Pular para o conteúdo principal

Sábados Literários: uma apoteose lusitana



Em sua terceira edição, o projeto Sábados Literários está de volta. Uma ideia que só virou realidade devido a parceira entre a Unicentro, Prefeitura Municipal de Irati,  ALACs e Fundação Denise Stoklos;  ambos buscando incentivar o gosto pelo texto literário, abraçaram a causa que reúne, em Irati, um público admirador de obras literárias e palestrastes renomados.

A abertura do evento, realizado dia 28 de março, teve um público estimado em 80 pessoas e contou com a presença do  Prof. Dr. Francisco Maciel Silveira, membro titular da Cadeira de Literatura Portuguesa da Universidade de São Paulo, que ministrou uma palestra sobre o escritor Fernando Pessoa. “O professor trouxe à baila a produção poética de Alberto Caieiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Bernardo Soares. Disse, ainda, aos presentes, que quem não conhece a obra de pessoa(s) deve começar pelo Álvaro de Campos. Afirmou que Pessoa foi o louco mais genial da literatura portuguesa e até hoje os estudiosos tentam entender quem foi o tal Fernando Pessoa”, afirma o professor e organizador do evento, Edson Santos.

Segundo os organizadores, os participantes se propõem a discutir, a partir de um viés literário e histórico, a literatura a partir de obras canônicas da literatura universal. Nesse sentido as palestras oferecerem aos participantes a possibilidade de contato com obras que marcaram a humanidade.

No ano anterior o projeto priorizou obras da Literatura Ocidental, agora, os organizadores estão buscando dar maior visibilidade à Literatura Portuguesa.  Sendo assim, pretendem inserir nos eventos tudo o que consideram verdadeiramente essencial na História da Literatura Portuguesa.

 O evento ocorrerá uma vez por mês no Bosque da Leitura,  na Rua Alfredo Bufren, nº 334. Centro – Irati/PR, sempre das 14h às 17h.


Programação:

Francisco Maciel Silveira e Edson Santos

Prof. Dr. Francisco Maciel Siveira (USP)
28 DE MARÇO - FERNANDO PESSOA

18 DE ABRIL - CAMÕES
Profa. Dra. Clarice Zamonaro (UEM)

30 DE MAIO - ANTERO DE QUENTAL
Profa. Dra. Nathália Ferreira Thimoteo (Unicentro)

20 DE JUNHO - JOSÉ SARAMAGO
Profa. Dra. Marlise Vaz Bridi (USP)
 
 29 DE AGOSTO - FLORBELA ESPANCA
 Profa. Dra. Maria Lúcia Dal Farra (UFS)

 26 DE SETEMBRO – ANTÓNIO GEDEÃO
 Saulo Gomes Thimóteo (UFSS)

 31 DE OUTUBRO - CAMILO CASTELO BRANCO
 Profa. Dra. Flávia Maria Corradin (USP)


 Texto: Amanda Bastos Maciel


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

RESUMO DA OBRA "VÁRIAS HISTÓRIAS", DE MACHADO DE ASSIS

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de família pobre e mulato, sofreu preconceito, e  perdeu a mãe na infância, sendo criado pela madrasta. Apesar das adversidades, conseguiu se instruir. Em 1856 entrou como aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional. Posteriormente atuou como revisor, colaborou com várias revistas e jornais, e trabalhou como funcionário público. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Algumas de suas obras são Memórias Póstumas de Brás Cubas , Quincas Borba , O Alienista , Helena , Dom Casmurro e Memorial de Aires . Faleceu em 29 de setembro de 1908. Contexto Histórico Várias histórias foi publicado em 1896, fazendo parte do período realista de Machado de Assis. Os contos da obra são profundamente marcados pela análise psicológica das personagens, além da erudição e intertextualidade que transparecem, como por ex., referências à música clássica, a clássicos da literatura, bem c

Pintores Paranaenses

A partir do século XIX, a pintura passou a se desenvolver no Paraná, incentivada por pintores como o imigrante norueguês Alfredo Andersen, e Guido Viaro, o segundo vindo da Itália. Ambos dedicaram-se ao ensino das artes visuais, além de pintarem suas obras inspiradas principalmente nas paisagens e temas do cotidiano paranaense. Responsáveis também pela formação de novas gerações de artistas no estado, como o exemplo de Lange Morretes, Gustavo Kopp e Theodoro de Bona, todos nascidos no Paraná. Alfredo Andersen, apesar de norueguês, viveu muitos anos em Curitiba e Paranaguá, e ainda hoje é tipo como o pai da pintura paranaense. Foi ele o primeiro artista plástico atuar profissionalmente e a incentivar o ensino das artes puras no estado. Ele se envolveu de forma muito intensa com a sociedade paranaense da época em que viveu, registrando sua história e cultura. Rogério Dias, outro grande exemplo, sempre foi autodidata, sua trajetória artística tem sido uma soma de anos de paciente

“Esta terra tem dono!”

Do alto, o Cacique Guairacá observa a cidade. Imortalizado em bronze, junto ao seu lobo, ele vigia os moradores e dá boas vindas aos visitantes. Sem dúvida ele é o símbolo de Guarapuava, que traz suas raízes indígenas estampadas até no nome. Uma das vertentes históricas, afirma que o Cacique Guairacá, viveu por estas terras em meados do século XVII. Nessa época, o tratado de Tordesilhas dividia a América do Sul ao meio (ou nem tanto) e Guarapuava se situava em terras espanholas. E como toda grande colonização desta época, havia a opressão indígena – seja a escravização por armas ou pela catequização, tiveram sua cultura esmagada pelo cristianismo europeu.  E também como no Brasil inteiro, houve resistência por parte dos índios. Mas ao contrário do resto da América, aqui tinha o Cacique Guairacá, que complicou muito a vida dos colonizadores.  Armado com lanças e arco e flecha, ele comandou embates aos berros de “CO IVI OGUERECO YARA!” (ou “Esta terra tem dono”). E o