38-memorial-de-aires.html> Acesso em: 26 de maio de 2014.
Machado de Assis, Criador do Realismo Brasileiro. Disponível em:<http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/entrevistas-defuntos-historicos/machado-de-assis-criador-do-realismo-brasileiro-fala-sobre-sua-vida-e-obra/> Acesso em: 26 de maio de 2014.
Memorial de Aires. Disponível em: <http://www.resumosdelivros.com.br/m/machado-de-assis/memorial-de-aires/> Acesso em: 26 de maio de 2014.
Memorial de Aires – Terra Educação. Disponível em: <http://educaterra.terra.com.br/literatura/livrodomes/2004/04/05/000.htm> Acesso em: 26 de maio de 2014.
                                                                      

Elaborado por: Jaqueline Almeida de Lima. PET/LETRAS/UNICENTRO.

Memórias de um sargento de milícias

Memórias de um sargento de milícias- Manuel Antônio de Almeida


Autor
Manuel Antônio de Almeida filho do tenente Antônio de Almeida e de Josefina Maria de Almeida, perde o pai quando tinha dez anos de idade. Concluiu a Faculdade de Medicina em 1855, mas nunca exerceu a profissão. Devido as dificuldades financeiras foi conduzido ao jornalismo e às letras. Foi redator do jornal Correio Mercantil, para o qual escrevia um suplemento, “A Pacotilha”. Neste suplemento publicou sua única obra em prosa de fôlego, a novela Memórias de um Sargento de Milícias, de 1852 a 1853, em capítulos.
Contexto histórico
O período em que a Coroa Portuguesa se instalou no Brasil foi um momento crítico na nossa história, em virtude das mudanças sociais a que foram submetidas o povo brasileiro. O primeiro momento de descontentamento foi quando os moradores das melhores residências tiveram que abrir mão de suas moradias em detrimento da aristocracia portuguesa. Em seguida, os gastos exorbitantes da Família Real agravavam a crise econômica, a fome e a miséria na qual viviam os brasileiros. Esse sentimento de crítica permeia a obra toda, que passa “alfinetar” o comportamento do povo diante de tal situação: todos buscavam obter algum tipo de vantagem.
Memórias de um sargento de Milícias, de 1852, foi seu único livro. Retrata as classes médias e baixas, algo muito incomum para a época, na qual os romances retratavam os ambientes aristocráticos.
Resumo da obra
Leonardo e Maria viajavam de Lisboa rumo ao Rio de Janeiro, no navio se apaixonaram, logo após casaram e tiveram um filho chamado Leonardo, que desde pequeno era manhoso e arteiro. Com o passar do tempo Maria começou a trair o marido e quando esse descobriu, deu uma surra na mulher, que acabou fugindo com seu amante, o capitão de um navio, para Lisboa. Leonardo simplesmente foi embora. Abandonando seu filho. Leonardo (filho) ficou então aos cuidados de seu padrinho,  que planejou fazê-lo padre, iniciou a escrita e a leitura, bem precariamente, e depois o encaminhou à escola. Imaginando a facilidade que teria em aprontar se viesse a ser coroinhinha como o amigo Tomás, pediu ao padrinho que lhe fizesse tal, o padrinho aceitou alegremente o interesse pela igreja. Mas logo o menino foi expulso por tanto aprontar. Já rapaz levava uma vida de vadio. Ele e seu padrinho passaram a frequentar a casa de D. Maria.
O padrinho morre e Leonardo vai  viver com seu pai que, depois de muito lutar por uma cigana, acabou casado com a filha da comadre. Ele não se dava muito bem com a madrasta, então, em um dia após visitar D. Maria e não ver Luisinha, envolveu-se de novo em uma briga com a madrasta, seu pai tomou parte dela e o ameaçou com uma espada. Leonardo fugiu para a rua.  Foi viver na casa de Tomás e se envolve com a namorada dele Vidinha. .A madrinha de Leonardo lhe arrumou um emprego na casa-real, mas o rapaz logo foi despedido por ter se aproximado da mulher de um dos homens do poder da casa. 
Leonardo foi feito granadeiro do major Vidigal, Vidinha e sua família buscaram muito por ele e, sem encontrar, passaram a odiá-lo por cometer a desfeita de abandonar sem explicação quem o acolhera. Em uma noite, Vidigal, armando a prisão de Teotônio, mandou Leonardo até a casa do pai dele, lá estava dando a festa de batizado da filha de tal e Teotônio animava a festa. Leonardo ficaria no batizado para facilitar a captura.Mas, Leonardo se sentiu um traidor e armou com Teotônio sua fuga sem que se comprometesse. O plano deu certo, mas de tão alegre que ficou acabou por se denunciar. Vidigal então o prendeu. Ao saber de tal coisa sua madrinha foi rogar por ele ao major, sem resultado; após uma forte reconciliação com D. Maria, foram as duas pedir.  Durante tais acontecimentos Luisinha ficou viúva, foi no dia do enterro de José Manuel que Leonardo apareceu, tinha sido feito sargento. Passou a frequentar novamente a casa de D. Maria, seus interesses por Luisinha renasceram e os dela também. A madrinha e D. Maria estavam mais do que de acordo com o casamento deles, o que impedia era o posto de sargento, que não permitia o casamento. Pediram então novamente a ajuda de Vidigal, que nesses tempos já vivia com Maria-Regalada. O homem cedeu com gosto e fez de Leonardo sargento de milícias, ofício que permitia o casamento. Com todos esses acontecimentos, casa-se com Luisinha, e algum tempo depois, Leonardo pai e D. Maria faleceram.

Acadêmicas:  Jessiane de Almeida

Luciane Fernandes Martins

22.8.14

Então Você Quer Ser Escritor?

Então Você Quer Ser Escritor?- Miguel Sanches Neto

Autor

 (Bela Vista do Paraíso-PR - 1965) é um escritor, Professor universitário, e crítico literário paranaense. Responsável pela coluna semanal da Gazeta do Povo, de Curitiba, em que publica artigos sobre literatura. Também tem contribuído para outros veículos de comunicação como: O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde, Jornal do Brasil, República, Bravo!, Poesia Sempre e D`Pontaponta.


Contexto
O autor é um dos mais importantes críticos literários contemporâneos do país. Além de ser docente da UEPG, com título de doutorado em Teoria Literária pela Unicamp, escreve para a Gazeta do Povo e a Revista Carta Capital. Embora o gosto por escrever venha desde sua adolescência, o escritor começou a ser reconhecido internacionalmente a partir do lançamento do livro Chove sobre minha infância pela Editora Record em 2000, obra já traduzida para a língua espanhola. Desde então, é um dos nomes mais representativos da nova literatura brasileira. No romance Um amor anarquista, de 2005, narra a história de um grupo de imigrantes italianos da cidade de Palmeira, interior do Paraná que, no final do século XIX, funda a Colônia Socialista Cecília e tenta implantar o amor livre. Escritor eclético, tem navegado por diversos gêneros, porém tem o alicerce de sua obra no romance.

Obras 
A obra é composta por contos que Miguel Sanches Neto escreveu para alguns cadernos, livros e outras publicações. Histórias que trazem o homem, mulher e criança contemporâneas lidando com dilemas e questões da vida que, em uma hora ou outra, todos terão que enfrentar. Vidas inteiras são resumidas em histórias curtas, mas que preservam a profundidade que há em cada personagem.  No conto“Árvores submersas”, que o protagonista Marlus embarca em uma viagem a uma cidade do interior do Paraná atrás de um poeta para organizar uma edição com seus melhores trabalhos. O autor passa ao leitor toda a sensação que envolve o recluso poeta, a escuridão na casa que habita, o ambiente de sua biblioteca e a atração que sente pela sua jovem mulher. Outros contos como esse parecem abandonar o enredo principal, mas para Sanches Neto o que interessa é a evolução da personagem, não o desfecho de alguma história. Também há um pouco de terror psicológico em “Animal nojento”, que se passa durante o preparo da habitual lasanha de domingo. Lembranças da protagonista dos seus primeiros meses de casada se misturam a angústia e raiva que crescem aos poucos a cada vez que seu filho chora, tomando também o leitor, que espera por um final trágico à medida que o choro da criança penetra mais ainda na mente da mãe e de sua própria. De uma depressão pós-parto, o autor parte para a ingenuidade infantil ao lidar com a morte em “O tamanho do mundo”. Pelos olhos de um garoto tirado da aula pelo seu tio, o leitor acompanha todo o velório de seu pai que ele e sua irmã acreditam ser uma festa. Sem entender exatamente o que é a morte, ambos crêem que logo o pai retornará, tudo contado com a mesma simplicidade do protagonista.

Em poucas páginas, Miguel Sanches Neto consegue narrar vidas inteiras, como em “Seios de menino”, em que o protagonista nos mostra seus dias de universitário e a relação com seu professor, indo até suas lembranças de infância com o retorno à cidadezinha onde vivia. Reencontros ilustram vários dos contos, expondo histórias que até então ficavam escondidas pelo tempo. Em “Não comerás carne”, dois irmãos se reencontram depois de anos de separação e voltam a lembrar do pai opressor e da mãe que sofria. E um livro de contos eróticos faz um escritor que ministrava oficinas literárias lembrar de alunos com talentos duvidosos em “Então você quer ser escritor?”. O encontro de um homem com o antigo diário de um voluntário na Guerra do Paraguai revela o desejo não conquistado de ser herói em “Duas palavras”. Todos os contos revelam algum detalhe a mais sobre as personagens e a condição humana, principalmente de expectativas não alcançadas na vida. Fonte: Taize Odelli disponível em:  http://www.amalgama.blog.br/05/2011/entao-voce-quer-ser-escritor/

Capitães da Areia

Capitães da Areia - Jorge Amado

Autor:
Jorge Amado nasceu em Itabuna (BA), em 10 de agosto de 1912, e passou a infância em Ilhéus. Fez os estudos universitários no Rio de Janeiro e depois deixou o Brasil e por cinco anos viveu na Europa e na Ásia. Morreu em 6 de agosto de 2001, em Salvador. É o romancista brasileiro mais traduzido e conhecido em todo o mundo.
Suas principais obras são: "O país do carnaval" (1930), "Capitães da areia" (1937), "Gabriela, cravo e canela" (1958), "A morte e a morte de Quincas Berro d’Água" (1961), "Dona Flor e seus dois maridos" (1966), "Tieta do agreste" (1977) e muitas outras.

Contexto Histórico:
Escrita na época em que a Bolsa de Valores de Nova York quebrou (década de 1930), a obra mostra a revolta da população nordestina que gerou a Revolução de 30. Jorge Amado é considerado um dos mais importantes militantes da época e também um dos autores responsáveis pela criação de um novo estilo na literatura, onde a linguagem regional e as gírias locais estão presentes.

Resumo da Obra:
A obra conta a vida dos Capitães da Areia, um grupo de cerca de 100 garotos abandonados e órfãos que moram em um trapiche na cidade de Salvador, e vivem do furto. A história gira em torno das aventuras vividas pelo chefe Pedro Bala, filho de um famoso estivador que morreu numa greve no cais da cidade com um tiro, e as outras crianças, das quais se destacam:
Sem-Pernas, menino coxo, que guarda um grande ódio em seu coração por toda a sociedade, principalmente pelos policiais, que uma vez o capturaram e o fizeram correr em volta de uma sala enquanto o maltratavam com tapas e chicoteadas. Por ser manco, às vezes era usado para assaltos, pois pedia ajuda a famílias ricas e ficava na casa até identificar todos os bens valiosos do lugar, e então informava os amigos.
Gato, que recebeu esse nome por ser o mais belo entre os meninos. Gato acaba se apaixonando por Dalva, uma prostituta, que acaba se envolvendo com ele logo após de ser abandonada pelo amante.
Professor, o único das crianças que sabe ler e conta histórias para os outros. Às vezes, ganha alguns trocados fazendo retratos das pessoas, e a maioria de seus furtos são livros, os quais ele passa a noite lendo iluminado pela luz de uma vela.
Pirulito, que após conhecer o Padre José Pedro, descobre um amor incondicional a Deus e sua vocação religiosa.
Volta Seca, afilhado do famoso Lampião, e que sonha em fazer parte de seu bando quando crescer.
João Grande, que tem o respeito do resto por seu tamanho e sua bondade.
Boa Vida, garoto que se contenta com pouco e não gosta de trabalho.
Ao decorrer da história, conhecemos também o Padre José Pedro, um homem humilde que só conseguiu entrar no seminário com a ajuda de seu ex patrão, e que faz de tudo para ajudar os meninos a mudarem de vida; a mãe-de-santo Don’Aninha, que cuida dos garotos quando estão doentes; o capoeirista Querido de Deus, que ensina aos meninos as artes da capoeira e o estivador João de Adão, que trabalhou com o pai de Pedro Bala.
Em meio a tantas aventuras dos meninos, Volta Seca e Sem-Pernas passam a trabalhar para o dono de um carrossel que passa pela cidade. O carrossel trás aos meninos, menos que por um pouco tempo, a felicidade de poder brincar como crianças novamente.
Em certo momento, a varíola assola a cidade e um menino do grupo contrai a doença e é levado para sua família, mas acaba que a saúde pública descobre e o interna. Um pouco depois, aparecem Dora e Zé Fuinha, ela com 13 anos e ele com 6 anos, filhos de vítimas da varíola, que são encontrados por João Grande e Professor e os acolhem, já que os irmãos não tem para onde ir. De começo, os meninos do trapiche tentam abusar de Dora, mas ela é protegida por João Grande e Professor, e logo depois Pedro Bala percebe que Dora era apenas uma menina, e proíbe qualquer um de tentar abusar da garota. Em poucos meses, Dora já é chamada de irmã pelos meninos ejá participa dos assaltos. Ela acaba se apaixonando por Pedro Bala, que tem o sentimento recíproco. Outro que se apaixona pela menina é Professor.
Em um assalto a uma casa, Pedro Bala, Dora, Gato, Sem-Pernas e João Grande acabam sendo pegos pela polícia, mas Pedro Bala consegue libertar os outros, sendo detidos apenas ele e Dora. A menina é levada para o orfanato, enquanto ele é levado para o reformatório. Lá, ele sofre oito dias dentro da cafua, um quarto em baixo das escadarias onde o menino mal consegue ficar em pé. Lá ele fica apenas a base de água e feijão, o que o deixa meio doentio. Após os oito dias passados, ele é mandado para trabalhar na colheita de cana, onde consegue se comunicar com os outros capitães, que o ajudam a fugir do reformatório. Alguns dias após a fuga, Bala e seus amigos conseguem retirar Dora do orfanato, de onde a menina sai muito doente. A doença piora depois da fuga, o que entristece todo o trapiche. Don’Aninha tenta ajudar a menina com rezas e remédios caseiros, mas não tem muito sucesso. Após muita insistência de Dora, Pedro Bala consuma o amor dos dois com o ato, e no mesmo dia a menina acaba falecendo. Gato vai para Ilhéus com Dalva, onde enriquece enganando ricos fazendeiros.
Após algum tempo, os mais velhos do grupo resolvem sair do trapiche e seguirem suas vidas: Professor conhece um senhor que o leva para o Rio de Janeiro, onde ele começa a estudar artes e se torna um conhecido pintor. Volta Seca resolve ir para Aracaju, passar um tempo com os Índios Maloqueiros, os Capitães da Areia de Aracaju, mas no meio do caminho ele encontra seu padrinho Lampião, que o aceita no bando. Pirulito se torna capuchinho e parte para ajudar Padre José Pedro em sua nova paróquia. Boa Vida vai aos poucos se distanciando do trapiche, e se torna um malandro da cidade, que gosta de festas e muita farra. Sem-Pernas acaba se jogando do elevador de Salvador numa perseguição entre a policia e os capitães, pois não queria que a policia o capturasse e o maltratasse novamente.
Pedro Bala e os meninos que ficaram no trapiche, então, ajudam João de Adão e um amigo, Alberto, numa greve. Após a greve, Alberto os transforma em uma brigada de choque. Depois disso, Bala recebe a missão de ir a Aracaju transformar a vida dos Índios Maloqueiros, como Alberto transformou a vida dos Capitães da Areia. E então, após passar o comando do bando para um outro menino e começa a lutar pelos direitos da população, como seu pai fez há tempos.


Referências:

AMADO,Jorge. Capitães da Areia. 23. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2009

ESTUDANTE, Guia do. "Capitães da areia" - resumo da obra de Jorge Amado. 2014. Disponível em: <http://guiadoestudante.abril.com.br>. Acesso em: 06 jun. 2014

BRASIL, Universia. Estude os livros obrigatórios da Fuvest e Unicamp 2013: Capitães da Areia, de Jorge Amado. 2012. Disponível em: <http://noticias.universia.com.br>. Acesso em: 06 jun. 2014.

 


Elaborado por: StéfanieYumi Batista Morimitsu PET/LETRAS/UNICENTRO

21.8.14

O PRIMO BASÍLIO


O PRIMO BASÍLIO - EÇA DE QUEIRÓS
Autor
Eça de Queirós (1845-1900) escritor português foi um dos principais responsáveis pela introdução do realismo em Portugal, o único romancista português que conquistou fama internacional nessa época. Além disso, foi duramente criticado por suas críticas ao clero e à própria pátria. A crítica social unida à análise psicológica aparece também nos livros “O Primo Basílio”, "O Mandarim", "A Relíquia" e "Os Maias".

Contexto Histórico
Nessa obra Eça de Queirós tenta desvincular-se dos traços do Romantismo, mesmo produzindo romances, porém num tom mais realista. Aborda em seus personagens a classe burguesa e a proletária. O período é a geração de 1870 que tem como intuito combater o romantismo e instalar ideias realistas em Portugal. As principais características da obra é a crítica social, a descriminação social, exploração da sexualidade, moral, costumes, a religião e o atraso de Lisboa referente a Paris, após a Revolução Industrial.

Resumo da obra
A jovem Luísa morava com sua mãe e namorava as escondidas com seu primo Basílio. O jovem mudou-se e a apaixonada menina lamentava a falta dele. Certo dia Luísa conhece um moço chamado Jorge e passa a admirá-lo. Tempos depois a garota é surpreendida com um pedido de casamento feito por Jorge. Após o casamento Luísa tinha uma vida socialmente estabilizada. O marido fazia muitas viagens e por isso convocou uma reunião de despedida para os amigos, pedindo em especial para Sebastião, seu amigo mais íntimo, cuidar de sua esposa e também para evitar os encontros dela com a Leopoldina, uma mulher falada na cidade. Durante a viagem do marido Luísa recebe uma inesperada visita, a do seu primo Basílio, o qual passou a visitá-la todos os dias. Em uma de suas visitas Basílio beija Luísa, apesar de ter gostado repreende-o. Como os encontros eram rotineiros a vizinhança começou a reparar e a surtir comentários, pois não tinham real conhecimento de quem era aquele rapaz. O rapaz muito esperto, com delicadeza ia conquistando a Luísa, comunicando-a que encontraria uma casa para os seus encontros. Ela recebia diariamente cartas de Basílio, então resolve escrever também, porém nesse instante chega a sua casa D Felicidade, e para esconder a carta joga-a na lata de lixo. Como estava preocupada resolveu buscá-la, mas a lata estava vazia. A jovem recebe o endereço da casa de encontro e vai todos os dias para ver o seu amado. Juliana empregada de Luísa estava farta de humilhações recebidas pela patroa e conta que a carta não está no lixo, e diz que entregará a Jorge quando voltar de viagem. Luísa pensa em fugir com Basílio, mas ele não quer e volta para Paris sozinho, ela percebe então que foi enganada por ele. Juliana passa a fazer chantagens e humilha Luísa obrigando-a fazer os serviços da casa. Chega Jorge e a vida de Luísa piora, pois as ameaças continuam e com mais severidade. Luísa procura ajuda com Sebastião mesmo envergonha, mas ele era a única pessoa que podia ajudá-la. Ele monta um plano e Juliana é pega, entrega a carta, e acaba morrendo. Luísa queima a carta. A jovem adoece, e nesse período Basílio escreve a Luísa, porém como estava doente quem leu foi Jorge. Descobriu tudo, irritado após uma melhora de sua esposa fala que já sabe de tudo. Porém Luísa depois de ouvir desmaia. Jorge percebendo que perderia a sua esposa a perdoa, mas ela falece.

Referências

Elaborado por: Ana Paula Kuchla e Neide Tracz PET/LETRAS/UNICENTRO

20.8.14

A FALECIDA

A FALECIDA - NELSON RODRIGUES
Autor:
Nelson Rodrigues nasceu no Recife (PE), em 23 de agosto de 1912, e viveu desde pequeno no Rio de Janeiro. Revolucionou o teatro nacional e tornou-se um dos principais dramaturgos brasileiros. Suas obras são separadas em peças psicológicas (A Mulher sem Pecado e Vestido de Noiva), peças mitológicas (Anjo Negro e Álbum de Família) e tragédias cariocas (A Falecida e O Beijo no Asfalto). Escreveu também os romances Meu Destino É Pecar e O Casamento, além dos livros de crônicas. O escritor morreu no Rio de Janeiro, em 21 de dezembro de 1980.

Contexto histórico:
Nelson Rodrigues revoluciona o teatro brasileiro da época com A Falecida. Uma das peças mais assistidas,  em 26 dias, foi encenada pela Companhia Dramática Nacional, com José Maria Monteiro na direção e teve sua estréia em 1953. O escritor buscou mostrar a realidade dos subúrbios e de seus moradores frustrados e fracassados. Para a década de 50 o uso da linguagem coloquial e das gírias era algo novo, o que não agradou à pricípio os espectadores.
Obra:
A Falecida, 1ª tragédia carioca, foi considerada um marco na obra de Nelson Rodrigues. Pela primeira vez o autor aproveitou sua experiência na coluna de contos A vida como ela é... para retratar o típico subúrbio carioca, com suas gírias e discussões existenciais. Os cenários passaram do "qualquer lugar, qualquer tempo" das peças míticas, para a Zona Norte carioca dos anos 50. Os personagens não representam mais arquétipos nem revelam alguma parte escusa da alma dos brasileiros. O que Nelson Rodrigues mostra agora é o cotidiano vulgar dos brasileiros. A falta de dinheiro, as doenças, o dedo no nariz das crianças, as pernas cabeludas de uma mulher, as cartomantes picaretas e o lado mais grosseiro da vida serão presenças constantes em suas peças daqui para frente. A Falecida narra a história de Zulmira, mulher frustrada do subúrbio carioca, autodeclarada tuberculosa. Elal vive uma competição com Glorinha, chegando a ficar feliz quando sabe a razão da seriedade da prima, a falta de um seio arrancado pelo câncer.
Seu marido, Tuninho, está desempregado e gasta as sobras da indenização jogando sinuca e discutindo futebol. Zulmira o trai com o milionário Pimentel, e, antes de morrer pede ao marido que vá até Pimentel, dizendo que é primo da mulher, pedindo 40 mil cruzeiros para o enterro.
Tuninho da o golpe na finada mulher, paga um "enterro de cachorro". Com o dinheiro ele vai ao jogo do Vasco no Maracanã, e lá, num momento de euforia joga as cédulas para o ar, terminando como o mais solitário dos homens.

RODRIGUES, Nelson. Três peças. In: A Falecida. São Paulo: Círculo do Livro, 1954. p. 249-349.

Elaborado por Bianca Gans Lovato PET/LETRAS/UNICENTRO

12.8.14

Sesc Guarapuava sedia exposição de almanaques farmacêuticos


Aos que possuem mais de 40 anos, serve para voltar no tempo e relembrar das antigas artes que estampavam os almanaques farmacêuticos, e para os que não viveram este tempo é um tira gosto para imaginar como eram as publicidades feitas pelas farmácias antigamente.

A exposição intitulada “Tempo de almanaque” é uma grande oportunidade para conhecer um pouco sobre o assunto, pois o tempo passou e encontrar essas artes ficou cada vez mais difícil, tornaram-se verdadeiras relíquias, encontradas apenas na posse de colecionadores, como no caso da cuiabana Yasmin Nadaf.

Yasmin, além do acervo de almanaques de farmácia, também coleciona gibis, livros periódicos almanaques diversos. “Um conjunto de revistinhas tão ao meu gosto pela sua especificidade. Pequeninas e graciosas são verdadeiras oficinas para e/da vida passada, e referência obrigatória para o presente e para o futuro. Lidas e relidas por milhões de brasileiros carregam (e como carregam) ‘identidade’ e ‘memória’, traços que não caem no esquecimento, e que no caso em questão acumulam saber e se enriquecem com o passar dos anos”, conta, em material de divulgação da exposição.

A exposição já está acontecendo desde o dia 4 de agosto, no Sesc Guarapuava, mas ainda dá tempo de apreciar essas raridades, pois o acervo da colecionadora estará exposto até o dia 29 de agosto, das 8 às 22 horas. Entrada gratuita.


Surgimento

Felipe Daudt, fundador da primeira indústria farmacêutica no Brasil, foi um dos pioneiros da evolução da publicidade, tanto que o almanaque “A saúde da mulher” lhe rendeu uma tiragem histórica de 1,5 milhões de exemplares e o maior contrato publicitário da história brasileira.

“Felipe trouxe almanaques como "A saúde da mulher", de mesmo nome que um de seus medicamentos, oferecendo dicas de saúde e beleza, passatempos diversos, entre outros temas – além de diversas propagandas dos medicamentos que sua empresa produzia. Estes almanaques foram uma nova revolução na forma de dar publicidade aos medicamentos, pois tirava os anúncios dos jornais (na época, lidos principalmente por homens) aproximando os produtos também das mulheres e de maneira geral, da família brasileira”. 
Fonte: administradores.com.br




Texto: Amanda Bastos Maciel

 
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