14.12.15

A voz de Carine Nunes

Há alguém que não goste de música? Seja pop, rock, sertanejo, instrumental, reggae, algum estilo faz o seu gosto. Ela é tão importante que é capaz de marcar grandes cenas do cinema, como "Singin' in the Rain" em Dançando na Chuva e “Moon River” em Bonequinha de Luxo.

Em Guarapuava, a cantora e professora de artes, Carine Nunes, lançou a música Tudo Bem. Os primeiro passos de um grande sonho já estão em andamento. Desde criança já tinha essa paixão, tendo o seu primeiro contato aos sete anos dentro da igreja. “Quando criança eu sempre cantei e com 14 anos comecei a estudar teoria e técnica musical com as professoras Eliane e Sonia da Unicentro”, comenta. Esse era o princípio de uma carreira, o timbre que vem escrito no início de toda partitura, nesse caso, a da sua vida.

Carine Nunes já trabalha na produção do seu CD solo


A guarapuavana, que busca harmonia entre sua carreira e as aulas de violão e artes, comenta que possui vários projetos anotados e que Tudo Bem surgiu assim. “Eu tenho várias coisas escritas. Gostei dessa frase, gostei desse som, anoto tudo. Tudo que escrevo tem influências de vivências e a minha música fala de algo que te desequilibrou agora, mas que tudo vai passar, vai ficar tudo bem”.

Sua técnica com o violão surpreende qualquer pessoa quando revela que está há apenas três anos se dedicando ao instrumento, o que foi um grande auxilio para o seu trabalho musical, pois não precisa depender de uma outra pessoa.

Quando questionada sobre seus ídolos, Carine demonstra uma admiração por Ana Carolina e Maria Gadú, a qual admira seus arranjos e releituras de algumas músicas de outros cantores.

“Eu não tenho bem um ídolo, vou muito pela música. A sua mensagem, o seu jeito, a forma que foi construída”

A menina que está apenas no começo, continua seguindo em frente dando ritmo aos seus sonhos. “Meu maior sonho é ter meu trabalho musical concretizado e que eu consiga transmitir algo bom para as pessoas, que elas sintam-se contagiadas”, finaliza. 
Confira a música Tudo Bem:


Texto: André Justus


3.12.15

Tudo Que Aprendemos Juntos estreia hoje nos cinemas



O filme baseado na história verídica da criação da Orquestra Sinfônica do Heliópolis possui trilhas sonoras marcantes



Mas, até agora, o que chamou mais atenção nas redes sociais foi o clipe dos créditos finais do filme. Rimas inéditas do cantor Sabotage fluíram em perfeita harmonia com arranjos feitos pela Orquestra Sinfônica do Heliópolis, para a música Respeito É Lei. 

Imagens de Sabotage, junto com cenas do filme protagonizado por Lázaro Ramos e com a primeira participação no cinema do rapper Criolo, formam o vídeo do tão esperado filme que foi dirigido por Sérgio Machado, e terá sua estreia dia três de dezembro nos cinemas.


Rap e música clássica caminharão juntos no longa-metragem sobre a orquestra da maior favela da São Paulo, artistas como Z'África Brasil, Mano Brown e Emicida compõe a trilha sonora junto com Sabotage.





confira o vídeo:






Boom drag surge no Paraná

Drag Queens são performáticos que se travestem com um intuito artístico de entretenimento. O termo drag surgiu no início da história do teatro, onde homens representavam a figura feminina, “dressed as a girl”, já que as próprias eram impedidas de se apresentarem nos palcos. A cultura começou a tornar-se popular durante os anos 1980 e 1990, no momento em que a cultura gay começou a crescer.
Em 2009, a televisão americana lançou o reality show Rupaul’s Drag Race, apresentado por RuPaul, onde a mesma procura uma sucessora ao título de “america’s next drag superstar”. O programa trouxe uma valorização que estava escondida para as artistas, conquistando uma diversidade grande de fãs, principalmente, no Brasil. “Comecei a assistir no netflix e acabei viciando. Já vi as sete temporadas, virei fã”, admite o estudante de publicidade Mateus Pontarolo.
Já o Paraná que sempre foi uma caixa de talentos para muitos artistas novos, não é diferente nesse cenário. NeonQueen está entrando agora nesse mundo, sua primeira montagem foi em fevereiro. Seu estilo busca referências em Lady Gaga e, assim como a famosa cantora, quebra padrões, gêneros e conceitos, o importante para ela é ser você mesmo. “Não sou feminina, gosto de ser a estranha do rolê. Drag é ser você independente do que os outros pensam. É colocar você e seu personagem para fora”, lembra.
NeonQueen (peruca colorida) em uma casa noturna
Foto: Arquivo Pessoal

Já Amber Wirga fez sua primeira montagem em 2009, mas, profissionalmente, está há 13 meses nos palcos. Segundo ela, o seu nome é a mistura de um fóssil com um fenômeno meteorológico. “Brinco ao dizer que, assim como o âmbar (fóssil), a minha personagem será aquilo que você quiser, a cereja do bolo, a pessoa mais magnífica. E o sobrenome Wirga vem de virga, conhecida como Chuva Invisível. É um tipo de precipitação que cai de uma nuvem, mas evapora-se antes de atingir o solo. Assim como a minha drag, ela não precisa tocar o solo para ser notada”, comenta.
Amber Wirga conta que suas referências são as mulheres de sua vida
Foto: Arquivo Pessoal
A artista já abriu shows de ícones drag internacionais como Sharon Needles e Latrice Royale, ambas participantes do reality americano. Todos podem ser descritos como uma mistura de purpurina, paetês e cílios postiços. "Hoje estou na fase em que o drag me mostra que tenho sim um papel como ser humano, independente do fato das bandeiras e reflexões acerca de gênero, é importante você ter a noção de que está mexendo e passando inúmeras emoções ao público”, finaliza.
Eu sou a drag que encontra alguém na rua e pergunta sobre como tudo está. Não tenho apenas admiradores, eu tenho colegas e amigos” – explica Amber
Segundo ela, a arte drag foi uma forma de sair de uma depressão profunda, transformando suas habilidades em quem ela realmente queria ser. Além disso, Amber participou do último videoclipe da cantora curitibana Mc Mayara. Confira o vídeo:


Texto: André Justus


 
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