29.2.16

A beleza tipográfica de Larissa Niczay

Segundo Ribeiro (1998), a escrita surge com o homem primitivo, onde ele dava início aos seus primeiros contatos com a tipografia, por meio de desenhos feitos com paus e pedras, expressando acontecimentos de seu cotidiano.

Nos dias atuais, em plena era digital, onde o computador deixa de lado a letra cursiva que aprendemos na escola, torna-se cada vez mais difícil conhecer a letra das pessoas. Tanto é que em 2015, o movimento digital #ALetraDasPessoas viralizou nas redes sociais para resgatar essa identidade de cada um.

Entre tantas participações, destaca-se a estudante guarapuavana, Larissa Niczay, que faz da escrita a sua arte, a tipografia. A paixão surgiu durante a faculdade e, também, dentro da família com seu pai, Roberto Niczay. Segundo ela, toda a inspiração para o seu trabalho é fruto de uma boa imaginação, além de uma constante busca por referências.

Muitos dos seus trabalhos são encomendas para presentear alguém
Foto: Arquivo Pessoal

Entre as cores, traços e frases que tornam o seu trabalho único e delicado, Larissa revela que música alta é o seu segredo para uma boa concentração na realização de cada novo projeto.


“Acompanho grandes designers, tipógrafos e calígrafos em vários sites e portfólios", comenta Larissa
Foto: Arquivo Pessoal 

A artista faz todo o trabalho manual, aplicando um diferencial em cada traço tipográfico. “Meu sonho é sair pelas ruas desenhando frases bonitas e de motivação em muros ou paredes que perderam a graça com o tempo” finaliza Larissa, que para o futuro só estima continuar desenhando.

Sucesso!

Texto: André Justus

9.2.16

Lembranças de um carnaval

Após quatro dias de muita festa, ficam as lembranças de mais um carnaval. Como já comentamos, há três anos o Bloco Vou Ali e Já Volto está fazendo barulho e animando a cidade nessa data, mas e antes disso?

Clubes tradicionais guarapuavanos eram conhecidos pelas famosas festas de carnaval e suas matinês para as crianças. Marchinhas, confetes e fantasias enfeitavam os salões, reunindo crianças e adultos.

O estudante Carlos Eduardo Dierk participou das festividades no Clube Operário. Acompanhado dos primos e sua tia, aproveitavam juntos aquelas tardes de celebração.  “Eu adorava por causa do fervo, eu dançava e brincava de pega-pega, além de, adorar jogar papel picado nos amigos”, conta.

Carlos e primos em 1998
Foto: Arquivo Pessoal

Já Luisa Bischof também possui boas recordações da infância no carnaval. As tardes no Guaira Country Clube eram um ótimo motivo para reunir toda a família. “Gostava das marchinhas, de jogar confete e serpentina. Pulava muito (risos)”, comenta.

Luisa e primos em 1996
Foto: Arquivo Pessoal

Durante os quatro anos que participou, sua mãe lhe vestiu de bruxinha, odalisca, bailarina e havaiana, dando vida à todos aqueles personagens.

“A expectativa maior sempre era com a fantasia que iria usar”

Hoje, Luisa é mãe do pequeno Vitor e ressalta que gostaria de repetir essa experiência com ele. “Levaria o meu filho sim, pois quando a gente é criança tudo é mágico, a bagunça é sempre bem vinda”. 

Que venham grandes carnavais então!

Texto: André Justus

4.2.16

Três dias de folia em Guarapuava

“Os clarins estão relembrando 
Os nossos velhos carnavais 
Arlequins sensuais 
Amam colombinas 
Dos pompons grenàs 
Passam na visão dos meus sonhos 
Os pierrôs tão tristonhos 
A tocar bandolins
Entre ais 
Implorando em vão 
A ressurreição 
Desses carnavais”
(Trecho da música “Ressurreição Dos Velhos Carnavais” de Lamartine Babo)

Bateria Já Te Aliso em 2015
Foto: Arquivo Pessoal
O Carnaval é uma celebração popular comemorada por muitos brasileiros, com duração de quatro dias, precedente a quarta-feira de cinzas. A festa iniciou-se durante o período colonial através dos escravos e, com o tempo, novas tradições foram surgindo, como: cordões, festas de salão, escolas de samba, marchinhas e muitas outras acabaram sendo incorporadas a essa manifestação cultural também.

Mas se você pensou que ia ficar curtindo o carnaval apenas assistindo o desfile das escolas de samba na televisão, esqueça! Em Guarapuava, todos estão convidados para participar pelo terceiro ano do Bloco Vou Ali e Já Volto, comandado pela Bateria Já Te Aliso.

Muitos guarapuavanos vão fantasiados para entrar no clima
Foto: Arquivo Pessoal

A iniciativa surgiu com a ideia de resgatar antigos blocos de rua da cidade, como “Vou ali e volto já”, “Príncipes do Ritmo” e “Negras Raízes”, além de, homenagear o Sr. Jozoel de Freitas, conhecido como “Tuto”, um dos criadores da primeira escola de samba em Guarapuava, no final da década de 60.  “A característica é de Bloco de Rua, todos podem participar, crianças e adultos”, comenta um dos organizadores, Carlos Eduardo Burkhard.

O bloco segue com ritmos carnavalescos pela cidade
Foto: Arquivo Pessoal

Serão três dias de festa para os foliões. No dia 5, acontece o Grito de Carnaval, seguido pelos dias 7 e 9 de bloco. A Concentração será entre a Xv de Novembro e Saldanha Marinha, às 18h. Vista a sua fantasia e caia na folia!

Texto: André Justus

 
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